<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812</id><updated>2012-01-01T14:42:10.475-08:00</updated><title type='text'>Filosofia do Cotidiano</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3743226464655669985</id><published>2011-12-14T09:31:00.001-08:00</published><updated>2011-12-14T09:31:13.759-08:00</updated><title type='text'>Plano de governo, agora?</title><content type='html'>Alguns cronistas locais tem levantado a questão do plano de governo para os pretensos candidatos à prefeito de Cachoeiro de Itapemirim.&lt;br /&gt;É fato que muitos querem o cargo, mas, de fato, não saberão o que fazer com ele.&lt;br /&gt;Nesse afã, algumas injustiças surgem.&lt;br /&gt;A eleição do atual prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione, não é fruto de um acidente, do acaso ou da convergência dos astros. Basta fazer uma simples comparação matemática da quantidade de votos que ele obteve no município desde sua primeira candidatura no ano 2000 até a sua eleição em 2008, e poderá se observar claramente a progressão do seu eleitorado que culminou com sua vitória. A vitória eleitoral de 2008 foi resultado de um projeto eleitoral que nasceu de anseios de militantes partidários, religiosos e de movimentos sociais, e que se consolidou ao longo de oito anos, com duas campanhas vitoriosas para deputado estadual e três campanhas para prefeito.&lt;br /&gt;Mas além do projeto eleitoral, há de se frisar que sempre houve um projeto técnico. Um projeto de gestão, de administração. Uma concepção técnica e política que orientaria o governo do Partido dos Trabalhadores em Cachoeiro de Itapemirim. &lt;br /&gt;Posso falar com muita propriedade acerca disso, porque em 2000, quando eu era ainda estudante de graduação em Ciências Sociais, participei junto com diversos colegas do Partido, da faculdade e outros sem filiação partidária ou acadêmica, da elaboração de um documento norteador, de um PLANO DE GOVERNO.&lt;br /&gt;É interessante ver toda essa discussão hoje sobre a necessidade de um plano de governo para os pretensos candidatos. Porque naquela época, éramos ridicularizados pelos adversários. Alguns nos diziam que deveríamos nos concentrar em buscar votos, e que plano de governo era perda de tempo. Outros defendiam que discutir plano de governo era bobagem, já que o nosso candidato não venceria aquele pleito, como realmente não venceu. Mas as bases do governo que se iniciou em 2009 foram lançadas naquelas calorosas discussões, que foram aperfeiçoadas pelas novas experiências de Casteglione como deputado, Secretário Estadual e pelo acréscimo de pessoas de grande competência ao grupo inicial, como podemos destacar o atual Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Coelho.&lt;br /&gt;Agradando ou não a muitos, o governo do PT em Cachoeiro não é uma aventura. É, sim,&amp;nbsp; resultado de um projeto de décadas que foi apresentado sucessivas vezes à população até que a mesma considerasse que era o momento de esse projeto ser implementado. Vejo claramente nas ações da Prefeitura hoje os ideais que discutíamos em 2000, sendo, um dos principais deles, romper com o ciclo de políticas populistas e semi-fascistas que vigoravam até alguns anos na cidade.&lt;br /&gt;Infelizmente, diversos grupos políticos da cidade não estão lá muito habituados à democracia. A debater idéias, a vencer, perder, convencer, ceder, conciliar, confrontar, avançar e recuar. Acostumados a sempre ter tudo em mãos, a ser amigo do rei, a impor-se pela força de um relacionamento supostamente privilegiado ou por ocupar temporariamente uma vaga na Câmara de Vereadores, como o ridículo que acontecia na Superintendência de Saúde, onde os atendimentos eram determinados pelo poder de influência do vereador, e não pela ordem de chegada ou de gravidade.&lt;br /&gt;Esses agora vem querer se apresentar como defensores da moral e da democracia com ações judiciais estapafúrdias para tentar desviar o foco das suas trapalhadas, como no caso já nacionalmente ridicularizado do “Elefante Branco”, que acompanha outros também nacionalmente ridículos, como torres de fazer chover.&lt;br /&gt;Os tempos mudaram. E sim, nós tínhamos plano de governo em 2000 e temos agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3743226464655669985?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3743226464655669985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/12/plano-de-governo-agora.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3743226464655669985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3743226464655669985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/12/plano-de-governo-agora.html' title='Plano de governo, agora?'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5966175473221611472</id><published>2011-10-30T14:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T14:05:09.845-07:00</updated><title type='text'>Perdendo e aprendendo.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Não sei mais o que escrevo nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que escrevo sobre minhas opiniões políticas e sociais envio para os jornais, que, via de regra, publicam os textos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Escrever para dar conselhos não é meu forte. Na verdade, se achasse que tenho bons conselhos a dar, eu os venderia, pois ando precisando muito de dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Expor livremente minhas opiniões sobre alguns fatos não me parece boa coisa. Aos quase 34 anos, escapando ileso da idade da crucificação, não me cai bem mais o papel de franco atirador. Daqueles de dizer o que penso sobre tudo e sobre todos não me importando com as conseqüências. As conseqüências são sérias para algumas opiniões. Então, é melhor reservá-las à intimidade ou expô-las de maneira cuidadosa e no momento oportuno. A gente aprende isso com a idade. Alguns chamam de maturidade. Eu chamo de necessidade. Necessidade de se manter no emprego, de sustentar os filhos, de manter a carreira profissional, de manter o pingo de respeito que a gente conquista ao longo dos anos de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Lógico de que de vez em quando escapa algo. Paciência. A fila dos que me odeiam por algumas opiniões sinceras é bem grande. Ao menos está crescendo em ritmo mais lento de um tempo para cá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas o caso, é que realmente não sei muito bem o que escrevo nesse blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Talvez eu me sinta bem em compartilhar algo que vivi do ano passado para cá. Então vamos lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sofri uma derrota em 2010. Estudei e me esforcei bastante para passar no doutorado. Mas não passei. Fiquei em trigésimo para 22 vagas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Me senti bem mau.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não conhecia bem essa sensação de não passar numa prova que queria passar. Meio incompetente. Incapaz. Acredito que todo mundo se sente assim quando não consegue alcançar uma meta. Fiquei um período remoendo aquilo. O que eu fiz de errado? Quais foram as causas do meu fracasso? Onde é que eu errei?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa mania de racionalizar tudo....&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O ano novo chegou e eu parei de racionalizar. Em outras palavras, tomei bomba. Não passei, não consegui e pronto. Esse é o fato. E nada vai mudar o fato de que eu não passei. Mas posso tentar de novo. Melhor, mais disposto, e aprender com a derrota. Acredito que deu certo, porque esse ano eu passei em terceiro lugar, uma colocação muito significativa considerando a concorrência que tive de enfrentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Isso não é um papo de auto ajuda. O que acontece, é que as pessoas às vezes admiram nossas vitórias, mas não conhecem nossos sacrifícios. Vemos as derrotas e as vitórias das pessoas. Mas não vemos o seu dia a dia. Um ganho é fruto de muitas perdas acumuladas, que pode ser que se convertam em vitória um dia. E olhe lá. Perdemos horas de sono, momentos com a família, com os amigos. Perdemos horas de lazer. Perdemos dinheiro. Perdemos tempo, pois ele não volta. Perdemos muitas coisas até ganhar o que almejamos. Por isso que se queremos vencer, precisamos aprender a perder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Errar é aprender como não fazer algo. Ano passado descobri como não passar numa prova. Usei esse aprendizado a meu favor, e, então, passei. O fato é que a história raramente registra o fracasso. Mas devia, porque é ele que garante a vitória.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A nossa sociedade não valoriza e nem aceita o erro, o fracasso. Vivemos ingenuamente em função da vitória, do sucesso, do acerto. A vida não nos dá chance, o mercado não perdoa. O tempo não para enquanto choramos uma perda ou lamentamos uma derrota.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tantas teorias da educação falam sobre a importância do erro. Mas nosso sistema educacional só valoriza o acerto. Erro é erro e se errar tira nota baixa e reprova. E quem não aprende isso desde novo, acaba aprendendo da pior maneira quando adulto. Por isso que algumas escolas andam preparando alunos para viverem em Marte, e não no Brasil, em nosso tempo e em nosso mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É preciso aprender a equilibrar essa pressão. Afinal, uma pressãozinha não faz mal a ninguém. Mas, nem sempre acertamos, nem sempre ganhamos, nem sempre alcançamos nossas metas e esse fato precisa ser incorporado ao nosso conhecimento da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E, enfim, é isso aí. Em 2012 estarei cursando meu primeiro ano de doutorado na UFRJ.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já sinto a pressão. A exigência por ter passado em terceiro. A pressão do orientador por um trabalho de primeiríssima qualidade, a pressão da sociedade, a pressão dos outros professores. A pressão para buscar uma vida melhor. A pressão pode vir, pois estou pronto. Sei perder. Posso enfrentá-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5966175473221611472?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5966175473221611472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/10/perdendo-e-aprendendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5966175473221611472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5966175473221611472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/10/perdendo-e-aprendendo.html' title='Perdendo e aprendendo.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-6468284326783509911</id><published>2011-07-06T13:55:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T13:55:35.616-07:00</updated><title type='text'>Eleições em Cachoeiro - concurso de piadas.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Mas, como ele é um veículo mais conhecido e acessível para expressar minhas idéias, está aí. De qualquer forma, não posso me furtar a ironia de lembrar que certas pré candidaturas a prefeito de Cachoeiro não beiram o ridículo, porque o ridículo é até interessante as vezes.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Especulações pré-eleitorais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As especulações pré-eleitorais têm ocupado páginas e páginas dos jornais locais ao longo das últimas semanas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De fato, qualquer vírgula numa decisão judicial é motivo para uma matéria no jornal, ainda que não traga efeito imediato ou mude significativamente o quadro atual da sucessão municipal, que conta, apenas, a propositura clara de Casteglione para a reeleição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista administrativo e político, não creio que vá surgir no horizonte uma candidatura mais viável que a do atual prefeito Casteglione. O ex-prefeito Theodorico Ferraço não responde a toa diversos processos na justiça, dos quais está em foco apenas o que trata da utilização indevida do slogan “Fé e Raça” (quem não sabia que isso era improbidade?). Ainda existem graves situações que o ex-prefeito terá de dar conta, principalmente acerca do “Elefante Branco”, feliz alcunha atribuída pelo deputado Camilo Cola a mais uma obra atrapalhada do ex-prefeito Ferraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nos demais pré-candidatos veiculados pela mídia se percebe a inexperiência administrativa total, desconhecimento e até mesmo uma dose de comicidade. A exceção, a meu ver, é apenas Glauber Coelho, que é deputado, tem mandatos de vereador em seu currículo e já ocupou cargos no executivo. Em relação a este, que prudentemente não assumiu sua pré-candidatura, pesam negativamente as motivações para sua propositura, cujos personagens principais são Magno Malta e Theodorico Ferraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muito se fala do rompimento de Magno Malta com o atual prefeito, mas pouco se comenta sobre o porquê dessa decisão unilateral do senador. Magno, acostumado a manipular as siglas que gravitam em torno de sua popularidade, quis impor a um partido com a história do Partido dos Trabalhadores situações que as bases rejeitavam. Firme caráter demonstrou o vice-prefeito Braz Barros de não ceder às pressões e manter-se firme no compromisso para o qual foi eleito, diante de motivações duvidosas do líder de seu partido para o rompimento com o prefeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Penso que a existência de candidaturas alternativas a de Castegçlione são legítimas e saudáveis para a democracia. O que temo é que uma possível candidatura Glauber Coelho tenha como patrocinadores um Magno e um Ferraço magoados, com o orgulho ferido e ciosos de vingança a qualquer custo. Uma realidade desse tipo, além de não ser condizente com a própria pessoa do deputado Glauber, poderia levar sua primeira candidatura a prefeito de Cachoeiro pelos caminhos da baixaria e das piores e mais reprováveis práticas eleitorais. Penso que Glauber não dará essa tristeza à Cachoeiro, aos seus amigos, irmãos e familiares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o PMDB? O flerte do PMDB com Theodorico Ferraço lhe custará caro diante de sua militância histórica. Os rachas internos do partido são um sinal disso e poderão inviabilizar o legítimo projeto de ser protagonista nas eleições e levá-lo a ocupar os espaços que sobrarem das demais articulações. A pré-candidatura de Camilo Cola a prefeito apenas confirma minha intuição, pois percebo nela o objetivo em longo prazo de reduzir perdas e conter a sangria interna que já deixou o partido carente de lideranças jovens e competitivas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, concluo que candidaturas alternativas a de Casteglione são legítimas e saudáveis para a democracia, atribuindo, inclusive, legitimidade ao vencedor do pleito do próximo ano.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que me preocupa é que a maioria das proposituras não apresenta preocupações com a cidade em si. Os argumentos são sempre político-eleitorais, e muito pouco se fala em propostas para a melhoria da vida na cidade, da economia local, da superação das mazelas sociais. Essa deve ser a tônica das eleições, e penso que os eleitores devem rejeitar qualquer pré-candidatura que não siga por esse caminho, pois como cidadãos da Capital Secreta, nosso compromisso é com a cidade, não com anseios pessoais de políticos magoados ou derrotados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-6468284326783509911?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/6468284326783509911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/07/eleicoes-em-cachoeiro-concurso-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6468284326783509911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6468284326783509911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/07/eleicoes-em-cachoeiro-concurso-de.html' title='Eleições em Cachoeiro - concurso de piadas.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4184732159228301370</id><published>2011-02-28T03:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T03:44:14.308-08:00</updated><title type='text'>Quando últimos e primeiros são únicos.</title><content type='html'>Mês que vem nasce meu segundo filho.&lt;br /&gt;É a primeira vez que tenho um segundo filho. Acredito que será a única vez que terei um segundo filho. Assim como só tive um primeiro filho uma só vez.&lt;br /&gt;Algumas coisas são únicas na vida. O primeiro beijo, o segundo beijo, o terceiro, etc. O primeiro é sempre importante, embora nem sempre o melhor. Mas quando se trata de filhos, primeiro, segundo, terceiro, estão sempre no mesmo nível.&lt;br /&gt;Estou pronto aguardando meu segundo filho. Quarto pronto, roupas compradas. Sempre faltam alguns detalhes, dos quais eu vou me lembrar quando ele precisar. Essa é minha forma de dizer para ele como eu sou de pronto. É bom se mostrar no início da relação.&lt;br /&gt;Logo recém nascido farei as coisas que cabem a um pai presente. Vestirei roupas do flamengo. Ele assistirá futebol comigo logo nos primeiros dias, e comemorará o título carioca do mengão. Após alguns meses, ele já começará a se acostumar com minha guitarra elétrica, e desde novo se habituará ao bom e velho rock´n´roll e novo ganhará seu primeiro violão de bossa.&lt;br /&gt;Aguardo ansiosamente meu segundo filho, pela oportunidade de ser pai. Oportunidade essa que me tem sido privada em relação ao meu primeiro filho, pela neurose psicótica de pessoas com a mente em desordem. Tendo como cúmplice indireto essa justiça brasileira que numa corrida com uma tartaruga perde da lesma.&lt;br /&gt;Mas hoje não é dia de tristeza. Vou equilibrar a dor da guerra para ter meu primeiro filho presente com o amor, carinho e alegria de estar com meu segundo filho. E provavelmente lutarei com ainda mais afinco para estar junto dos dois sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4184732159228301370?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4184732159228301370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/02/quando-ultimos-e-primeiros-sao-unicos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4184732159228301370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4184732159228301370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/02/quando-ultimos-e-primeiros-sao-unicos.html' title='Quando últimos e primeiros são únicos.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8023573787526290529</id><published>2011-02-08T20:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T20:04:22.704-08:00</updated><title type='text'>Cético graças a Deus.</title><content type='html'>Sempre fui muito desconfiado. Desde pequeno aquelas histórias de atravessar o mar com o pé a seco, andar em cima da água, barro virar gente e sair saltitando feito sapo serelepe me causavam certa estranheza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha de me conter, já que existia toda a situação da amizade, do respeito com os mais velhos, às instituições, em resumo, não era saudável socialmente duvidar daquilo que, embora meio louco, era afirmado com extrema convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é assim. Cria histórias. Antigamente, carruagem de fogo, água virando sangue, onça falando, um sujeito dominando o mundo subterrâneo, outro comandando a baderna divina do Monte Olimpo, por aí vai. Hoje, temos o extra-terrestre que voa, o jovem tímido que sobe pelas paredes e lança teias, o soldado que passa pelo meio do tiroteio sem levar uma bala, o robô que vem do futuro para modificar o passado, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas crianças se divertem com os pica paus que falam e fazem peripécias, com os ursinhos carinhosos e com tantos personagens tão fantasiosos quanto uma mula que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ficção só muda de nome e idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ânsia de conciliar a ficção com a razão, tentei admitir coisas absurdas como “design inteligente” e outras maluquices pseudo científicas que forçando muito nem sequer chegam perto de dar uma explicação razoável para as histórias que eu ouvia. Os cristãos e muçulmanos são os que pior lidam com a necessidade humana de se comunicar por metáforas, parábolas e simbolismos, levando cada letra de seus livros sagrados a ferro e a fogo. Em alguns casos, literalmente e letalmente a ferro e a fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci e me tornei professor universitário, lidando com ensino e pesquisas científicas. De certa forma, agora tenho licença para duvidar, pois o questionamento faz parte do meu cotidiano profissional no meio acadêmico. Não vou mais perder amigos, empregos e ser isolado socialmente por conta de questionar patranhas absurdas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, eu discordo de ateus radicais e acredito que as crenças, as religiões e mesmo as ficções de qualquer tipo cumprem um papel importante no equilíbrio social e psicológico das comunidades e dos indivíduos. A questão, é que certos padrões de crenças conduzem ao fundamentalismo ou a uma situação contraditória e ambígua que gera ansiedade e desconforto, principalmente num mundo guiado pela racionalidade técnico-científica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos, à moda budista, buscar uma compreensão correta das coisas, nos liberando das ilusões e percebendo as coisas como elas realmente são, entendendo os condicionamentos que atuam sobre nós e no contexto do possível buscar uma autonomia. E, naturalmente, estimular outros a fazer o mesmo. Essa sabedoria oriental é a mesma que orientou a filosofia de Sócrates, de Platão e de Aristóteles que até hoje nos influenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates nunca ignorou os deuses. Solicitou um de seus discípulos que cumprisse uma obrigação religiosa por ele assumida, já que não poderia fazê-lo já que estava condenado a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer mais respeito pela religião do que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, continuarei acreditando em tudo, e duvidando de tudo, enquanto busco a sabedoria de todas as formas para me tornar uma pessoa melhor e atender ao desejo dos deuses, todos eles do time do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se isso não agrada os deuses do mal, aqueles cruéis, que patrocinam atrocidades e arbitrariedades e se deleitam no derramamento do sangue de seus fiéis adversários, que se mantenham longe de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8023573787526290529?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8023573787526290529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/02/cetico-gracas-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8023573787526290529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8023573787526290529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/02/cetico-gracas-deus.html' title='Cético graças a Deus.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8356003853738146079</id><published>2011-01-31T06:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T06:40:12.382-08:00</updated><title type='text'>A imprensa que perde o amigo (a verdade), mas não perde a piada (a manchete).</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Estou com dor de cabeça. E a culpa é da notícia.&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Da  notícia sempre mal dada. Daquele tipo, que perde o amigo, mas não perde a  piada. Nesse caso, perde a verdade, mas não perde a manchete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu já não  sei se é um problema de má formação, de caráter ou se já se imiscuiu no  DNA jornalístico a irresponsabilidade com a notícia, com a informação,  com o dado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Da minha  convivência no meio acadêmico, fui amaldiçoado com essa preocupação com a  fidelidade das informações e dos dados. Uma informação errada num texto  de uma dissertação de mestrado pode lhe custar uma bronca homérica, um  re-trabalho enorme, isso quando não uma punição severa, seja ela  objetiva ou subjetiva, por meio da discriminação dos seus pares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Lógico  que muito de meus colegas não estão nem aí para isso. Mas certamente que  não é esse o padrão da academia. A lógica que prevalece é o rigor e o  que lhe foge acaba negativamente marcado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na  imprensa não tem nada disso. Escrevem o que querem, pesquisam minutos  para compor uma matéria que irá influenciar a vida de centenas, quando  não milhares de pessoas. Criam factóides mentirosos só para obter uma  frase de efeito, pouco importando a veracidade ou as conseqüências  daquela manchete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Semana  passada no site gazeta on line sul, divulgaram a informação que  Cachoeiro era a cidade mais violenta do sul do estado. Absurdo. Não sei  de onde tiraram essa informação, mas o fato é que Marataízes, Itapemirim  e Presidente Kenedy, só para começar, tem índices de violência maiores  que Cachoeiro na região. Proporcional ao seu tamanho, Cachoeiro é bem  tranqüilo em relação ao estado, principalmente o norte, que ostenta em  Jaguaré, por exemplo, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;um índice de homicídios em 2010 de  109 por 100 mil habitantes, enquanto o de nossa cidade é 25,8 (dados do  Instituto Jones dos Santos Neves, diga-se de passagem).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Então  hoje, no site do gazeta on line sul, novamente, a manchete “MAIS  ASSALTOS SÃO REGISTRADOS EM CACHOEIRO DE  ITAPEMIRIM”. Pois é, para  compor essa manchete, eles tomaram como referência os índices de  assaltos de DOIS FINS DE SEMANA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 18pt;"&gt;Dá para acreditar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Apesar de  ter apresentado algumas informações incorretas (Jackson, eu sei que não  foi de má fé, mas eu não disse que o Instituto Jones mentiu), o jornal  Fato de domingo trouxe um pouco mais de luz a questão da violência na  cidade. E o jornal Folha do Caparaó, com uma outra abordagem, também  trouxe dados importantes, que mostram essa farsa que a Rede Gazeta quer  criar, de que Cachoeiro de Itapemirim é uma cidade violenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Recomendo  aos que me lêem nesse blog, que desconfiem de todas as informações que  são publicadas pela Rede Gazeta, seja na TV, nos jornais e  principalmente nos sites. Se eles manipulam os dados sobre violência,  provavelmente manipulam outros também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E que  priorizem os jornais locais, que apesar de vez ou outra pecarem por  alguma inexperiência, tem muito mais compromisso com nossa cidade e com  nossa região. Além de serem mais éticos, não ficam encastelados sob a  marca de uma empresa poderosa que abafa a verdade com sua fábrica  midiática de factóides. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;BOICOTE A REDE GAZETA, JÁ!!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8356003853738146079?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8356003853738146079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/imprensa-que-perde-o-amigo-verdade-mas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8356003853738146079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8356003853738146079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/imprensa-que-perde-o-amigo-verdade-mas.html' title='A imprensa que perde o amigo (a verdade), mas não perde a piada (a manchete).'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8406838019504548356</id><published>2011-01-21T07:32:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T12:45:19.487-08:00</updated><title type='text'>Comunista Eu?</title><content type='html'>Um aluno meu, desses interessados em tudo, dos que devoram todas as idéias livros e teorias que mencionamos nas aulas, mostrou-se outro dia, simpático a idéia de ser comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma idéia meio démodé, já que ser comunista hoje é coisa meio estranha, e até mesmo ser do partido comunista, é ato um tanto contraditório. Na melhor das hipóteses, soa mais politicamente correto se intitular socialista democrático, ou social democrata, ou coisa que lhe equivalha, sem aquela palavra medonha que remete a foices, martelos e uma inalcançável e utópica igualdade que todos desejamos – ou queremos nos convencer que desejamos – mas que negamos em tantos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, é que a igualdade pregada pelo comunismo não é esse festival de baboseiras que se criaram ao longo das décadas de guerra fria no imaginário do desinformado e mal formado brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com espanto, já ouvi gente pobre, sem nada, relatar o medo que sentiu nos anos 60 de ver suas “propriedades” serem tomadas pelos comunistas. Irônico, para não dizer, tragicômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, o comunismo, ao menos o de origem marxista, nunca foi movido por questões morais. O próprio Marx advertiu que nenhuma crítica do capitalismo deveria se basear em questões morais. Até mesmo porque se a moral é produzida pela ideologia da classe dominante, qualquer crítica que se baseie na moral terá o DNA da classe dominante, ou seja, não será eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, comunismo não é mauzinho e nem bonzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão, é que o direito, fruto da moral das classes dominantes e reflexo de suas necessidades de legitimar e legalizar o modo de produção, não é percebido como legítimo pelo comunismo. O que existe não serve, porque já está contaminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, isso que significa “revolução”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não consigo ver no comunismo esse desejo de igualdade absoluta, absurda e utópica que lhe são atribuídos. Nem essa foi à intenção das experiências socialistas pelo mundo, ou será de quem conheça um mínimo desse pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas inocentes ingênuos se iludem com igualdades absolutas. Nossos ancestrais biológicos jamais viveram essa utopia. Até na religião, Adão já nasce com autoridade sobre Eva. Por outro lado, a principal crítica que se faz ao capitalismo é o seu caráter de injustiça intrínseca, e não de desigualdade. O acúmulo de capital nos moldes possibilitados pelo modelo atual impede que os homens desenvolvam suas desigualdades de forma justa, pois eles acabam por nascer marcados por desigualdades que não são naturais. Isso ao longo prazo, produz o que vemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nós, seres humanos, não somos capazes de desenvolver um senso de justiça, não podemos dizer que evoluímos mais que nossos ancestrais ou parentes biológicos mais próximos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me rotulo comunista. Nem creio que alguém deva fazê-lo. Mas uma coisa é certa, como a maioria, sou vítima desse sistema injusto. E, faz-se necessário frisar, sou uma vítima menos atingida. Milhões e milhões no Brasil e pelo mundo sofrem injustiças infinitamente maiores do que as que eu sofro. Do que você, leitor, sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, afirmo: retirem-se as desigualdades prévias, e me tornarei o mais liberal dos liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não ocorre, meu compromisso é que as estruturas públicas e estatais intervenham fortemente para minimizar os efeitos dessas injustiças. E para isso acontecer, é necessário que mentes abertas e esclarecidas, não comprometidas ou iludidas pela moral classista dominante, ocupem o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proletários de todo o mundo, uni-vos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8406838019504548356?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8406838019504548356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/comunista-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8406838019504548356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8406838019504548356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/comunista-eu.html' title='Comunista Eu?'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3416837489912272940</id><published>2011-01-20T16:34:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T16:34:06.164-08:00</updated><title type='text'>Trotsky e eu...</title><content type='html'>Depois de um tempo perdido pela enorme diversidade da bookstore do Shopping Vitória, olhando livros e mais livros que gostaria de ter para enfeitar minha estante, sabendo que jamais leria todos, cheguei a um resultado satisfatório em minhas compras, de obras que vão da utilidade a futilidade de quem admira literatura e vive de letras que lê e reproduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos títulos de Antropologia e Sociologia, visando enriquecer o conteúdo do meu trabalho, encontrei a oportunidade de exercitar meu parco conhecimento de inglês e atender meu gosto por biografias, com uma biografia de León Trotsky, em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de uns anos atrás, quando lia uma volumosa obra sobre o episódio da Revolução de Outubro de 1917, ao som de Andréa Bocceli. A música com o texto não tinha muito a ver, já que caberia melhor um Tchaikovsky, de qualquer forma, minha mente associou uma coisa à outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa prazerosa leitura conheci Trotsky, a pena do partido bolchevista, e via nele algo com o que me identificava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O revolucionário russo foi um camponês de educação secular e de qualidade, de família judia não muito judia, próspera, que soube se situar no contexto de um país de enormes proporções e diversidades infinitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí para frente não tenho muito o que dizer porque as férias terminaram e a leitura se atrasou. Estou ainda no segundo capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sinto-me feliz em adentrar o universo de mais um ser humano, que se por motivos diversos –uns bons , outros nem tanto - registrou seu nome na história, em sua intimidade é de carne e osso como nós somos, vivendo os dramas e alegrias de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento muito o quanto perdemos quando ignoramos a serenidade, a paz e a ampliação de horizontes que a leitura nos proporciona. Longe do pragmatismo do lucro fácil ou das soluções psicológicas imediatas dos livros de auto ajuda, a leitura de qualidade nos torna seres humanos melhores. A liberdade é uma consequência da luta pela verdade, e não um objetivo em si mesmo. E a verdade se esconde por de trás de montanhas de reflexão, das nossas e de outros, as quais temos acesso pelo diálogo, pela leitura e pelas artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que me reservam os próximos capítulos da história de Trotsky, até seu assassinato no México. Seus romances, suas vitórias, derrotas, convicções, decepções. O mundo no qual viveu e sua visão da revolução da qual participou, que tanto influenciou a história do século XX e ainda o século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Mas sejam quais forem as circunstâncias da minha morte, morrerei com fé inabalável no futuro comunista da humanidade. Esta fé no homem e no futuro me dá, mesmo agora, uma força que religião nenhuma me poderia dar. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;León Trotsky&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3416837489912272940?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3416837489912272940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/trotsky-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3416837489912272940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3416837489912272940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/trotsky-e-eu.html' title='Trotsky e eu...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-914528243938180875</id><published>2011-01-17T06:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T06:56:27.716-08:00</updated><title type='text'>Lições da música...</title><content type='html'>Um dos meus passatempos nas férias tem sido exercitar-me na minha guitarra nova, que me dei de presente no fim do ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno sonhava em ter uma guitarra desse modelo em forma de V (Fly V ou rabo de peixe para os aficionados), que me reportam à minha banda de rock preferida, Scorpions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha brincadeira é totalmente amadora e barulhenta. Arrumei um comodo do meu terraço para minhas bugigangas musicais, no intuito de incomodar meus vizinhos o mínimo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também arranjei um programa de computador com partituras, exercícios e retomei meu parco conhecimento de teoria musical para tentar melhorar minha performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado não foi dos melhores. Vi o quanto é difícil reproduzir fielmente aqueles solos rápidos e bases criativas que alguns músicos desenvolvem em suas canções. São pequenos detalhes, notas entalhadas criativamente em meio a escalas e padrões estabelecidos, que dão originalidade e um toque especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro das minhas aulas quando mais jovem, quando Aroldo Sampaio me dizia que depois de aprender as escalas, deveria esquecê-las. Na época não entendi muito bem. Hoje isso está mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aventura musical amadora e cuja recompensa é exclusivamente minha distração e relaxamento, me trouxe reflexões sobre a minha profissão – professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os que não - professores – como eu um não-guitarrista – sentem a mesma dificuldade em ministrar uma aula quanto eu sinto em reproduzir um solo musical de qualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que nossas aulas são padrões gregos pré-estabelecidos e facilmente reproduzíveis, ou contam com notas criativas que lhe dão um toque pessoal e atribuem originalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas que me ocorrem enquanto admiro a velocidade e a melodia de estridentes guitarras que tento incompetentemente alcançar no meu tempo de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um interesse em valorizar a profissão professor, sempre a segunda opção, o bico, o complemento da renda. Propagandas, um novo plano nacional de educação, novas diretrizes e por aí seguem as novidades. Fico feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acredito sinceramente que a profissão só será valorizada quando o profissional em questão perceber que ele não é um mártir ou um voluntário da legião da boa vontade, postura que muitas vezes serve para disfarçar e legitimar uma falta de opção transformada em opção nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aprendermos de cor todas as escalas e esquecermos delas na hora da execução e da criação de nossas melodias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Aurélio Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor profissional, guitarrista de araque nas horas vagas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-914528243938180875?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/914528243938180875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/licoes-da-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/914528243938180875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/914528243938180875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/licoes-da-musica.html' title='Lições da música...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1944536960513701347</id><published>2011-01-08T04:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T04:03:45.093-08:00</updated><title type='text'>Pedidos para Jesus....</title><content type='html'>Querido Jesus....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O natal já passsou e&amp;nbsp;nem você é Papai Noel, embora de certa forma vossa excelência tenha alguma responsabilidade nessa tragicomédia anual que acontece todo 25 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim lhe envio esses pedidos. Mesmo não o fazendo em forma de oração, sabendo que vossa eminência é Deus e Deus é vossa eminência, e Deus é onisciente, onipotente, e etc, etc, etc, etc, presumo que o prezado Filho do Divino e da Maria saiba ler em qualquer língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pedidos são simples, e não implicam em parar o sol ou fazer algum defunto levantar. Até mesmo porque prefiro que os defuntos fiquem deitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais ligados a esses seguidores que o prezado Príncipe da Paz deixou para fazerem guerra contra&amp;nbsp;nossos ouvidos. Esse pessoal parece que vive em constante guerra contra tudo. Gritam desesperadamente e vez por outra me assustam enquanto ando pela rua. Não que os seguidores de seu adversário, o coisa ruim, sejam muito diferentes. O problema é que antigamente seu pessoal era mais zen. Agora juntou os filhos do capeta e os filhos de Deus e todos fuderam com nossos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema é a falta de privacidade. Já basta ter que conviver com sua santidade que tudo vê me assistir pelado tomando banho. Mas a idéia dessa turma sua fiscalizando o que eu digo, o que eu fumo ou o que eu bebo, prontos a tentarem salvar minha alma é algo meio que constrangedor.&amp;nbsp;De antemão, defendo que não fumo e não bebo nada ilegal. Quanto às palavras que saem da minha boca, nem todas, é bem verdade, são aproveitáveis para uma conversa delicada. Mas nem por isso precisam me olhar com essa cara de bunda de quem se imagina superior, mesmo assentado na maior merda social que se possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, espero do ilustríssimo, que oriente seus asseclas imiscuídos na política de nosso país, que o Brasil pertence a todos os deuses (e deusas), a todos os sexos. Pertence aos cristãos, as putas, aos gays, e a tipos como eu, no mesmo nível. E que no bom respeito ao que se resolveu chamar REPÚBLICA, é adequado que certos representantes eleitos com base no direito de infernizar a mente dos frustrados se lembrem que o santo da gente cansa de tanta baboseira espiritualmente demagógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro não lhe desejando vida longa, já que o camarada é eterno.&lt;br /&gt;Joãozinho da Puta que Pariu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1944536960513701347?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1944536960513701347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/pedidos-para-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1944536960513701347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1944536960513701347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2011/01/pedidos-para-jesus.html' title='Pedidos para Jesus....'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-615066940359482107</id><published>2010-09-20T21:09:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T21:12:40.872-07:00</updated><title type='text'>Vai entender</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/TJgvxN6m-wI/AAAAAAAAAPk/IgwqaCUqLIk/s1600/070805-gene-simmons.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" qx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/TJgvxN6m-wI/AAAAAAAAAPk/IgwqaCUqLIk/s200/070805-gene-simmons.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Faz um tempo que decidi acabar com esse blog. Porque não queria mais escrever sobre mim. Queria parar de usar a escrita para desabafar, e, quem sabe, me tornar um dia escritor de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que sou escritor de blog mesmo. Então é melhor parar de bobagem e aceitar minha sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa de aceitar minha sina, sou obrigado a admitir uma coisa um pouco, digamos, ridícula para minha idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que desde pequeno, sempre tive um pouco dessa coisa meio sombria, meio gótica. Sabe aquela coisa de se sentir atraído lendas de vampiros, achar cemitérios interessantes e se divertir com histórias de monstros chifrudos em florestas sombrias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele bom e velho rock´in ´roll kapetônico do Ozzi Osbourne fazendo caretas ou o sangue falso (e bem falso) escorrendo da boca do Simons enquanto o palco inteiro parece a réplica do inferno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais modernamente, o literalmente monstro Ed Hunter cuspindo fogo enquanto as três Iron Guitar´s detonam os ouvidos dos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então a voz doce da morte encarnada na Tarja Turunem que parece a própria mulher do Drácula ou então um ser saído de alguma sepultura nórdica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se existe alguma causa psicológica ou alguma vida pregressa que explique essa minha atração pelo sombrio, pelas trevas, pela noite, pelo maaaallllll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para falar a verdade, nesses tempos em que a turma do divino anda dando pernada a torto e a direito, me sinto, confesso, mais a vontade do lado de lá da Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais confortado na morte do que na vida. Mas confiado nos seres de chifres do que nos de asa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sou eu. Sombrio, tenebroso, frio feito uma mortalha. Capaz de olhar a morte com um desprezo tal que a própria morte se espanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de uma hora para outra, posso sacar um violão e puxar um samba. Rir da piada mais besta e me emocionar com Totó na Passione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entender....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Dedico esse retorno sangrento a esse blog à minha noiva, Suéllen, que sempre me dá coragem para eu ser eu mesmo. E foda-se o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-615066940359482107?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/615066940359482107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/09/vai-entender.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/615066940359482107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/615066940359482107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/09/vai-entender.html' title='Vai entender'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/TJgvxN6m-wI/AAAAAAAAAPk/IgwqaCUqLIk/s72-c/070805-gene-simmons.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5861359862830646376</id><published>2010-06-05T18:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T18:48:41.933-07:00</updated><title type='text'>Caminhadas do dia a dia...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os tempos atuais tem me feito andar mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se é bom para o corpo, é também para a mente, hipoteticamente considerando que esta não faça parte daquele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cartesianismos a parte, grande parte de minhas recentes caminhadas se dão a beira do rio Itapemirim. O acompanho de alguns encachoeirados próximos à Ilha da Luz e até a Praça Jerônimo Monteiro, onde o magro valente se torna mais volumoso e inspira mais confiança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre cenas de águas que descem, que cobrem e que seguem, vejo casas velhas, casas novas, prédios, comércios, vendas, botecos, vejo a vida vibrante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagino Paris, Amsterdã, Berlim, em como será a vida nas cidades monumentais do mundo. Comparo em minha mente o que vejo com breves andanças feitas em São Paulo e Rio, e com secas botas enlameadas nos vilarejos do Pará.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me ocorre que tudo é, ao mesmo tempo, comum e inédito. Afinal, os lugares por onde passo não são assim tão especiais. As pessoas, as atividades, os espaços. Nada de tão original torna todo esse complexo mais complexo que qualquer outro, senão menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha caminhada adentra o Guandú. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Já parei em tantas bancas de DVD´s piratas que me perdi na floresta de &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;títulos 5 x R$ 10,00. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Avançando pelas calçadas os piratas desaparecem gradativamente, os preços nas vitrines se elevam sobre o passado. As roupas melhoram, os bancos surgem na paisagem e o imponente Bernardino Monteiro se impõe na praça de seu irmão arqui-rival Jerônimo Monteiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Apesar de tão igual, minha cidade há de ser exclusiva. Assim como o homem, apenas mais uma espécie única de tão parecida com o restante da natureza animal que seja, um lugar tão igual sempre será tão diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cheguei ao trabalho. Vejamos o que me aguarda a caminhada de volta. Provavelmente, mais do mesmo, mas, ainda assim, tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5861359862830646376?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5861359862830646376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/06/caminhadas-do-dia-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5861359862830646376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5861359862830646376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/06/caminhadas-do-dia-dia.html' title='Caminhadas do dia a dia...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5589735006952204245</id><published>2010-05-25T09:12:00.003-07:00</published><updated>2010-05-25T09:12:57.547-07:00</updated><title type='text'>A morte inventada</title><content type='html'>“Tenho 32 anos. Me separei faz mais de dois. Minha relação com minha ex-mulher varia. Se eu estiver sozinho, é boa. Se não, ela me processa, porque não quer que minha namorada conviva com meu filho. Ano passado o juiz indeferiu o processo dela. Esse ano, vamos ver. Como fiquei noivo, a coisa ficou mais séria.Além do processo, Já recebi ameaça por telefone, bilhete na porta de casa, e-mail´s caluniosos no trabalho e já faz dois meses que não fico um fim de semana com meu filho, coisa que jamais aconteceu. Nem na escola eu consigo vê-lo mais, porque ela o busca mais cedo, num horário que não posso chegar em função do meu trabalho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Depoimento do pai de João Henrique, 4 anos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte inventada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Século XX foi marcado pelas mudanças sociais em relação ao papel da mulher na sociedade. De fato, as drásticas mudanças que afetaram o comportamento feminino nessas últimas décadas provocaram, como era de se esperar, uma reação também do lado masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos falam em “crise” do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que diante das novas configurações sociais fim de século, cabia ao homem repensar seu papel. Não como uma opção, mas como uma readaptação mesmo ao novo modelo de sociedade no qual estamos vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mudanças positivas percebidas nesse comportamento masculino foi a relação com os filhos. A busca de uma relação mais próxima e o desejo de assumir o papel paterno, mesmo em caso de dissolução do casamento, levou o país a novos modelos jurídicos, que contemplassem esse novo homem de fim de século, que quer ser pai e quer ser responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, surge no âmbito positivo, a Guarda Compartilhada. Grosso modo, nessa modalidade de relação entre pais separados, não existe uma mãe que cria e um pai que visita, como nos modelos anteriores. Existe uma responsabilidade igualmente dividida em todos os aspectos, o que contempla as necessidades da nova mulher, que emerge do Século XX, que trabalha e tem carreira profissional, assim como esse pai do início do Século XXI, que quer ser pai, trocar fraldas e participar de reuniões na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tão positivo, embora necessário, é o projeto de lei complementar 20/2010, em tramitação no Congresso Nacional e prestes a ser encaminhado para a sanção do Presidente da República. Ele versa sobre a Alienação Parental. De acordo com a literatura especializada, essa síndrome acomete os pais que detém a guarda do filho, que insatisfeitos por algum motivo financeiro ou psicológico, iniciam uma campanha de afastamento do filho em relação ao genitor que não detém a guarda, na maioria das vezes o pai, normalmente acompanhada de uma desqualificação moral e de outros tipos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casos extremos, a Alienação Parental pode chegar a uma “morte inventada” ou mesmo denúncias gravíssimas de assédio sexual, que pela sua gravidade acabam provocando um transtorno que leva um enorme tempo para ser explicado. Tempo esse que o alienador utiliza para consolidar o processo de afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alienação Parental não se mostra sempre de forma agressiva ou criminal. Faz-se necessário que as autoridades jurídicas atuantes nos casos estejam sensíveis a essa possibilidade, e solicitem apoio especializado de psicólogos e assistentes sociais que possam, de forma neutra, atestar ou não a alienação em processo. Para que, então, as autoridades jurídicas possam tomar as salvaguardas legais necessárias para garantir não os direitos dos pais, mas o direito da criança de conviver com ambos os genitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o acompanhamento psicológico deve orientar principalmente ao genitor alienador, já que lei nenhuma poderá jamais conquistar a boa vontade de um pai ou uma mãe que insiste em impor ao filho a distância de quem o gerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou advogado. Talvez o leitor se pergunte por que esse assunto me interessa tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu sou o pai do João Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Aurélio Borges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Recomendo o site http://www.sos-papai.org para mais informações. A SAP – Síndrome da Alienação Parental, é um assunto amplamente discutido, sendo relativamente fácil encontrar informações de qualidade sobre o tema. Dia 25 de abril foi do dia nacional de combate a Alienação Parental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5589735006952204245?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5589735006952204245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/05/morte-inventada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5589735006952204245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5589735006952204245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/05/morte-inventada.html' title='A morte inventada'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5768553708349379124</id><published>2010-04-16T09:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T09:31:13.784-07:00</updated><title type='text'>Despedida...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Prezados leitores desse blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É com certa tristeza e certo alívio que anúncio que este endereço será desativado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os textos aqui postados ficarão disponíveis por um tempo. Logo todos sairão do ar. Penso em publicá-los em um livro, os melhores, para que os que se interessarem possam tê-los em suas estantes. Para mim será uma grande honra estar presente entre seus livros. Estou trabalhando por isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O fim desse blog representa o término de uma época de minha vida. Um tempo onde escrever era um tipo de terapia. Um canal para desabafos. Um clássica verborragia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nunca me esqueço quando cheguei diante de Evandro Moreira com minha pasta de poesias verborrágicas. Vomitológicas. E ele me alertou de meu despreparo. Por ousadia, mostrei os mesmos textos a um outro poeta, que me disse palavras semelhantes às que havia me dito Evandro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, entre pérolas e porcarias, aqui estão mais de uma centena de textos. Alguns se aproveitam. Outros não. São todos um pouco de mim. Fruto de uma imaturidade, bons momentos, mas &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que precisam ser superados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não pretendo parar de escrever. Agora vou escrever para o mundo, para a vida, para as pessoas. Não mais com o propósito exclusivamente egoísta de vomitar o que me causa mal estar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O meu novo blog já está no ar. &lt;a href="http://www.notasobrediascomuns.blogspot.com/"&gt;www.notasobrediascomuns.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será um prazer continuar tendo-o como leitor nesse novo projeto de texto e de vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando sair o livro, vou avisar a todos e anunciar para os interessados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Muito obrigado por terem me suportado, comentado, se sensibilizado com minhas dores e minhas angústias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Espero vocês nessa nova aventura chamada “Notas Sobre Dias Comuns”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Marco Aurélio Borges Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um não-intelectual, não-escritor, não-professor, não-sociólogo, não-cientista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um ser humano. Apenas isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5768553708349379124?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5768553708349379124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/04/despedida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5768553708349379124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5768553708349379124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/04/despedida.html' title='Despedida...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8305686172111865607</id><published>2010-04-08T10:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T10:22:25.393-07:00</updated><title type='text'>GOL CONTRA.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="clear: left; float: left; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="her.jpg hermanos image by srestroncio00" height="132" src="http://i204.photobucket.com/albums/bb141/srestroncio00/her.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Tem um tempo que estou sem escrever. Estou meio de saco cheio de escrever.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Escrevo coisas inteligentes, profundas, necessárias, questionadoras, mas tudo isso não serve para porra nenhuma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Escrevo alguns desabafos, tento contribuir de alguma forma para humanidade com o que penso, o que sinto. Besteira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O cansaço chega. E então a inutilidade de ficar andando pelas ruas de Atenas tentando levar as pessoas a pensar dá lugar a um desejo forte de beber cicuta e sair dessa vida de forma honrosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Talvez seja cedo para dizer que eu perdi. Mas eu perdi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando decidi entrar num jogo de cartas marcadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando aceitei as regras democráticas que nos foram impostas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando deixei de ser sujeito para ser objeto das psicoses alheias e da inveja que viceja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando concordei que as coisas não podem mudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando reconheci que as coisas tem um sentido em si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi quando dei aquele voto, assinei aquele contrato, e assim fazendo, consenti que o mundo seja como seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mas toda derrota tem seu lado positivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Caído, não posso ser derrubado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Perdido, não posso ser achado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Morto, não posso ser revivido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E, no fundo, não quero levantar. Não quero ser achado. E nem reviver. Não quero entrar no paraíso, e nem quero que ninguém me salve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Isso seria ser derrotado novamente.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Porque não jogo mais esse jogo.&amp;nbsp;E se a bola cair no meu pé, faço gol contra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8305686172111865607?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8305686172111865607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/04/nao-perco-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8305686172111865607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8305686172111865607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/04/nao-perco-mais.html' title='GOL CONTRA.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1746172965719934000</id><published>2010-03-29T09:04:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T09:07:55.751-07:00</updated><title type='text'>Razão ou emoção? Quem seguir? Ninguém...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S7DPTV5C8MI/AAAAAAAAAPI/5DIzXnrhtmQ/s1600/3891914634_f8538b40d9_large.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S7DPTV5C8MI/AAAAAAAAAPI/5DIzXnrhtmQ/s320/3891914634_f8538b40d9_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um dos legados (ou será maldição?) de nosso conhecimento ocidental é a capacidade de dividir para reinar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Separamos as coisas para entendê-las melhor. As entendemos melhor para poder dominá-las. Uma metáfora diabólica realmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesse caso, o ser humano passa a ser visto também como coisa. Dividimos o corpo humano em setores tão mínimos que em breve teremos o médico especialista em célula verde de apêndice azul. Mesmo o mais profundo do que somos, dividimos em corpo, alma, espírito, etc. Parece que a única operação matemática que nosso tempo conhece é divisão e seus dividendos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nós, modernos que somos, não podemos sair por aí falando coisas como alma ou espírito. Então, chamamos de mente, cérebro, e atribuímos a mesma divisão com nomes novos: a razão é da alma, a emoção é do corpo. A alma é boa, o corpo não presta. O que vem da razão é nobre, o que vem da emoção é podre. E novamente opomos Apolo e Dionísio (bela estratégica de controle social já denunciada por Nietzsche desde o fim do século XVIII).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um biólogo chileno de nome Maturana propôs uma síntese desse problema. Ele traz certo conforto, é verdade. Mas, ao mesmo tempo, torna tudo tão mecanicista que acaba tapando um buraco e abrindo outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez essa polêmica entre razão e emoção, sempre levantada pelos meus alunos nas aulas de filosofia, não tenha solução. É possível que faça parte da estrutura dual do homem, do mundo, da vida, ou da forma humana de explicar e explicar-se, para dominar e dominar-se.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Difícil compreender tudo como uma coisa só. Não podemos negar, e é fato, que muitos grupos indígenas têm sua visão orientada por uma concepção total do mundo e da natureza. Algo aterrorizante para os teólogos modernos, que apelidamos cientificamente de Panteísmo ou Animismo. Mas, ainda assim, vez por outra tem que dividir algumas coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Conta o velho testamento da bíblia cristã, que duas famílias disputavam o mesmo filho. Foram diante do sábio Rei Salomão para que ele, com sua sapiência, resolvesse a querela. Salomonicamente, o Rei Hebreu mandou dividir a criança em duas partes com uma espada e dar uma metade para cada família. Mais que depressa os querelantes chegaram a um consenso, afinal, todos amavam a criança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Se tal fato aconteceu realmente, há de se admitir, Salomão foi realmente sábio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;As duas famílias foram para casa com uma criança inteira.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1746172965719934000?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1746172965719934000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/razao-ou-emocao-quem-seguir-ninguem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1746172965719934000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1746172965719934000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/razao-ou-emocao-quem-seguir-ninguem.html' title='Razão ou emoção? Quem seguir? Ninguém...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S7DPTV5C8MI/AAAAAAAAAPI/5DIzXnrhtmQ/s72-c/3891914634_f8538b40d9_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-6668280668116326333</id><published>2010-03-26T06:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T06:39:56.662-07:00</updated><title type='text'>Poéticas de mim mesmo...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6y3djLRmZI/AAAAAAAAAO4/WaKO2lXlq-U/s1600/vinicius_de_moraes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6y3djLRmZI/AAAAAAAAAO4/WaKO2lXlq-U/s200/vinicius_de_moraes.jpg" width="174" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Escrever sempre foi um ato de coragem. Para alguns, a coragem de ser covarde, escrevendo o que é preciso. Para outros, a covardia de se esconder por trás da coragem de se escrever o que se pensa e sente, ainda que com adornos estéticos e outras parafernalhas lingüísticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A minha coragem covarde de escrever o que escrevo me custa. Muito do que penso, não escrevo pensando nas conseqüências. &amp;nbsp;Muito do que escrevo, não penso, brincando com a vida. E, quantos que pensam saber quem eu sou pelas palavras que vomito, confundem-se e me confundem com qualquer coisa que não sou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Jogo centelhas incendiárias. Baldes de água gelada. Escrevendo brinco de ser um “deus” qualquer. E me sinto soberano sobre um pequeno mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Ich bin meine Welt!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Escrevo porque não sei cantar. Se soubesse cantaria, pois tudo que transponho em letras, já foi dito por uma letra simpática ou uma melodia qualquer. E me sentiria a vontade por não ser autor de mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mas o destino me condenou a ser desafinado. E desafinado vou desafiando os ouvidos alheios a tolerar-me.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E para quem pensa poder me ler pelas letras, só posso dizer como Vinícius, um desses autores de mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Poética&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;De manhã escureço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;De dia tardo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;De tarde anoiteço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;De noite ardo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A oeste a morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Contra quem vivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Do sul cativo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O este é meu norte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Outros que contem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Passo por passo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Eu morro ontem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Nasço amanhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Ando onde há espaço:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;– Meu tempo é quando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-6668280668116326333?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/6668280668116326333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/poeticas-de-mim-mesmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6668280668116326333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6668280668116326333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/poeticas-de-mim-mesmo.html' title='Poéticas de mim mesmo...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6y3djLRmZI/AAAAAAAAAO4/WaKO2lXlq-U/s72-c/vinicius_de_moraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4758907317057866144</id><published>2010-03-19T09:46:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T09:48:20.713-07:00</updated><title type='text'>Telefone ocupado - tente outra vez</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6OqIvmKbbI/AAAAAAAAAOw/i2Eu2jCFmq4/s1600-h/telefone01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6OqIvmKbbI/AAAAAAAAAOw/i2Eu2jCFmq4/s320/telefone01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Vou quebrar essa merda!!!"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mais um telefone ocupado. E minha irritação aumenta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outra vez ocupado. Na próxima, o telefone corre sério risco de fazer uma viagem só de ida para o outro lado da rua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O pobre do aparelho está &amp;nbsp;alheio ao fato de, a outra ponta da linha, alguém distraidamente prolongar-se &amp;nbsp;em alguma conversa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O cotidiano não nos concede tolerar com tranqüilidade a linha ocupada. O bip constante e rápido no fone soa como uma condenação. Um aviso de que tudo dará errado. Que alguém comprou, ou alguém vendeu na sua frente. De que alguém se foi e a linha não desocupa de tantos que buscam informações. De que há um outro amor ocupando a linha de seu velho amor. Telefone ocupado, ocupado, ocupado, ocupado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A vida moderna trouxe mais ansiedade. O identificador de chamadas, serviço extremamente comum nos celulares. Eles se tornam piores do que o bip rápido do telefone ocupado. O bip lento da chamada que não é atendida&amp;nbsp; parece uma eternidade na qual passam pela cabeça vários filmes do tipo “ele não quer me atender”, “ela está com raiva de mim”, “ele me acha chata”, “ela me está me dispensando”, “ele já deu o emprego para outra pessoa, mas não quer me dizer”, e, em casos dramáticos, “ele sofreu um acidente”. Imaginam-se mil coisas diante de um telefone que chama e ninguém atende, sabendo que é você quem chama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Bip´s ´rapidos, bip´s longos, revelam uma grande realidade acerca do ser humano moderno. Temos uma enorme dificuldade em aceitar o tempo das coisas. Queremos ser atendidos na hora que ligamos. Nunca temos tempo para esperar o tempo das palavras, mesmo a distância. Queremos que o telefone do amor atenda na hora que ligamos, e que o e-mail de uma carreira bem sucedida seja respondido em poucos segundos. Ligamos insistentemente para o abusado, irresponsável, insensível e cruel infeliz que não nos atende, na esperança que o constrangedor e constante tocar do telefone e force-o a falar conosco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ah prezados leitores, confesso aos senhores e senhoras com sinceridade. Como me irrita esse tal telefone! Quando toca, quando chama, quando &amp;nbsp;ocupado, quando ninguém atende, quando “desligado pelo cliente”. Que invenção mais amaldiçoada. Mas dele me livro tanto quanto de quaisquer outras das obrigações que minha época me impõe. E sigo incólume sobrevivente por entre os bips e tons da miríade de números e pessoas que embaralham minha sobriedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4758907317057866144?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4758907317057866144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/telefone-ocupado-tente-outra-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4758907317057866144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4758907317057866144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/telefone-ocupado-tente-outra-vez.html' title='Telefone ocupado - tente outra vez'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S6OqIvmKbbI/AAAAAAAAAOw/i2Eu2jCFmq4/s72-c/telefone01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-6908007078626032625</id><published>2010-03-15T08:27:00.000-07:00</published><updated>2010-12-13T19:28:14.404-08:00</updated><title type='text'>ABCD</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-6908007078626032625?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/6908007078626032625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/flor-e-paixao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6908007078626032625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6908007078626032625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/flor-e-paixao.html' title='ABCD'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4294139368213999705</id><published>2010-03-14T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T12:29:51.556-07:00</updated><title type='text'>Meus periquitos...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S50zHF4r8pI/AAAAAAAAAOg/AhWLp6ja7go/s1600-h/Nova+imagem.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S50zHF4r8pI/AAAAAAAAAOg/AhWLp6ja7go/s200/Nova+imagem.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 24px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cartola, Noel, Tom e Vinícius. O quarteto que me acompanha....&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 21px; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 24px;"&gt;Numa dessas crises existenciais que nos afetam quando em vez, resolvi que precisava de uma companhia não-humana para dar conta do meu excesso de humanidade misantrópica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como qualquer um, pensei inicialmente em um cachorro, que não fosse o que já tenho que é engarrafado. Imaginei a covardia que seria trocar a minha solidão pela dele, o dia inteiro sozinho, enquanto estou trabalhando, e boa parte da noite, enquanto estou pela vida. Além disso, é importante observar que o cachorro é um animal cujo comportamento é muito próximo do ser humano. Talvez não fosse boa escolha, e me causasse os aborrecimentos que tento evitar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A segunda opção era um gato. Um belo siamês felpudo. Mas que iria me dar um baita trabalho, com pelos e sujeira pela casa. Houve quem me sugerisse um iguana. Minha misantropia não chega a esse extremo, creio eu. Quero acreditar que foi um tipo de sarcasmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No fim das contas, as gaiolas do meu filho João Henrique estão com superlotação de periquitos. Então, me enviou uns quatro para cuidar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os batizei assim: o azul de Cartola, não sei porque; de Noel, o cinza, talvez pela associação da cor com o cigarro; e os dois verde a amarelos de Tom e Vinícius. Cantam bastante, fazem pouca sujeira e a comida é barata. Às vezes converso com eles, e me respondem numa língua que não entendo. Mas, como respondem, penso que se interessam pelo que eu digo, embora não creio que me entendam também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda não reconheço a voz de cada um. E estou ampliando o gosto musical do quarteto, antes restrito as baterias e guitarras estridentes que meu filho os fazia ouvir na casa dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Relembrando Rubem, conviver com meus periquitos é como fazer aviãozinhos de papel, jogá-los pela janela e rasgá-los depois que chegam no pátio do prédio. Não resolve minhas dores e minha solidão, mas ajuda o tempo passar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4294139368213999705?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4294139368213999705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/meus-periquitos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4294139368213999705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4294139368213999705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/meus-periquitos.html' title='Meus periquitos...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S50zHF4r8pI/AAAAAAAAAOg/AhWLp6ja7go/s72-c/Nova+imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-673879640080246224</id><published>2010-03-10T07:23:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T07:23:49.521-08:00</updated><title type='text'>Meu Deus do céu, que palpite infeliz!!!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5e5clVFw-I/AAAAAAAAAOQ/26IGoThgRfw/s1600-h/NOEL+ROSA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5e5clVFw-I/AAAAAAAAAOQ/26IGoThgRfw/s200/NOEL+ROSA.jpg" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De repente, do meio da conversa, sai aquela frase:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;"Nunca nos casamos com a mulher pela qual somos apaixonados."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não saísse da boca que havia saído, atribuiria a infeliz enunciação ao efeito do vinho. No mais, não haveriam maiores consequências, não fosse o fato que na mesa acompanhavam algumas esposas. Incluindo a do próprio enunciador da polêmica afirmação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Protestos pelo lado feminino. Do lado masculino, negativas e abandono total e veementemente do pobre colega de mesa que, possivelmente, resumiu o sentimento de grande parte da população mundial, masculina e feminina. A verdade deve ter custado ao corajoso algumas noites no sofá. Por pouco não custou um divórcio. Ao dono da casa, empolgado com a alegre e disputada reunião, restou um fim de tarde olhando para as águas de março num vaso sanitário enquanto eliminava o nobre soro da verdade pelo mesmo local por onde ele entrou. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;In vini, veritas, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;já dizia meu professor de política. O alcool entra, a verdade sai, já diz a sabedoria do botequim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De meu lado, ainda jovem e descompromissado, só me restou achar graça da turba que se criou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez alguma dicotomia estruturalista salvasse o bom amigo do sofá. Algo do tipo paixão é poesia, amor é crônica. Paixão não tem futuro, mas amor termina em casamento eterno. Sexo é paixão, amor é fazer amor. No fundo, não havia debate possível diante de afirmação tão contundente e tão rica de evidências. Era o tipo de coisa cujo o conhecimento é apenas tácito. Coisa que se sabe, mas jamais se fala. Não houve possibilidade de defesa racional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Velhos dilemas. Seguidores de Apolo e seguidores de Dionísio. Seguidores de Sócrates e seguidores dos Sofistas. A verdade como descoberta, e a verdade como construção. Haverá uma síntese nessa dialética?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lugar-comum afirmar que nos tempos atuais, e blá, blá, blá, blá pós modernidade, etc, etc, etc, etc, os relacionamentos são pontuais, que somos movidos pela paixão, que vivemos na era de Dionísio, e enfim. Essa conversa não se confirma na psiquê humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Do âmago do meu ser e da profundidade das minhas reflexões, não tenho a menor idéia de como lidar com a frase de meu amigo, a não ser deixá-la bem guardada e nunca pronunciá-la, principalmente em frente da companheira. Não me aventuro sequer a propor uma síntese, pois isso soaria a conselho afetivo, coisa para a qual definitivamente não estou habilitado e nem creio que estarei um dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É certo que a ocasião me ensinou algo importante: certas coisas não devem ser ditas. Mas alguém aprendeu algo mais importante que eu: O dono da casa. Descobriu que não se deve beber tanto vinho sem alguns copos de água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-673879640080246224?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/673879640080246224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/meu-deus-do-ceu-que-palpite-infeliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/673879640080246224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/673879640080246224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/meu-deus-do-ceu-que-palpite-infeliz.html' title='Meu Deus do céu, que palpite infeliz!!!!'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5e5clVFw-I/AAAAAAAAAOQ/26IGoThgRfw/s72-c/NOEL+ROSA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-704555803313333253</id><published>2010-03-08T07:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T07:19:09.147-08:00</updated><title type='text'>Mulheres...mais poesia. O mundo agradece.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5UTSIKnwkI/AAAAAAAAAOI/JQFnAbDAqQM/s1600-h/mulher%2Blabios.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5UTSIKnwkI/AAAAAAAAAOI/JQFnAbDAqQM/s200/mulher%2Blabios.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A mulher é poesia. &amp;nbsp;(Arnaldo Jabour)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Parece algo fortemente masculino essa coisa de procurar regularidades em tudo e todos. No meu caso, além da natureza do gênero, &amp;nbsp;talvez &amp;nbsp;um vício de formação ou um tipo de lesão por esforço repetitivo piorem ainda mais a coisa. Infelizmente, é mergulhado nessa fraqueza que muitos de nós, homens, nos relacionamos com as mulheres. Sempre tentando enquadrá-las em perfis pré-estabelecidos. Um tipo de Código Internacional de Tipos de Mulheres, semelhante ao CID dos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquela mulher é do tipo tal"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todas as mulheres são iguais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos homens levam a objetividade ao extremo. Fazem "Lombroso" estremecer no túmulo. Só de olhar para o corpo e o rosto da mulher já descrevem toda a sua história, seus pensamentos, suas&amp;nbsp;preferências sexuais e as enquadram num padrão que irá orientar sua ação predatória. Um tipo de "Sherlock Holmes" do comportamento feminino que acredita ter desvendado segredos que, na verdade, se quiseram revelar, simplesmente porque quiseram se revelar. Calvino quando deu sua versão de Deus devia estar olhando para uma mulher. São elas que nos predestinam e depois ficamos, de araque, a nos considerar tão grandes conquistadores. É bem verdade que elas nem sempre acertam na escolha. Todos os deuses e deusas dão suas escorregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi que faz mais sentido a minha precária compreensão do universo feminino aprender a cozinhar do que sair a "caça" com um "Lombroso Aplicado a Compreensão das Mulheres" debaixo do braço por esses bailes da vida que assustariam a qualquer mil-tons. Na verdade, não são mais bailes da vida. São baladas da vida, que em nada remetem um ambiente que inspire o encontro com a alma feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugares onde mulheres-macho caem de beber, se entregam como animais desesperados movidos por testosterona, citam vocabulários bem próprios a nós homens depois de uma fechada no trânsito ou um pontapé na pelada de terça-feira. A busca da igualdade se tornou o desejo de ser homem. O mais estranho são machões fissurados nessa versão fisicamente alterada da mente masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que concordar com Jabour. O mundo de hoje é travesti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As matizes de mistérios e contradições com que poetas, sambistas e bossa-novistas pintavam suas musas é o que dá cor de vida a mulher. Não vale a pena querer entendê-las, e queixar-se por não conseguir. É mais arte que ciência. Vale mais a pena deixá-la ser. E no caso de ser por ela predestinado, enfrentar altivamente o céu e o inferno que sobrevirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me delongar mais, para não cair nos erros que condeno. Prefiro encerrar por aqui, na esperança que nesse dia internacional da mulher, as mulheres sejam mais mulheres, e os homens menos homens, não se esquecendo da data e nem de dar uma flor àquelas que garantem o feliz desequilíbrio da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grito é...MULHERES....MAIS POESIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma musiquinha do sábio do morro Zé Keti, para todas as mulheres. Não é indireta..rss&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-size: 23px; font-style: italic; line-height: 26px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-size: 23px; font-style: italic; line-height: 26px;"&gt;Mascarada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-size: 23px; font-style: italic; line-height: 26px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b7b700; font-size: 18px; font-style: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/ze-keti/" id="identificador_artista" style="color: #b7b700; font-size: 13.5pt; text-decoration: none; text-transform: none;"&gt;Zé Keti&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-size: 23px; font-style: italic; line-height: 26px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b7b700; font-size: 18px; font-style: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/ze-keti/" id="identificador_artista" style="color: #b7b700; font-size: 13.5pt; text-decoration: none; text-transform: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: 11px; line-height: 15px;"&gt;Composição: Zé Kéti e Elton Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="main_cnt" style="height: 500px; margin-left: 140px; min-height: 500px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; position: relative; width: 683px;"&gt;&lt;div id="div_letra" style="font-size: 13px; height: 260px; min-height: 260px; padding-right: 341px;"&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vejo agora esse teu lindo olhar&lt;br /&gt;Olhar que eu sonhei&lt;br /&gt;E sonhei conquistar&lt;br /&gt;E que num dia afinal conquistei, enfim&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Findou-se o carnaval&lt;br /&gt;E só nos carnavais&lt;br /&gt;Encontrava-me sem&lt;br /&gt;Encontrar este teu lindo olhar, porque&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O poeta era eu&lt;br /&gt;Cujas rimas eram compostas&lt;br /&gt;Na esperança de que&lt;br /&gt;Tirasses essa máscara&lt;br /&gt;Que sempre me fez mal&lt;br /&gt;Mal que findou só&lt;br /&gt;Depois do carnaval&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;No Youtube:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MB5wRyER3xo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MB5wRyER3xo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-704555803313333253?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/704555803313333253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/mulheresmais-poesia-o-mundo-agradece.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/704555803313333253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/704555803313333253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/mulheresmais-poesia-o-mundo-agradece.html' title='Mulheres...mais poesia. O mundo agradece.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S5UTSIKnwkI/AAAAAAAAAOI/JQFnAbDAqQM/s72-c/mulher%2Blabios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1352142128209763794</id><published>2010-03-04T08:52:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T08:54:21.965-08:00</updated><title type='text'>Se o amor existe? Suponho que sim.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4_lRsVUsOI/AAAAAAAAAOA/8Z5tZlAjSxM/s1600-h/eu-queria-ser-amor-geisa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4_lRsVUsOI/AAAAAAAAAOA/8Z5tZlAjSxM/s200/eu-queria-ser-amor-geisa.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Outro dia pensei que deveria escrever mais sobre o amor. Comercialmente é interessante. Pela experiência no blog, tenho percebido que quando escrevo sobre amor ou sobre religião, aumentam os comentários. Não sei se mais pessoas lêem, mas quem lê se encorajam mais a me questionar diante do desafio a convicções firmadas em coisa nenhuma, sejam sobre relacionamentos, amores ou crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos essa vida cansa. E sou meio marrento. Não gosto de ceder as pressões ou escrever pela audiência. Optei pela verdade, não pela auto ajuda, seja ela pseudo-científica ou escancaradamente religiosa. Por outro lado, sou um pobre organismo com a mesma necessidade sincera de conforto para a alma e para o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever sobre o amor, por outro lado, não me parecia uma concessão a leitores desorientados ávidos por saberem minhas opiniões maléficas e céticas para se oporem. Tratava-se mais de uma terapia. Um tipo de "catar-se", no sentido que a Milena Paixão dá ao termo. Mas não é muito ao meu estilo juntar pedaços. Estou mais para a criança que quebra o vaso do que para o pai que cata os pedaços e tenta colar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrar vasos cansa. E tem seus castigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca de justificativas racionais para legitimar aquilo que eu, sem dúvida, queria fazer, ou seja, escrever mais sobre o amor, passei a ver a coisa simplesmente como uma fidelidade absoluta aos meus sentimentos e desejos de expressão. O que é um posicionamento razoavelmente lógico, consciente e coerente, pois eu realmente queria escrever mais sobre o amor. Me convenci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grande esforço então, era busar um texto que não fosse contaminado pelas razões práticas que explicam o amor. Os genes, a seleção natural, a psicologia evolutiva, a antropologia e sociologia do afeto, os instintos físicos, etc, etc, etc, etc, etc.... A alternativa a esse horror era usar experiências pessoais para descrever aquilo que eu pensava. Como moro em uma cidade pequena, &amp;nbsp;por mais que fosse "metafórico", poderiam ocorrer correlações desagradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via, cada vez mais, o quanto era difícil escrever com honestidade sobre o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa me ocorreu. É fato que depois que meu filho nasceu, minha visão sobre o amor mudou totalmente. Conheci um amor total, que ultrapassa quaisquer condições ou contexto. Inegável. Por outro lado, não era sobre esse amor que eu queria escrever. Queria escrever era sobre o amor de um homem por uma mulher, de uma mulher por um homem. E não podemos ignorar outras formas que escapam a alguns. Percebi que não me via muito habilitado a remexer esse assunto.Talvez fosse o caso de escrever mais um textinho sobre violência, falta de civilidade, sobre um grampeador, um calendário, o telefone, por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo me dizia que eu deveria escrever sobre o amor. Um outro algo me dizia que era uma aventura na qual eu poderia não ser bem sucedido. Ou ser mais bem sucedido que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, depois de tanto me explicar, optei por resumir toda as idéias que me ocorrem sobre o amor numa analogia filosófica evasiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o amor existe? Suponho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, essa frase satisfará &amp;nbsp;minha ânsia de escrever sobre o amor. O que a ultrapassar, ficará guardado mais um tempo, como o bom e velho uísque curtindo num barril de carvalho, enquanto cumpro a etapa preliminar para se escrever sobre o amor: vivê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1352142128209763794?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1352142128209763794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/se-o-amor-existe-suponho-que-sim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1352142128209763794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1352142128209763794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/03/se-o-amor-existe-suponho-que-sim.html' title='Se o amor existe? Suponho que sim.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4_lRsVUsOI/AAAAAAAAAOA/8Z5tZlAjSxM/s72-c/eu-queria-ser-amor-geisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5519588459384836039</id><published>2010-02-25T05:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T05:22:58.364-08:00</updated><title type='text'>Escritos Políticos I - O povo na política.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4Z5mV-Jm9I/AAAAAAAAAN4/n-uYqBtgWNU/s1600-h/santi-di-titos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4Z5mV-Jm9I/AAAAAAAAAN4/n-uYqBtgWNU/s320/santi-di-titos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Considerar a opinião do povo nos assuntos de governo tem sido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;um dilema para as elites governantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na superação do feudalismo e do colonialismo, fazia-se necessário libertar o trabalhador da pertença ao feudo e ao senhor de engenho. Fazia-se necessário encerrar a escravidão. Produzir o trabalhador livre era a forma da burguesia ascendente enterrar o modelo econômico anterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A burguesia criou a liberdade e a igualdade, sem as quais seria impossível comprar a força de trabalho do ex-servo, do ex-escravo, normalmente a preço mais baixo do que custear a propriedade de um trabalhador e com base num contrato estipulado em igualdade de direitos, mas desigualdade de possibilidades de se exercer os direitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A expectativa trouxe esperança. E, depois da esperança, as promessas foram cobradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Raramente o povo foi consultado sobre assuntos de governo. As primeiras eleições, na Europa ou aqui, envolviam dois a três por cento da população, quando muito. O restante era excluído das decisões por baixa renda, por ser mulher, militar e, principalmente, por não ser "educado" suficiente para participar das decisões. Por educado, entenda formatado conforme os interesses de quem já, de antemão, colocava o Estado na defesa dos seus interesses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Participava das decisões "na porrada", por meio de manifestações, quebras-quebras, protestos, greves, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Por vezes não questiono se dar ao trabalhador a possibilidade do voto não foi uma estratégia de esvaziar as outras formas, evidentemente mais efetivas e perceptíveis, de "participação" nas decisões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A grande verdade, é que a abstração arbitrária imposta ao ocidente sob o nome de Estado nunca foi tão eficaz quanto se disse ser. Observando a história do Brasil e da própria Europa, o desinteresse pelas formas "legais" de participação refletem claramente isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Evandro Moreira nos informa em "Cachoeiro, uma história de lutas", que a Independência do país foi assunto tratado por aqui anos mais tarde. Não duvido que o tema republicano tenha envolvido uma parcela significativa da elite local, porém, irrelevante da população como um todo. No restante do país, as coisas não foram diferentes. José Murillo de Carvalho nos informa que os cariocas, na capital do país, assistiram "bestializados" a queda de um Imperador querido pelo povo e com enorme respeito e significado simbólico tanto dentro quanto fora do país. O povo não participou dessa decisão. Teria preferido o intelectual Dom Pedro II aos Marechais da República de Araque que se constituía com base em sufrágio ainda menor que o do Império.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Essa resumida explicação visa dar base a uma opinião particular acerca dos fatos recentes que assolam a Câmara de Vereadores de Cachoeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O suposto "rachid" que nem chegou a ser praticado por uma vereadora petista, me assusta muito menos pela retenção dos valores destinados a alimentação da funcionária por ela indicada para a Câmara do que o objetivo da retenção, que é a prática de assistencialismo. Pior que todos, ou a maioria, dos vereadores praticarem o tal "rachid", é praticarem assistencialismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vereadores de Cachoeiro em termos gerais, há muito desconhecem o que seja realmente democracia, se é que um dia souberam. Mal conhecem suas funções constitucionais. Agem intuitivamente com base numa cultura política arraigada no país desde os tempos da República dos Coronéis, imbuídos pelo espírito do clientelismo e da troca de favores que acomete o Brasil em todas as esferas de governo. Trocam obras públicas supostamente conquistadas por eles por apoios políticos. Doam cestas básicas com dinheiro sabe-se lá de quem para manter a dependência de um eleitorado carente. Negociam sua atuação parlamentar por cargos que lhe garantam apoio nas suas "bases".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os discursos não me convencem. Nem de acusados nem de acusadores. Não acredito que todos façam assistencialismo e retenções do salário de seus indicados. Creio que existam exceções. Não muitas. Tenho crença firme de que seja necessária a investigação de um órgão neutro, no caso, o Ministério Público. Afirmo isso não com base em suposições pessoais, acerca das pessoas que compõe a atual legislatura. Não julgo o caráter delas, pois não me cabe e nem as conheço. Afirmo com base nos estudos realizados sobre a história e a cultura política do país, que revelam que essa prática é, infelizmente, de praxe. E, possivelmente, tradicional não somente da Câmara de Cachoeiro, como de outras pelo nosso estado. Não precisamos ir longe. &lt;st1:personname productid="Em Alfredo Chaves" w:st="on"&gt;Em Alfredo  Chaves&lt;/st1:personname&gt;, um vereador foi assassinado recentemente com todos os indícios de crime político. Vide Brasília, capital do país, e seus panetonegates.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não vejo como apropriadas as manifestações da imprensa. Ela é um ente particular na busca de seus interesses privados. Jamais pode ser vista como porta voz do povo ou paladino da moralidade. No entanto, assim como os políticos, se apropria do que é público, no caso o fato, criando factóides que façam vender mais seus pífios exemplares de jornais ou atrair a atenção de sua enorme e mal informada massa de telespectadores, mantendo a audiência e o preço dos anúncios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não podemos mais conviver com a inocência de discursos moralistas que fogem a realidade em que vivemos. Não podemos olhar os fatos políticos sem submetê-los a análise de um contexto histórico e cultural, que subsidia as práticas políticas tanto dos eleitores quanto dos eleitos. No fim das contas, muitos não se dão conta que atentam contra a democracia com seu comportamento clientelista e anticonstitucional. Alguns de nossos vereadores, em sua simplicidade intelectual, acreditam sinceramente estar prestando importantes serviços à sociedade. E estão, em alguns casos, ainda que às avessas. Por outro lado, o desserviço à democracia também é grave.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caso exemplar de Cachoeiro não deve ser manipulado pela mídia oportunista e mercenária para crucificar uma pessoa ou uma legislatura como bode expiatório dos vícios de toda a história política brasileira. É preciso sim, punir com rigor práticas como o "rachid" e a manutenção eleitoral com base em assistencialismo, em nome do aperfeiçoamento da democracia brasileira e cachoeirense. Mas também é preciso promover a autonomia crítica e intelectual da população, para que ela, em seu auto-aperfeiçoamento, um dever cívico de cada cidadão, também aperfeiçoe seu processo de participação eleitoral, e entenda que eleição não é o resumo da democracia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O Presidente Lula fez, outro dia, uma afirmação importante. O Brasil precisa do Estado. Outras nações, supostamente, se desenvolveram a ponto de abdicar da necessidade desse ente, ainda que abstrato. Nâo levo muita fé nisso. Mas, em nosso caso, precisamos de um interventor, um mediador firme que garanta não somente os direitos, mas a possibilidade de exercício dos direitos. Ainda estamos longe disso, pois as contradições revelam que o Estado Brasileiro ainda é controlado por uma minoria para defesa de seus interesses. Mas vejo com felicidade que o povo, a despeito das pirotecnias jornalísticas e midiáticas, está se apossando desse instrumento, por meio da eleição, da opinião, e de outras formas legítimas de disputa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Analfabetos podem não saber ler nosso idioma, mas conhecem bem a linguagem das necessidades e da sobrevivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nos prometeram a igualdade. Agora terão que cumprir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5519588459384836039?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5519588459384836039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/escritos-politicos-i-o-povo-na-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5519588459384836039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5519588459384836039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/escritos-politicos-i-o-povo-na-politica.html' title='Escritos Políticos I - O povo na política.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4Z5mV-Jm9I/AAAAAAAAAN4/n-uYqBtgWNU/s72-c/santi-di-titos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8298650457568736925</id><published>2010-02-22T19:04:00.001-08:00</published><updated>2010-02-22T19:09:06.331-08:00</updated><title type='text'>O Grampo e o grampeador</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4NFu9Xwp6I/AAAAAAAAANw/gfxhMuSvRUA/s1600-h/grampeador-mao-fechada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4NFu9Xwp6I/AAAAAAAAANw/gfxhMuSvRUA/s320/grampeador-mao-fechada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Certos momentos, percebo-me absorto em pensamentos vãos sobre coisas ao meu redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não chego ao ponto de tirar lição de vida daquilo que, em queda livre, insiste em atingir o meu dedão do pé. Nesses casos, um vocábulo de vexame imediato e vergonha notória é mais pertinente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ainda assim, me propus a compartilhar fortes ansiedades que senti ao olhar intensa e reflexivamente para um grampeador, dia desses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse objeto que tanta dor causa aos dedos dos desavisados, que incita ao ódio quando seu combustível, o grampo, resolve travar na saída para seu objetivo existencial, dentre tantas outras experiências desagradáveis por ele causadas no cotidiano de seu uso, é, também, algo que à moda levistraussiana podemos chamar de bom para pensar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Rasguei um documento tentando retirar os infinitos grampos que o prendiam a outros tantos documentos. Naturalmente, não fiquei satisfeito e me constrangi diante da própria incompetência e desorganização de não ter um extrator de grampos decente. Olhando para o papel ferido, cujos rasgos tentei inutilmente remendar, e movido pela irritação de meu próprio erro, acabei adotando uma postura mais objetiva ignorando as dolorosas conseqüências que&amp;nbsp; os papéis unidos por aqueles infelizes grampos iriam sofrer após meu rompante de impaciência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Folhas de papel sempre foram coisas importantes para mim. Apesar de usar muito o computador, e nele escrever a maior parte do tempo, sinto falta do papel. Do livro, da tinta, da caneta, da minha horrível caligrafia manchando folhas brancas com linha ou sem linha. E lamento a forma como o grampeador une as folhas de papel. Ferindo, abrindo-lhes furos e prendendo por meio de ferrolhos, os grampos. Uma união de papeis pela força e violência. Quando são separados, ficam as cicatrizes. Não mais serão as mesmas. Ficarão marcadas com furos, ou, como no meu caso, com terríveis rasgos irremendáveis causados por irritadiços burocratas no exercício de suas atividades rotineiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Embora a vítima não sinta dor, eu me incomodo de ver o papel cheio de feridas causadas por tantas agressões de incontáveis grampeadores, nos inumeráveis processos que circulam pelas infinitas estradas da burocracia, por entre capas desgastadas pelos anos a fio que chacoalham de uma repartição para outra. Papéis escritos, ora a mão, ora digitados e impressos, mas papéis, que refletem opiniões, sentimentos, percepções da vida, falsidades, mentiras, acobertamentos, dentre tantas possibilidades. Mas o papel é vítima do que se lhe impõe. Não deveria pagar crucificado por tantos grampos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A sina de tantos papéis sofridos pela agressão de mãos que ferem usando como arma o grampeador é algo que me acomete de melancolia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se existe uma lição no sofrimento do papel, sinceramente não sei dizer. Mas o destino me incumbiu de contar esse drama. E eu o contei. E espero que o querido leitor, que acompanha essas frases na tela de um computador ou impressas em algum papel, seja mais generoso e utilize menos seu grampeador. Ser unido aos seus pares pelo grampo não é algo que se deva desejar a nada e ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8298650457568736925?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8298650457568736925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/o-grampo-e-o-grampeador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8298650457568736925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8298650457568736925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/o-grampo-e-o-grampeador.html' title='O Grampo e o grampeador'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S4NFu9Xwp6I/AAAAAAAAANw/gfxhMuSvRUA/s72-c/grampeador-mao-fechada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4570987601620347820</id><published>2010-02-18T11:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T11:57:21.772-08:00</updated><title type='text'>A ditadura das palavras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S32aECm7_qI/AAAAAAAAANo/yMA6PQ7DGXA/s1600-h/letras-blog.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="348" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S32aECm7_qI/AAAAAAAAANo/yMA6PQ7DGXA/s400/letras-blog.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A comunicação sempre me fascinou. Meu primeiro texto publicado em uma revista científica se intitulava “A comunicação do silêncio”. Recém formado, ainda meio perdido entre as ricas discussões filosóficas no bar do Fábio e os rigores da ciência, escrevi algumas incoerências com boa aparência e o texto foi publicado. Ajudou também o fato de trabalhar na edição da revista. Modestamente, a situação empregatícia não tira totalmente meus méritos de principiante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Desde então tentava entender a tal da linguagem. Não exatamente, ou somente, a do &amp;nbsp;silêncio, como propunha desvairadamente em meu ensaio de estréia, mas aquelas que fugiam a escravização da palavra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Certa simpatia teórica e política pela anarquia me moviam contra as letras. Principalmente se elas estivessem dispostas &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em palavras. Acreditava" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em palavras. Acreditava&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; que quanto mais exata a tradução da existência em frases, de qualquer língua, mais sacrificadas estariam a espontaneidade e a verdade do que se traduzia. O mundo não deveria se transformar &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em palavras. Isso" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em palavras. Isso&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; me soava autoritarismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O tempo passou, e cá estou a cada dia mais me empenhar em traduzir a existência &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em frases. Consciente" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em  frases. Consciente&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; dos limites e insucessos de minha empreitada, abandonei a postura radical, me dobrando a certo estruturalismo, que me convenceu a descrever o mundo em códigos, talvez binários, talvez não, mas que no fim das contas acabam em palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Até hoje não descobri se isso foi uma opção da humanidade, ou se tal fato, a linguagem, nos ocorreu como a tromba ao elefante ou o bico de um tucano. As palavras podem ser comparadas ao pescoço de uma girafa. Sem elas, não alcançaríamos nossos alimentos preferidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sou obrigado a reconhecer minha derrota ao autoritarismo das palavras. Ao rigor de sua precisão e as restrições que impõe. Modela o que penso, regulando as formas como me coloco. E assim, faz de mim um produto, um tanto quanto reprodutor que reorganiza, sem de fato permitir que me torne criador de alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Minha simpatia anarquista ainda encontra eco na arte, no face a face, e outras expressões que resistem à ânsia escravizadora do código. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas em relação às palavras, minha amiga Regina Helena, tornei-me um social democrata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4570987601620347820?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4570987601620347820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/ditadura-das-palavras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4570987601620347820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4570987601620347820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/ditadura-das-palavras.html' title='A ditadura das palavras'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S32aECm7_qI/AAAAAAAAANo/yMA6PQ7DGXA/s72-c/letras-blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5613804104287709650</id><published>2010-02-12T10:42:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T10:42:57.562-08:00</updated><title type='text'>Tristeza não tem fim. Felicidade sim.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3Wg8rQaRGI/AAAAAAAAANg/tR01-7-5qCE/s1600-h/imagem_carnaval_rio_2006.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3Wg8rQaRGI/AAAAAAAAANg/tR01-7-5qCE/s200/imagem_carnaval_rio_2006.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Vários artistas escreveram e cantaram o carnaval. Antropólogos o estudaram. Historiadores demarcaram suas raízes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Parece repetir-se a idéia de que o carnaval é um momento de ilusão, um espaço na dura realidade da vida, sucedido de uma volta abrupta ao cotidiano doloroso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os moralistas e religiosos demagogos de plantão tentam demonizar o carnaval. Alguns promovem retiros, e trocam a festa da carne por alguma farra espiritual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caso é que o carnaval está aí. Um intervalo entre as duras hierarquias sociais, uma brecha nos papéis interpretados pelos atores sociais. Os dias do reinado de Momo são marcados por uma certa tolerância à transgressões de todo tipo, desde que não comprometam excessivamente a ordem pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A vida é marcada por muitos carnavais. Eles não acontecem somente &lt;st1:personname productid="em fevereiro. E" w:st="on"&gt;em fevereiro. E&lt;/st1:personname&gt; não tem o dia do arrependimento tão consagrado quanto uma quarta-feira de cinzas. São lacunas de felicidade e êxtase no texto melancólico do cotidiano hierarquizado, racionalizado e desumanizado. Nesses carnavais fora de época, apesar da falta do dia institucionalizado, também se faz necessário confessar o arrependimento dos momentos de alegria para ser novamente aceito na ordem da tristeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Me parece que ser alegre virou nostalgia. O alegre é uma cigarra, um vagabundo que em algum momento vai pedir esmola a triste e eficiente formiga. &amp;nbsp;O prazer virou pecado nas psicoses de algum papa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu, que tinha tudo para ser feliz mas me aconteceu de ser triste, não vou dispensar alguns dias de alegria, ainda que temporária e fugaz. E não vou jogar cinzas na cabeça e nem pedir perdão depois. A tristeza que virá é parte da alegria, e com ela me entendo bem. Me fará companhia até o próximo carnaval, de época ou fora de época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A grande verdade, é que se o amor é fantasia, nos resta viver em eterno carnaval. Abolir a quarta-feira de cinzas do calendário do coração e coroar Momo Imperador Eterno do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;Clip do Samba enredo da Mangueira.&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4sbgQhy_7o8&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4sbgQhy_7o8&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5613804104287709650?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5613804104287709650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/tristeza-nao-tem-fim-felicidade-sim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5613804104287709650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5613804104287709650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/tristeza-nao-tem-fim-felicidade-sim.html' title='Tristeza não tem fim. Felicidade sim.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3Wg8rQaRGI/AAAAAAAAANg/tR01-7-5qCE/s72-c/imagem_carnaval_rio_2006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-255384555718690392</id><published>2010-02-09T09:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T09:38:44.630-08:00</updated><title type='text'>O passado é a utopia do meu futuro...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3GdGCMK-gI/AAAAAAAAANY/tQHyb5ZONhQ/s1600-h/Pena+Branca+foto+2.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3GdGCMK-gI/AAAAAAAAANY/tQHyb5ZONhQ/s200/Pena+Branca+foto+2.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Pena Branca vai cantar no céu com Xavantinho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avô meu era tropeiro. Fazia a vida em lombo de burro, carregando cargas sul do estado adentro. O outro, nos tempos de glória de São Pedro de Itabapoana, tocava seus bois, mesmo sem ser um Rei do Gado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu, criado nas ruas enfumaçadas da cidade não tão grande, em meio a fios e telas, encontrei conforto no meu passado, na boa pinga, no violão caipira e no bom papo com a gente simples, pescadores, plantadores, colhedores, gente que afaga a terra, o mar, sabendo seus desejos e com eles se harmonizando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas esse mundo que eu mal descobri nas notas choradas de uma viola, parece já estar se indo. A cada dia, mais som, e menos música. Tantos equipamentos e recursos, e cada vez menos capacidade de produzir lágrimas, coisa que um cuitelinho faz com facilidade, sem derramar sangue.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O lamento do homem do campo que deixa sua terra para viver num mundo que não é seu, parece ser um tipo de arquétipo dos tempos de mudança social. Talvez por isso toque tanto o coração de algumas pessoas, que temem o presente que tem se construído. Um presente que não tem tristezas como a de um Jeca, mas que jamais terá as alegrias de um arrasta pé em volta de uma fogueira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A fé desse tempo presente me assusta, me aterroriza. A fé simples da gente da roça, que não carece explicação, que não se justifica em logias inconciliáveis, que não se promove nos holofotes de uma mídia vazia, essa é a fé que me toca, que me faz crer em algo divino, que oferece conforto na hora da dor. Seja &lt;st1:personname productid="em Nossa Senhora" w:st="on"&gt;em Nossa  Senhora&lt;/st1:personname&gt; ou em que santo for, sem teologias reformadas, deformadas e tantas palavras vazias e sem significado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As alegrias desse presente são químicas, ou vem de luzes que ofuscam a razão, de batidas que fazem mal ao coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Refugio-me desse presente, buscando na memória caminhos para um futuro mais humano. Mas nesse entremeio, há pouco lugar fora da rota, fora da badalação. E eu fico como um peixe vivo vivendo fora da água.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pena Branca, símbolo dessa gente, desse tempo e dessa fé, &amp;nbsp;foi se encontrar com seu irmão, Xavantinho. Deixa a vida e passa a viver em nossa memória. Quando escuto sua música e sua voz, e do saudoso Xavantinho, me sinto mais gente. Sinto como se ainda fosse capaz de sofrer dores de outros. Sinto como se pudesse ver o mundo pelos olhos de lugares que eu nunca fui. Não fico como meu pai, chorando a cada acorde de viola, mas posso sentir o marejar dos meus olhos. Isso me faz bem. Faz-me lembrar que ainda sou um ser humano. Que apesar dos achincalhes da produtividade, da racionalidade, da qualidade, da competência, da competitividade, tem um lugar com uma casinha branca, tem um dia de festa, tem um lugar para morar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A herança de Pena Branca e Xavantinho vai ficar. Ao menos para mim, na esperança de beber desse Cálix Bento e comer dessa hóstia consagrada, e encontrar o sonho de uma utopia para seguir, e quem sabe nunca chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mais tarde, um pinga e um lamento choroso no violão para homenagear um grande ser humano. Agora, uma lágrima, que infelizmente não vai molhar o papel.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-255384555718690392?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/255384555718690392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/o-passado-e-utopia-do-meu-futuro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/255384555718690392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/255384555718690392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/02/o-passado-e-utopia-do-meu-futuro.html' title='O passado é a utopia do meu futuro...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S3GdGCMK-gI/AAAAAAAAANY/tQHyb5ZONhQ/s72-c/Pena+Branca+foto+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5572954100320096420</id><published>2010-01-25T07:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T09:19:11.187-08:00</updated><title type='text'>Falta de civilização...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S129YsCKjnI/AAAAAAAAANQ/X31hnRgVuC0/s1600-h/104950865.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S129YsCKjnI/AAAAAAAAANQ/X31hnRgVuC0/s200/104950865.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As praias de nosso litoral já foram locais de descanso e deleite de nossas belas areias. Hoje, grande parte dos balneários capixabas é assombrado pelo fantasma do som alto. Carros equipados com enormes cornetas e alto-falantes, e seus donos ansiosos para demonstrar toda a potência de seu investimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os donos desses carros, que insistem em ligá-los a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada não são marginais e delinqüentes como estamos habituados a rotular. São jovens da classe média, alguns com formação superior, filhos de profissionais liberais e empresários. Independente da classe, é claro que são marginais e&amp;nbsp;delinqüentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fato, que dispensa dizer, é que o som acima de um determinado volume, prejudica a saúde das pessoas tanto em seu aspecto auditivo quanto psicológico. Quando você submete seus próprios ouvidos a isso, é um direito seu. Mas impor tal sofrimento a pessoas que não optaram por tal situação se configura em grave desrespeito ao próximo. Uma falta de ética tão óbvia, uma falta de educação e respeito tão flagrante, mas que esses “bem nascidos” não conseguem perceber.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na proteção dos direitos das pessoas, a legislação prevê o caso de volumes acima do nível estabelecido. O problema, é que esse crime se espalhou de tal forma, que teríamos de multiplicar o contingente policial por, no mínimo três, para dar conta. Policiais chegam, advertem, quando saem, os nossos jovens sarados novamente colocam os volumes nas alturas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tentei entender o caso do som alto cientificamente. Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S128g8YFPxI/AAAAAAAAANA/csbBz8y8DpM/s1600-h/brigando.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S128g8YFPxI/AAAAAAAAANA/csbBz8y8DpM/s200/brigando.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Machos primatas precisam demonstrar força e poder para se afirmar como líderes de seus grupos e, assim, ter acesso mais irrestrito às fêmeas. A demonstração de força quer mostrar, principalmente, que ele é mais eficiente sexualmente, e, portanto, oferecerá a fêmea proles mais saudáveis. As formas primatas de demonstrar força e poder são por meio de ferozes embates diretos, no qual o vencedor se afirma e é respeitado pelos demais, que ficam com as sobras. (alguma semelhança com os jovens de hoje??)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os primatas humanos superaram faz alguns milhares de anos o embate direto (nem todos). Ao invés disso, usam símbolos para demonstrar sua força e poder. O automóvel, logo depois de ser inventado, rapidamente se tornou um desses símbolos. Hoje, como o automóvel se tornou muito acessível, já não basta ter um carro. É preciso que esse carro esteja diferenciado, corra mais, tenha mais som. Daí os rachas e AS MALDITAS DISPUTAS DE SOM NA BEIRA DA PRAIA DE MADRUGADA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Afinal de contas, podemos concluir que os indivíduos que tem esse hábito de impor seu som alto aos demais cidadãos da sua espécie, não passam de MACACOS TENTANDO AFIRMAR SUA MASCULINIDADE. Ou seja, são retardatários num processo chamado CIVILIZAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minha sugestão, que esses sujeitos sejam recolhidos e colocados em arenas para possam fazer sua disputa de um modo mais explicitamente símio. E PAREM DE INFERNIZAR NOSSA VIDA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como isso não vai acontecer, sugiro outras coisas mais viáveis, como:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Legislação mais dura para quem exagera no volume;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="2" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Controle das empresas que vendem som. Ora, se      existe um limite de som, porque as empresas comercializam equipamentos que      superam esse limite? Acabando com o mercado, acabamos com o problema;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="3" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;Incluir nas penas previstas para o sujeito que for      enquadrado por som alto um curso de ética, para ver se ele consegue      alcançar o estágio de cidadania e civilização dos demais seres humanos.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;Finalizando, creio que seja válido uma campanha nas praias. Talvez sensibilize os nossos jovens humanídeos. Pensei até em slogans: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Praia legal é com som na medida certa. Abaixo o som alto. &lt;/b&gt;&lt;st1:personname w:st="on"&gt;Prefeito&lt;/st1:personname&gt;s, podem usar. Não vou cobrar direitos autorais. Só espero no próximo ano não ter que me retirar do litoral e preferir trabalhar a passar os dias na praia.&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5572954100320096420?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5572954100320096420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/falta-de-civilizacao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5572954100320096420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5572954100320096420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/falta-de-civilizacao.html' title='Falta de civilização...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S129YsCKjnI/AAAAAAAAANQ/X31hnRgVuC0/s72-c/104950865.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4881710609097476883</id><published>2010-01-12T10:45:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T10:48:03.166-08:00</updated><title type='text'>As canalhices divinas...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S0zCwnjxERI/AAAAAAAAAMw/KQbRoWDzd-I/s1600-h/ervadaninha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S0zCwnjxERI/AAAAAAAAAMw/KQbRoWDzd-I/s200/ervadaninha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;b&gt;O que me aguarda....&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nota introdutória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em minha maturidade recente, resolvi fazer notas explicativas na introdução, quando percebo que vai haver desgaste. Em outros tempos, não daria explicações de nada e deixaria “o pau quebrar”. Alguns podem achar que estou me justificando demais. Só quero que entendam corretamente minhas intenções.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Muitos lerão esse texto e acharão que estou sofrendo de depressão, traído por alguma mulher, abandonado, quebrado financeiramente, desesperado com a vida, decepcionado com Deus, e etc, etc, etc. Talvez tenham até pena de mim e clamem a Deus por misericórdia para esse pobre moribundo, de olhos vendados pelo diabo, e etc, etc, etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não ganhei na loteria e nem estou apaixonado, mas vivo um momento de calmaria em minha vida pessoal. É hora dessas idéias que pululam em minha mente há muito tempo tomarem a forma de texto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devem estar curiosos pelo que vai se seguir. Espero que valha a pena, para o bem ou para o mau. De preferência, para o mal....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As canalhices divinas...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As religiões, antigas e atuais, cultuam deuses com base em critérios concretos. Um deles é o território. Os Orixás africanos estavam associados as suas respectivas regiões. Misturando negros de todas as regiões nas senzalas das Américas, hoje, o Candomblé, por exemplo, reverencia todos os Orixás. Justo, pois todas as ancestralidades são contempladas. Essa associação dos deuses com a terra existia entre os gregos, romanos, egípcios, e existe até hoje. Por exemplo, o padroeiro de Cachoeiro é São Pedro, do Rio de Janeiro é São Sebastião. Outros critérios são os elementos da natureza, as profissões. Deuses, Entidades, Orixás e Espíritos dos ofícios, protetores das diversas profissões, condições, associados a animais, árvores, elementos da natureza. Coisas que se viam.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Há muito tempo, um sujeito resolveu se mudar de uma determinada região, e, como ia para terras desconhecidas, levou o culto dos seus deuses consigo, ao invés de assumir os deuses das novas terras, como era de praxe.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Relata certo livro sagrado que o cidadão iria sacrificar seu filho em reverência ao seu deus. Na última hora, seu deus resolveu trocar o moleque pelo filho de uma pobre cabrita. Azar dessa mamãe, que ficou sem o filhote. Para cientistas da religião, essa passagem ilustra de forma interessante a passagem do sacrifício humano, comum na região de origem do cidadão em questão, para o sacrifício animal, presente até hoje em certas religiões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Alguns preferem acreditar que isso foi uma intervenção divina, provavelmente de um deus norte americano, sem nenhum compromisso ecológico, que sempre se satisfez com sangue humano e resolveu variar para o sangue de um pobre animalzinho sem pecado original.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os descendentes desse cidadão se multiplicaram, ocuparam as terras e um dia foram escravizados pelo Egito. Lá, aprenderam novidades em termos de religião, como construir uma abstração de divindade sem referências concretas, que vão chamar, esquisitamente de “Eu sou”, já que ele não se dignou a dizer quem era no encontro com seu porta voz gago. Um desafio intelectual para a época, sem dúvida, mas não tão novo e tão original assim, já que tinha numa montanha sua referência concreta, numa sarça seu símbolo e nos palestinos nativos sua inspiração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O pior é que essa idéia não foi muito convincente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Daí em diante, esse povo iniciou uma história de sangue e intolerância religiosa para impor essa idéia na cabeça das pessoas, e em nome dessa idéia mataram profetas e crentes em outras religiões, vozes discordantes, e diversas atrocidades foram cometidas, como, por exemplo, o assassinato dos pobres profetas de Baal, que morreram porque seu deus era mais fraquinho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O interessante, é que, contrariamente a máxima bíblica, os atuais defensores desse deus sanguinário invertem a verdade. Seu deus continuou perpetrando assassinatos, torturas, genocídios, etnocídios, assassínio de mulheres por toda a Idade Média e depois dela, e hoje justifica com seus valores guerreiros as ações de nações como os Estados Unidos na invasão de países árabes e morte de inocentes, numa guerra contra um terror que ela mesma implantou no planeta com sua ânsia calvino-capitalista. E criam-se argumentos como a “soberania divina”, a “maldade do homem”, o “pecado original”, para inocentar o patrocinador desse teatro de horrores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S0zDAGqMTWI/AAAAAAAAAM4/w7nz5goUBAo/s1600-h/oevangelhosegundojesuscristo01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S0zDAGqMTWI/AAAAAAAAAM4/w7nz5goUBAo/s320/oevangelhosegundojesuscristo01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na minha humilde opinião, a pior de todas aprontadas por esse deus na história da humanidade foi ter sacrificado seu filho. E o pior é que gerações tem se curvado diante desse assassinato, e o único que se levantou contra isso, nosso nobre escritor José Saramago, não vivesse no século XX teria queimado na fogueira dos hereges, junto com &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Salman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black; font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Rushdie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;, por motivos iguais com nomes diferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A metáfora do Cordeiro revela uma nova substituição sacrificial. Não mais sacrificaremos animais aos deuses, mas uma idéia de sacrifício substitui todos os outros sacrifícios. O culto se torna a rememoração desse evento. A idéia era boa, mas pouco convincente, tal qual aquela mencionada parágrafos acima. Uma nova empreitada sanguinária para inculcar esse conceito na cabeça dos pobres e limitados macacos-humanos sedentos de coisas concretas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pobre Jesus, pior que morrer abandonado pelo covarde do seu pai que não quis vir resolver seus próprios problemas, foi lambança que veio depois. O império de terror e assassinatos que sucedeu sua morte, e em seu nome. E já se vão quase dois mil anos!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;Se você acredita e segue esse deus, confesso, tenho medo que você seja um sociopata reprimido. Mas se tranqüilize, ele é apenas um elemento da cultura humana, um reflexo de todas as nossas contradições e mazelas, usado como instrumento de controle social.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No fundo, acredito que exista um bem acima de tudo que somos humanamente capazes de conhecer. Um bem que não tem face humana, nem goza das virtudes, potencialidades, defeitos ou característica construídas pela nossa cultura. Está acima disso, e, portanto, dele podemos apenas usufruir, sem jamais conhecê-lo. E todas as religiões representam esse bem de alguma forma. Até o cristianismo e seu livro sagrado, em alguns trechos menos sangrentos (faça-se justiça, ao ler os evangelhos Jesus nem parece Hebreu, tão pacifista e sábio).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lamento muito ver igrejas cristãs em guerra, mesmo que seja contra o demônio. Afinal, começa-se tentando destruir capeta, termina-se assassinando o suposto hospedeiro do carcará. Guerra contra o mundo, contra tudo. Um discurso guerreiro que em nada contribui para a melhoria da nossa vida, mas que reflete esse ethos assassino que vem desde o hebraísmo arcaico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu confesso, já acendi vela para todos os santos. Hoje só acendo vela para santo de paz. Porque é isso que eu quero, paz. De deuses de guerra, quero distância.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Sugestão de leitura:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma História de Deus – Karen Armstrong&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A violência e o sagrado – René Girard&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A bíblia....&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4881710609097476883?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4881710609097476883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/as-canalhices-divinas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4881710609097476883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4881710609097476883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/as-canalhices-divinas.html' title='As canalhices divinas...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/S0zCwnjxERI/AAAAAAAAAMw/KQbRoWDzd-I/s72-c/ervadaninha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-995606578941478332</id><published>2010-01-04T08:27:00.001-08:00</published><updated>2010-01-04T08:28:26.714-08:00</updated><title type='text'>Feliz ano velho...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O sacal período de lambe lambe anual passou. Hoje é o quarto dia de janeiro, e creio podemos novamente revelar nossas faces-facínoras, reassumir quem somos e ignorar toda a hipocrisia do período natalino e das festas mais cristãs que religiosas. Pelo menos até o fim de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fazendo uma retrospectiva tardia, algumas coisas me chamaram a atenção em 2009. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Uma foi a capacidade da imprensa brasileira, e em especial setores da imprensa cachoeirense, de alcançarem o patamar absoluto do ridículo. Não falo apenas dos folhetins mal impressos de objetivos explicitamente pessoais, cuja ofensa ao português e ao bom senso, e o caráter &amp;nbsp;messiânico e pseudo-profético até mesmo ultrapassam a barreira do ridículo. Mas, ainda, de grandes emissoras (nem direi que é a rede Gazeta), de produzir matérias medíocres, claramente sem investigação, explorando a pobreza e a miséria construída ao longo de décadas em Cachoeiro para obter uma audiência manchada do esgoto da sujeira que ela explora, e pela qual é co-responsável, como empresa capitalista que explora e se beneficia da exploração alheia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dois mil e nove foi o ano do mico global. A conferência dinamarquesa da putaria global, liderada por Berlusconi e suas ninfetas, acabou em nada, e os reis nus &amp;nbsp;tiveram de assumir sua verdadeira face, de nenhum compromisso com esse planeta e as pessoas que nele vivem. Essa conferência do conhaque revelou o quanto é fraco nosso companheiro Obama. Mostrou que ele está no governo americano mais por concessão que por conquista, e evidenciou sinais de fraqueza do mandatário afro-americano de Harvard, com os quais enfraquece o mundo. Seu prêmio Nobel foi um mico global ainda maior que a conferência do conhaque. Desqualificou o prêmio e ofendeu a memória de todos os que, justamente, o receberam antes dele. Se me oferecerem, eu nem quero mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas nem tudo foi tragédia. Além das comédias, muitas, tivemos bons momentos. Um representante da classe intelectual cachoeirense e um deficiente físico, igualmente intelectual, receberam as homenagens máximas da cidade, revelando novos tempos no município antes aterrorizado pelos coronéis ruralistas e as elites decaídas de sobrenome, sempre em nome dos “bem nascidos”. Ainda aqui em Cachoeiro, a democracia começa a se fazer presente pelo Orçamento Participativo, pela atuação dos Conselhos Municipais e outras iniciativas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Algumas conquistas na cultura, com a reativação da Lei Rubem Braga, o surgimento de novos escritores, sarais culturais, novos grupos musicais resgatando e revigorando a cena cultural do município. A presença de Roberto Carlos em Cachoeiro foi marcante, sem dúvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não podemos nos esquecer que o Flamengo foi campeão, na raça, dando muitas lições aos brasileiros, e, principalmente aos paulistas. Mesmo quando tudo parece perdido, um time não tão bom, mas unido, pode vencer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Entre tragédias e comédias, bons momentos e outros para se esquecer, vamos começando 2010. Com muito ânimo e vontade de vencer e, principalmente, de fazer diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Afinal, jamais poderíamos desejar Feliz Ano Novo para ninguém, pois isso induz a pensar que o ano poderá ser feliz independentemente do que &amp;nbsp;você faça, como se felicidade fosse sorte. Deveríamos desejar “Que você faça do seu ano novo, um ano feliz.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Então, querido leitor, não lhe desejo um Feliz Ano Novo. Desejo que você, e eu, tenhamos capacidade e competência de chegar ao fim de 2010 e dizer “tive um feliz ano velho, e farei com que o próximo seja ainda mais feliz”. E assim sucessivamente, com os acertos e tropeços que nos fazem humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Em tempo: Essa é minha verdadeira face.....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-995606578941478332?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/995606578941478332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-velho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/995606578941478332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/995606578941478332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-velho.html' title='Feliz ano velho...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5898137059986202855</id><published>2009-12-30T11:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T11:50:01.993-08:00</updated><title type='text'>A sozinhez no mar...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SzuuywbQDMI/AAAAAAAAAMo/q4HlqBzQYNk/s1600-h/00000596.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SzuuywbQDMI/AAAAAAAAAMo/q4HlqBzQYNk/s320/00000596.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Seguia pela beira do mar, pés descalços na areia, indiferente e imperceptível à massa veranista que se divertia nas águas refrescantes do mar de Itaoca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No trajeto, certo trecho, um beiral de cadáveres de seres que viveram e morreram para nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na enseada, sentado num tronco procurava palavras para descrever a beleza dos barcos no mar, aguardando o chamado do tempo para a pescaria. Nada de escrever havia levado comigo, nem arcaico nem moderno. Contentei-me com as frases que circulavam pela minha própria cabeça, que se belas ou não, publicáveis ou não, naquele momento ofereceram-me momentos de poesia e beleza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Voltei e resolvi singrar por curtos mares, já que de navegante tenho os sonhos de mar e pouca rodagem. Pareceu-me propícia a frase romana citada por Pessoa, &lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-style: normal;"&gt;Navegar é preciso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-style: normal;"&gt;viver não é preciso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;".&lt;/span&gt; Talvez por que viver seja navegar. Mas não me cabe &amp;nbsp;aqui , nem acolá e nem alhures interpretar as intenções de quem poetiza a vida. Me cabe navegar, ou viver, ou quem saberá o que me cabe desse latifúndio de mar, letras e vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Ouvido atento aos pescadores, nativos daquela terra e de outras terras que deixaram bailes, histórias, cantos e caminhos mineiros para viver de navegar mesmo sem precisar (contradizendo o poeta), aprendi que o mar de três cores é anúncio de chuva. Coisas que se aprende do mar em bar, daqueles que se chamam por birosca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Rapidamente me embrenhei na estrada quente contra opinião de quem não sabe ouvir a sabedoria nativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Em casa, vinho, Neruda e um bom sono. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E assim foi um dia e uma noite de uma feliz sozinhez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Esse é meu último texto de 2009. Ele tem se gerado em minha mente desde o dia 25 de dezembro, quando fugindo da presença da ausência de meu menino que aniversaria dia 26 de dezembro, me refugiei na praia de Itaoca, passando por ótimos momentos junto a pescadores, e perambulando pelas areias e águas do mar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Gostaria de agradecer a todos que acompanharam, constante ou esporadicamente, meus escritos em 2009. Espero que novos textos e inspirações venham em 2010, e espero que lhe tenha proporcionado momentos de prazer, revolta e reflexão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Parafraseando Vinícius, &lt;span style="color: black;"&gt;as lágrimas do tempo e a cal do meu dia são o cimento da minha escrita.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5898137059986202855?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5898137059986202855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/sozinhez-no-mar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5898137059986202855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5898137059986202855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/sozinhez-no-mar.html' title='A sozinhez no mar...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SzuuywbQDMI/AAAAAAAAAMo/q4HlqBzQYNk/s72-c/00000596.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3124427778839854534</id><published>2009-12-16T08:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T12:43:08.208-08:00</updated><title type='text'>Confesso que estou vivendo...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SykKoMQ87NI/AAAAAAAAAMg/4e8oyFqvvpk/s1600-h/LagoBudi2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SykKoMQ87NI/AAAAAAAAAMg/4e8oyFqvvpk/s320/LagoBudi2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lago Bundi, no Chile. Verões pré-nerudianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns anos, a promessa materna se cumpriu. Não sem esforço, idas e vindas do carteiro e telefonemas ao sebo, chegou em minhas mãos, usado como deveria ser, páginas levemente amareladas, capa dura fazendo referência a bandeira do Chile, o esperado “Confesso que vivi”, &amp;nbsp;de Pablo Neruda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saramago me envolve em suas intermináveis frases, e perco-me no tempo e no espaço – desencaixe. Neruda me leva por ares e mares, selvas, bosques e amores, rostos sensuais e praias desertas – deslocamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nessas primeiras páginas de meu ansiado deleite literário e filosófico, uma situação imprimiu-se em mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O jovem que viria a se tornar Pablo Neruda determina-se a resgatar um cisne ferido. Nas idas e vindas em busca de promover a recuperação da bela ave, não percebe que a vida já abandonara o animal, ainda em seus braços – “Assim aprendi que os cisnes não cantam quando morrem”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Carregamos elegantes e feridas aves nos braços, na tentativa de salvá-las do destino que a natureza lhes impôs por meio de algum predador ou intempérie da vida selvagem. Algo nietzschezeano, de ser um Camelo a caminho de querer ser um Leão, e quem sabe depois do homem se tornar uma criança. E o belo Cisne não avisa que a vida se esvai de seu corpo. Carregamo-lo sem vida, tal como o discípulo&amp;nbsp;com o qual Zaratustra se fazia acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nesse caso, um sentimento de paz da parte do Cisne que parte. Ao jovem, resta a desilusão de não ter salvado o mundo. Não o salvou, mas tornou a vida nele menos dolorosa, mais bela e mais consciente com seus cantos, versos e prosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A morte nunca anunciada é sempre semente de profunda sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3124427778839854534?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3124427778839854534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/confesso-que-estou-vivendo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3124427778839854534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3124427778839854534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/confesso-que-estou-vivendo.html' title='Confesso que estou vivendo...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SykKoMQ87NI/AAAAAAAAAMg/4e8oyFqvvpk/s72-c/LagoBudi2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1042377967526113558</id><published>2009-12-10T07:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T07:11:22.069-08:00</updated><title type='text'>Quem sou eu?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SyEPaF2ATlI/AAAAAAAAAMQ/JCrO-7A_ZDM/s1600-h/interroga_o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SyEPaF2ATlI/AAAAAAAAAMQ/JCrO-7A_ZDM/s200/interroga_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Quando nascemos, o hospital emite uma declaração de nascido vivo. Se o sujeito nasceu vivo, claro. Caso contrário, logo ao nascer o indivíduo já recebe uma declaração de que ele chegou para vida morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em seguida vem a certidão de nascimento. O governo faz propaganda que esse documento é essencial para o indivíduo se tornar um cidadão. Na prática, quando fui ao norte do país vi muita gente sem certidão e quem nem soubesse o que fosse um país, um governo ou uma nação. Ainda assim tinham um nome e haviam nascido vivos. Eram cidadãos de seus lugares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Anos mais tarde na seqüencia da vida, mais papéis com números. A carteira de identidade, pois apesar de ter nascido vivo e de ter uma certidão que te inclua no rol de cidadãos do pais, é preciso que você tenha uma carteira de identidade. Cadastro de Pessoa Física, para poder realizar operações comerciais e ser controlado nelas, evitando subverter a significativa parcela destinada&amp;nbsp; ao estado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ainda temos depois carteira de trabalho, a carteira da categoria profissional, o passaporte, dentre tantos outros documentos exigidos por cada instituição que participamos, com suas infinitas e irritantes senhas e contrasenhas. Com a internet, perfil no facebook, no Orkut, no MSN, no UK, NY, Badoo, Bunda, Betel, MSP, PQP, Gmail, etc, etc, etc, etc, etc. Mais um inferno de senhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tudo isso tem um só objetivo: comprovar que eu sou eu mesmo, pois parece que todos duvidam disso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Conta-se uma história interessante acerca desse assunto. Andarilho, aparência de vagabundo, provavelmente bêbado, vêm à polícia dos costumes e prende o sujeito por desordem pública (devia ser em Curitiba!). Na delegacia, seu interrogador: - Identidade, “não tenho”, - CPF “não tenho”, - carteira de trabalho “não tenho”, certidão de nascimento “não tenho”, carteira de órgão profissional “não tenho”, qualquer documento de identificação “não tenho”. Tranquilamente, o delegado afirma que não poderia prendê-lo, pois não tinha dados para preencher sua identificação criminal, e, portanto, contabilizá-lo na população carcerária nacional. Soltou o andarilho. Na verdade, ele não soltou ninguém, porque não havia prendido ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1042377967526113558?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1042377967526113558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/quem-sou-eu.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1042377967526113558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1042377967526113558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/quem-sou-eu.html' title='Quem sou eu?'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SyEPaF2ATlI/AAAAAAAAAMQ/JCrO-7A_ZDM/s72-c/interroga_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8123026034106821689</id><published>2009-12-07T10:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T10:04:35.886-08:00</updated><title type='text'>O castigo das águas. A responsabilidade das enchentes.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sx1C-2Y9yUI/AAAAAAAAAMA/wDdHhWTE6OI/s1600-h/213464-4b1cf18ee92a2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sx1C-2Y9yUI/AAAAAAAAAMA/wDdHhWTE6OI/s200/213464-4b1cf18ee92a2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;É&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;que as águas de novembro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt; Castigam o meu barracão&lt;br /&gt;Espero ancioso as de março&lt;br /&gt;Que chegam fechando o verão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 8.5pt;"&gt;(&lt;st1:personname productid="Flávio Marão" w:st="on"&gt;Flávio  Marão&lt;/st1:personname&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todos os anos a mesma história. Um dia é aqui, outro é acolá, mas sempre, nessa época, temos notícias de enchentes. Casas caindo, gente perdendo tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Há um certo fatalismo nessas ocasiões trágicas, como se o pobre do divino ou seu assecla São Pedro fossem os culpados pela coisa, embora as acusações sejam bem subjetivas. Afinal, ninguém se dignifica a enfrentar o divino e sua turma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;A moda agora é culpar o aquecimento global. As mudanças climáticas são as responsáveis por toda devastação das enchentes, como se fosse coisa nova inundação aqui na região.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Mas ninguém considera algumas coisas óbvias em relação às enchentes. Ou talvez não queiram ver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;As águas sempre tiveram seu lugar. Nós enchemos tudo de cimento, assoreamos os rios, invadimos seu leito, construímos casas dentro dos rios praticamente, e queremos encontrar culpados para as tragédias que não passam de uma conseqüência de nossa arrogância em ignorar a natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;O absurdo é tão grande, que até mesmo prédios públicos federais ignoraram o leito do rio, como, em Cachoeiro, o prédio da Caixa Econômica Federal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Há se eu fosse São Pedro e alguém me culpasse......&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Os povos silvícolas e as civilizações antigas faziam suas cidades e criavam suas rotinas sob a regência da natureza. Suas casas respeitavam os limites das águas. Sua compreensão do ritmo natural orientava a construção de suas casas e de suas intervenções no espaço natural. Não tentavam manipular a natureza. Harmonizavam-se com ela, e assim sofriam menos seus castigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Já nós, civilizados, nos convencemos de que poderíamos modificar a natureza ao nosso bel prazer. Que ela nos obedeceria e que teríamos o seu controle. Cavamos nossos buracos, fizemos nossas obras, derrubamos os morros, escavamos os rios, asfaltamos nossa a terra e a cobrimos de cimento. Ignoramos a natureza ao constituir nossas vidas. E pagamos com calor, com frio, perdendo nossas casas, nossos carros, perdendo nosso patrimônio, perdendo nossas vidas, entes queridos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;A natureza não invade o espaço do homem. Ela apenas retoma aquilo que o homem lhe usurpou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;As tragédias não vão diminuir. E isso não é culpa do aquecimento global. É fruto da nossa ignorância. Se não mudarmos nossas cidades, nossas casas, nossas estradas, nossa maneira de construir, de asfaltar, de fazer pontes, tudo irá se tornar ainda pior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;É preciso repensar nossa engenharia e nossa arquitetura. É preciso reformular nossa mentalidade. É preciso tomar medidas preventivas e medidas reestruturantes, pois atualmente só fazemos apagar os “incêndios” causados pelas águas, com doações de cobertor, remédios, dentre outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;A última estrofe da canção cantada pelo Projeto Feijoada diz:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"&gt;É mas eu construo tudo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;de novo seu moço,&lt;br /&gt;Com a força que Deus&lt;br /&gt;Deu pra mim,&lt;br /&gt;E pro meu povo.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial;"&gt;Sim, vamos construir tudo de novo. Mas aproveitemos para construir certo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8123026034106821689?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8123026034106821689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/o-castigo-das-aguas-responsabilidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8123026034106821689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8123026034106821689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/o-castigo-das-aguas-responsabilidade.html' title='O castigo das águas. A responsabilidade das enchentes.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sx1C-2Y9yUI/AAAAAAAAAMA/wDdHhWTE6OI/s72-c/213464-4b1cf18ee92a2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5944015352954131233</id><published>2009-12-03T04:07:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:07:38.691-08:00</updated><title type='text'>Em espírito natalino....</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sxep0w-p_aI/AAAAAAAAAL4/Ta-bhkGIjDE/s1600-h/1303458.papai_noel_tropical_ig___natal_2008_199_299.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sxep0w-p_aI/AAAAAAAAAL4/Ta-bhkGIjDE/s320/1303458.papai_noel_tropical_ig___natal_2008_199_299.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Papai Noel à brasileira...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não é novidade que eu não sou chegado &lt;st1:personname productid="em natal. Mas" w:st="on"&gt;em natal. Mas&lt;/st1:personname&gt; dessa vez não vou comentar sobre a sobre a usurpação histórica do cristianismo, nem o golpe do 25 de dezembro, blá, blá, blá, blá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Por mais que me incite o mau humor, é melhor relaxar e gozar o que o natal tem de bom. Dar presentes baratos e receber caros.Tomar vinho na casa dos amigos (de graça), comer peru na casa dos parentes, ir em alguma igreja fazer uma ceninha e ouvir umas músicas enjoadinhas, daquelas que se repetem todos os anos há séculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas o bom do Natal mesmo é a decoração. Como todos os anos, com pouca variação, um espetáculo de criatividade e consideração pela nossa ecologia e cultura. Neve caindo, ursos, cervos, Papai Noel num trenó com aquelas roupas horrorosas e quentes, a barba ridícula, a barriga de cerveja, e tudo de mais contraditório que pode uma mente débil criar para homenagear Jesus Cristo, que supostamente nasceu em 25 de dezembro, na PALESTINA, um lugar quente feito o inferno. E olha que naquela época não tinha tiroteio lá ainda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A virada de ano me agrada mais. Esse ano não vou arriscar jogando flores de mau gosto e Cidra Cereser para Yemanjá. Já vi que dá azar. É melhor não oferecer nada do que fazer oferta fuleira para uma deusa chique. Em fevereiro faço uma ofertinha melhor, no meio do mar, todo o clima. Ainda fica mais barato que dízimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É bom lembrar (e tranqüilizar a Regina) que quando escrevo essas coisas não estou revelando meu lado sombrio e infeliz, muito menos afirmando meu ódio pelo amor, pela vida, pela fé, etc, etc, etc, etc. Ser sarcástico é um estilo. Até faz sucesso na TV (quem não adora o House?).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É óbvio que acho o natal ridículo, porque ele de fato é. Mas não quer dizer que eu vá passar o fim de ano reclamando da vida ou me chateando com isso, afinal, quem nunca escreveu cartas de amor? (essa comparação é que foi ridícula). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Prefiro aproveitar o que o natal e o fim de ano têm de agradáveis. O vinho, a carne, a cerveja de graça, a confraternização, enfim. Também não podemos negar que é bom um momento de intervalo nas guerras diárias que travamos entre nós mesmos pelos nossos objetivos. Dois de janeiro tudo volta. Mas natal e ano novo são assim mesmo, feito carnaval, diria Roberto Da Matta. Todo ano tem. Se não acaba na quarta-feira, também não dura muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sendo como sou não vou sair por aí como uma lebre serelepe e saltitante anunciando minhas alegrias. Mas tive um bom ano. Superações e reafirmação de convicções. De me sentir quem sou e abandonar falsos eu´s que tentaram se afirmar em momentos de crise. Vim, vi e venci, como disse o paraninfo da minha formatura de faculdade, meu amigo João Nicolussi. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Então, sem essa de metido a intelctualóide chato. Vamos beber e comer. Festejar o nascimento de Cristo, o deus sol, Zaratustra, qualquer um. Festejar o ano que acabou, receber o que virá. Vamos nos abraçar ainda que depois do dia dois voltemos a nos matar. O importante é o ritual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas, e mais importante, vamos agradecer aos nossos amigos, companheiros, companheiras, e familiares terem nos suportado mais esse ano. Terem nos apoiado. Priorizar aqueles com os quais não precisamos de tréguas e cujos abraços acontecem em todas as datas do ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E, sem ironia dessa vez, sejamos gratos Àquele em quem acreditamos, cada um da sua forma, no seu estilo e crença. Vamos pedir-lhe proteção, e mais paz no coração dos homens de boa vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Que venha o Natal.....e melhor ainda, o ANO NOVO!!!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5944015352954131233?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5944015352954131233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/em-espirito-natalino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5944015352954131233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5944015352954131233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/12/em-espirito-natalino.html' title='Em espírito natalino....'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sxep0w-p_aI/AAAAAAAAAL4/Ta-bhkGIjDE/s72-c/1303458.papai_noel_tropical_ig___natal_2008_199_299.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4419653967073253044</id><published>2009-11-29T15:24:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T15:24:12.510-08:00</updated><title type='text'>Pedofilia anda matando...</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Obreiro da Igreja Maranata é morto a pedradas na Serra”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 8.0pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Gazeta on line.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 7.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;a href="http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/570373-obreiro+da+igreja+maranata+e+morto+a+pedradas+na+serra.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/570373-obreiro+da+igreja+maranata+e+morto+a+pedradas+na+serra.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 3.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 3.0pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Mulher corta&amp;nbsp;pênis&amp;nbsp;do&amp;nbsp;companheiro&amp;nbsp;com faca de cozinha em&amp;nbsp;Cachoeiro”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 8.0pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Gazeta on line.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 7.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;&lt;a href="http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/568008-mulher+corta+penis+do+companheiro+com+faca+de+cozinha+em+cachoeiro.html"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: windowtext; mso-ansi-language: EN-US; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/568008-mulher+corta+penis+do+companheiro+com+faca+de+cozinha+em+cachoeiro.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar de não termos muito do que nos orgulhar em termos de Brasil, uma re&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;alidade histórico-antroplógica não pode ser negada. O surgimento do sistema judiciário foi um grande avanço para a civilização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;Surgindo junto à própria idéia de Estado, a criação de um sistema que canalizasse as disputas entre os indivíduos para que eles não se consumissem em um círculo infinito de vinganças permitiu uma organização humana mais complexa, que veio dar nesse mundo que temos hoje. Embora não seja perfeito, me parece menos violento a julgar pelo que sabemos dos tempos em que os homens resolviam suas diferenças na base do olho por olho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;Mas (e sempre tem um ´mas´), os avanços da cultura não eliminam o homem primitivo que existe em nós. Vez por outra as pessoas esquecem os milhares de anos de evolução cultural e acabamos por presenciar explosões de violência vingativa que fariam corar de vergonha um &lt;i&gt;Australopithecus Afarensis.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;Naturalmente que a ineficiência do sistema judiciário em punir os que se desviam da lei contribui bastante para tal fato. Contudo, os discursos inflamados da mídia, incentivada por políticos inúteis, sem projeto político, que só abrem a boca para defender causas óbvias e apelativas, calcados em grupos cristãos de extrema direita comparáveis aos norte americanos do estilo KKK tem sido parte do problema recente, principalmente no que se refere a pedofilia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;A primeira manchete em destaque relata um rapaz do município da Serra, obreiro da igreja Maranata, morto a tiros e pedradas pela suspeita de estupro de uma menor. Em primeiro lugar não foi feita uma investigação, ninguém sabe direito da história, tudo muito mal contado. Menos o assassinato, já que o corpo não deixa mentir. Supondo que seja verdade o fato, para o que não há nenhuma prova substancial, ainda assim o rapaz mereceria uma investigação, um julgamento e uma pena proporcional. Isso não é apenas a constituição de um país. É um princípio civilizatório. É o que nos distingue dos outros primatas do planeta. Se for para deixar isso de lado, melhor voltar para dentro da mata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;No segundo caso, acontecido em Cachoeiro, uma mulher tenta cortar o pênis do seu companheiro, acusado de assediar sua filha. Pelo que tenho lido nos jornais, não ficou comprovado conjunção carnal. E pelo que circula na mídia informal (ou seja, nos botecos da cidade), o motivo real era ciúme da arrancadora de pênis. Sem dúvida, com essa moda, dizer que ele tentou violentar a menor cairia bem para se safar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;O Estado poderia instituir, por meio de lei, cortar o pênis dos pedófilos ou apedreja-los em praça pública. Sem problemas. Cumpra-se. Mas apenas o Estado poderia fazê-lo ou autorizar, e depois de investigação, comprovação, julgamento e condenação. É certo que se dependesse de nosso judiciário, demoraria, mas, e aí é grave, a “civilização brasileira”, como gostaria Darcy Ribeiro, se encontra em um dilema: ou abandonamos a esperança de um país e viramos bichos selvagens, nos comparamos aos criminosos, traficantes e outros às vezes até admirados pelas “pessoas de bem” pelo seu “sistema judicial que funciona”, ou avançamos no sentido de criar instituições sérias, as quais possamos confiar nossa vingança e a da sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;Creio que os incentivadores do discurso inflamado da pedofilia deveriam ser responsabilizados pelo pênis do cachoeirense e pela vida do rapaz da Serra. Espero que, ao menos, reflitam sobre essa exploração eleitoral irresponsável que vem realizando, e que já começou a resultar em tragédias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 24.0pt;"&gt;Não sou a favor da pedofilia ou contra que se combata a exploração de menores. Pelo contrário. Só penso que da forma como vem sendo feito, como, aliás, já venho alertando faz muito tempo, vai nos levar de volta a barbárie, da qual lutamos milhares de anos para superar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4419653967073253044?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4419653967073253044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/pedofilia-anda-matando_29.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4419653967073253044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4419653967073253044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/pedofilia-anda-matando_29.html' title='Pedofilia anda matando...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1386290340555814592</id><published>2009-11-23T07:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T07:19:59.718-08:00</updated><title type='text'>Conselhos para uma boa vida, por Marco Aurélio, nem Imperador e nem Filósofo, especialista em sabedoria de botequim.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SwqlfKUQldI/AAAAAAAAALw/oMOa46s8idU/s1600/241427.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SwqlfKUQldI/AAAAAAAAALw/oMOa46s8idU/s320/241427.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-large; font-weight: bold;"&gt;A gente até se parece um pouco, não é verdade??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imperador Marco Aurélio - Governou Roma de 161 a 180 DC. Entrou para a história como o Imperador Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não é meu feitio dizer como as pessoas devem viver. Meu individualismo niilista e anarquista não me inspira muito a dar conselhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas, vai que eu morra hoje, vou apresentar alguns pequenos trechos meio que aforismáticos, deixando minha contribuição filosófica para a “boa vida”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É bom ressaltar que não me responsabilizo por interpretações errôneas ou falta de contextualização do que estiver escrito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Existem muitas formas de se expressar um desejo, um sentimento, uma idéia ou necessidades. E nós somos analfabetos na maioria delas. Arrogamos-nos de dominar uma língua castradora, cheia de preciosismos semânticos, e ignoramos a riqueza de tantas linguagens com as quais convivemos diariamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Se você, por alguma característica física, mental, econômica, psicológica ou cultural, não se enquadra no padrão de normalidade imposto pela elite que domina a sociedade na qual você vive, provavelmente será alvo ou de preconceito ou de pena. Dentre esses dois, prefira o preconceito. Um pré – conceito pode se tornar um conceito novo. Ter pena de outros é uma falha de caráter gravíssima de correção muito mais difícil que um conceito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Se você tem uma boa aparência, um carro novo, “boa família”, mesmo que esteja falida e viva só de aparências, provavelmente as portas e os portões irão se abrir para você. Se você tem disposição, inteligência, força de vontade e capacidade, não bata na porta. Arrombe de uma vez porque elas não se abrirão para você. O planeta agradece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;O mundo é cheio de anões que pensam ser gigantes. Andam por aí sem noção de seu verdadeiro tamanho, até que um gigante que pensa ser um anão, também sem consciência do seu tamanho, acaba lhe pisando. Mais importante do que ser anão ou gigante é ter consciência do próprio tamanho, para não pisar nos outros e nem ser pisado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Não se preocupe com as crueldades do mundo. Se preocupe com as bondades. Crueldades não escondem nada, mas bondades podem esconder crueldades para as quais não estamos preparados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A imbecilização da classe média é uma realidade histórica indiscutível. É claramente visível nos carros de som tunados, na vestimenta, seriados de TV, linguajar, etc. Os nossos colonizadores europeus, cujos descendentes são a maior parte da classe média, deixaram sua cultura na Europa, não assumindo a cultura local. Tornaram-se sacos vazios que se preenchem com a imbecilidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;O Brasil é um país de homens frustrados sexualmente. Querem comer todas as mulheres para evidenciar sua potencia. Normalmente não tem o poder que gostariam de ter e nem o reconhecimento que consideram apropriado para a sua masculinidade. Compensam isso com carros, caminhões, armas, esportes, política, e outros subterfúgios com dirigir como animais, brigar, colocar som alto, e essas coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Historicamente, os filhos dos coronéis viravam “dotôr”, depois de estudar direito ou medicina em uma universidade qualquer do Brasil ou da Europa. Os bacharéis em direito ainda vivem nesse tempo, achando que são descendentes dos coronéis, que ainda são “dotôr”, e que por isso tudo e todos devem se render aos seus pés, legalmente ou ilegalmente. Alguém precisa avisá-los que os tempos mudaram, e que no Brasil, doutor é quem defende uma tese acadêmica de doutorado, depois de, no mínimo, quatro anos de graduação e seis de pesquisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A opressão social na qual vivemos no Brasil estimula o fenômeno da síndrome do pequeno poder, ou como explicava Roberto da Matta, o “sabe com quem está falando?”. Existe, por parte de algumas pessoas, um prazer sádico em dizer não para pequenos detalhes, porque são os únicos sob os quais o indivíduo tem algum poder, já que é e se sente alijado das grandes coisas da humanidade e do país. Execrar o mais fraco porque é execrado pelo mais forte. Atrasar o que poderia adiantar para se tornar importante no processo. Atrapalhar para ser reconhecido. São estratégias desses pigmeus sociais que gostariam de ser gigantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;As pessoas verdadeiramente virtuosas não anunciam suas virtudes em pasquins diários de quinta categoria, jornalecos semanários com fotos de reuniões primitivas, grotescas e de péssimo estilo estético. Coluna social é o local certo para se achar anões que acham que são gigantes e para pesquisar a imbecilização da classe média.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Não dispute dinheiro, dispute poder. E poder, quem tem, não precisa anunciar. Basta exercê-lo quando necessário e na medida certa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A nossa pressa em ser “feliz” ou em realizar nossos sonhos nos leva a buscar pessoas “prontas”. A grande verdade é que as pessoas que acham que estão prontas, em geral, têm defeito de fabricação. Acreditar que existam pessoas prontas é uma ilusão grotesca. A incompletude faz parte da natureza humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Mais do que nunca faz sentido a frase do famoso guerrilheiro argentino: “Hay que endurecer, pero que perder la ternura, jamás”. Quem conhecer um pouco da história de Che poderá perceber que ele transitava seguramente entre a execução sumária de um traidor ou inimigo e a sensibilidade profunda para com seus discípulos dedicados e para com a dor da humanidade. Precisamos dessa virtude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Diferentemente de Nietzsche, não estou nem um pouco preocupado se as pessoas vão reconhecer a minha filosofia ou não. E muito menos com o futuro póstumo das minhas idéias. Isso é apenas um desabafo dos sofrimentos que vivo, expostos de uma forma pretensamente intelectual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pois é isso que sou. Um pretenso intelectual. Porque no fundo, eu sou só eu, só eu só, eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1386290340555814592?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1386290340555814592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/conselhos-para-uma-boa-vida-por-marco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1386290340555814592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1386290340555814592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/conselhos-para-uma-boa-vida-por-marco.html' title='Conselhos para uma boa vida, por Marco Aurélio, nem Imperador e nem Filósofo, especialista em sabedoria de botequim.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SwqlfKUQldI/AAAAAAAAALw/oMOa46s8idU/s72-c/241427.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-6122340999920381044</id><published>2009-11-10T06:50:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T06:50:29.238-08:00</updated><title type='text'>Sobre livros chatos...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Certa vez, quando era mais jovem, entrei em uma neura intelectual. Tinha de ler livros clássicos. Como eu era um pretenso intelectual em (de) formação, precisava ter no meu currículo clássicos da literatura nacional e universal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Claro que na escola alguém já havia me obrigado a ler "O Guarani" e uma ou outra coisa que equivalesse em chatice. Mas dessa vez era uma decisão minha. Ou lia ou perderia o respeito próprio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Comecei com uma tal de Helena. Depois me aventurei por Ubirajara. O Guarani já havia lido, reli. Li outros cujos nomes, felizmente, me esqueci. Era mais índio o Mato Grosso ou livro de Darcy Ribeiro. Então, segui pela literatura universal e quase morri de tédio com Madame Bovary. Agora seria respeitado pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;intelligentsia. &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para falar a verdade, essa fase da minha vida de leitor foi frustrante. Ao terminar esses livros, não me senti mais inteligente, nem mais culto, nem mais erudito e nem mais respeitado. Me senti um idiota e traidor. Não vou dizer que perdi meu tempo, mas digo que investi mal. Deveria ter continuado com as filosofias existencialistas, as biografias socialistas, as psicologias psicanalíticas. Ah sim, e o bom e velho Tio Patinhas, já escondido no meu armário devido a sua&amp;nbsp;superficialidade&amp;nbsp;infantil e compromissos ideológicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Cansei. Agora leio o que eu quero (ou o que preciso). E que se dane a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;intelligentsia.&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;Não suporto José de Alencar e quero distância de literatura brasileira, dessa aí mais classuda. Se puder, queimo o Guarani em ato público e declarado de heresia a cultura clássica burguesa brasileira. E não vou mais impor aos meus olhos textos que me desagradam apenas para enriquecer meu currículo de leitor e impressionar a quem quer que seja. Não sou intelectual, nem orgânico nem de plástico. Eu sou só eu, só, só eu, só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há uma neura geral entre as pessoas de quererem ler o que não gostam, conversar com quem não suportam, beber o que detestam, comer o que os enoja, ver o que arde os olhos, ouvirem o que soa mal, e assim se segue ao infinito. Tudo por conta de uma sociedade “politicamente correta” que impõe a hipocrisia antes de tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não resta dúvida que o mundo se baseia &lt;st1:personname productid="em representações. Mas" w:st="on"&gt;em  representações. Mas&lt;/st1:personname&gt; as peças já foram melhores. Os atores (sociais) andam sem convicção dos seus papéis. Confusos sobre como atuar. E a verossimilhança se vai. Mudam de papéis sem avisar o diretor. Nessa confusão, a dramaturgia da vida vira uma comédia sem graça (porra, que frase feita! Quase um slogan!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Concluindo, e sendo coerente, estou sem inspiração nenhuma. Escrevi esse texto horrível apenas para manter a rotina dos meus poucos leitores de visitarem meu blog semanalmente. Escrevi como se estivesse lendo alguns daqueles malfadados livros citados em parágrafos anteriores. E se você leu como se esse texto como se também fosse um daqueles livros, azar seu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sei bem o que é sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-6122340999920381044?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/6122340999920381044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/sobre-livros-chatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6122340999920381044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6122340999920381044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/sobre-livros-chatos.html' title='Sobre livros chatos...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-5653948050784934024</id><published>2009-11-04T03:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T03:19:34.553-08:00</updated><title type='text'>Boa viagem professor...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Outro dia fui visitar uns parentes na roça. Perto da casa da minha família vive a família do seu Tião. Fui visitá-lo, e entre umas xícaras de café forte, a conversa fluía.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Falava com seu Tião da minha personalidade meio solitária, afeito a solidão e a sozinhez. Bom de ficar só entre livros, música e a tela do computador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E já me dizia seu Tião que a solidão é coisa que o homem inventou, que Deus fez tudo aos pares: homem e mulher, macho e fêmea, alto e baixo, feio e bonito. Mesmo na Arca do Noé, os animais entravam &lt;st1:personname productid="em pares. Jesus" w:st="on"&gt;em pares.  Jesus&lt;/st1:personname&gt; tinha seis pares de discípulos, foi vendido por quinze pares de moedas de prata. E seguia seu Tião argumentando sobre as “paridades” da mente divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fui obrigado a argumentar: “ Mas seu Tião, Deus fez tudo em par mas ele mesmo se fez em três!” Me explicou seu Tião que o pai e o filho são um, somado com o Espírito Santo, acabam &lt;st1:personname productid="em dois. Além" w:st="on"&gt;em dois. Além&lt;/st1:personname&gt; do mais, não existe filho sem mãe, assim, somando o pai, o filho, a mãe e o Espírito Santo, nós temos uma trindade de quatro, ou seja, dois pares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Apresentei outro argumento. “Ora, Jesus ficou morto três dias!”. Novamente, seu Tião me explica que na verdade foram dois, porque no terceiro ele ressuscitou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Percebi que seu Tião teria argumentos para qualquer questionamento que eu fizesse. E realmente, sua fala tinha coerência. Claro que não tentei lhe explicar o código binário dos computadores, o que lhe traria ainda mais certeza de suas certezas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Saí da casa do seu Tião meio abatido. Em anos como professor universitário de antropologia &amp;nbsp;jamais consegui dar uma aula sobre o estruturalismo Levi-straussiano de forma tão clara como aquela que eu acabara de receber do seu Tião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E vi mais. Vi que uma das grandes virtudes do grande antropólogo franco-belga foi ter ouvido aqueles a quem a sociedade atual chamava de primitivos. Dando ouvido e voz aos índios e demais povos distantes do planeta no tempo e no espaço, o professor Levi-Strauss construiu uma das mais fascinantes teorias sobre o homem que se tem notícia, que influenciou todo o pensamento social do século XX e até hoje desafia e encanta pesquisadores e estudantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Boa viagem professor. Seu século de vida foi de grande valia para que a nossa insignificância nesse mundo se converta em significado para nós mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SvFh5LcvcPI/AAAAAAAAALo/jOOhKGVqiOk/s1600-h/0,,32576117-FMM,00.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SvFh5LcvcPI/AAAAAAAAALo/jOOhKGVqiOk/s200/0,,32576117-FMM,00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Claude Levi-Strauss - 1909 - 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-5653948050784934024?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/5653948050784934024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/boa-viagem-professor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5653948050784934024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/5653948050784934024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/11/boa-viagem-professor.html' title='Boa viagem professor...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SvFh5LcvcPI/AAAAAAAAALo/jOOhKGVqiOk/s72-c/0,,32576117-FMM,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8258682632295044374</id><published>2009-10-26T04:54:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T05:02:18.614-07:00</updated><title type='text'>Cazuza, o Carnaval e as ilusões da vida.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tenho andado com a cabeça cheia. Não exatamente do que talvez permeie o pensamento dos mais maliciosos, ou, pelo menos não que eu saiba, o que não me geraria incômodo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pode ser que esse seja o problema. Saber. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Essa história de Platão de sair da caverna, tirar os outros da caverna, essa outra do iluminismo de iluminar os outros, tirá-los das trevas escuras da religião e da feitiçaria. Sei não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tenho pensado no caminho inverso. Quem sabe tentar resolver as coisas na base da macumba, já que a racionalidade não tem servido para muita coisa. Já disse Lula certa vez que havia uma urucubaca no Brasil. Uma galinha preta bem feita para os santos da encruzilhada talvez resolvesse o problema. Na verdade, seriam muitas galinhas pretas. Se fizéssemos isso, os defensores dos direitos dos animais nos repreenderiam severamente, pois a vida das galinhas pretas, das tartarugas, e da bicharada toda é mais importante do que uma esperança, ainda que mínima de resolver problemas desse país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas para piorar, a impressão que se tem pelo que se “sabe”, é que o Brasil está melhorando, e sem macumba, pelo menos oficial. Fico imaginando se Pelé, Nuzman, Lula e companhia limitada não visitaram um feiticeiro poderoso antes do anúncio da sede das olimpíadas de 2016. Imagina quantas galinhas pretas!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;blockquote&gt;O excesso de informação confunde. É possível que seja essa a estratégia. Antes se sonegava a informação. Agora, a estratégia para obscurecer é sobrecarregar. Uma estratégia que atende bem aos tempos atuais, pois tem “cara” de democracia.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Têm muitas coisas que sei que gostaria de não saber. Vez por outra me deixo levar pelo excesso leviano de informações que a internet, a televisão e outros meios me trazem, e tiro conclusões apressadas e idiotas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse excesso de informação vêm ampliando o espaço do senso comum, dotando-o de uma arrogância prepotente, que faz os indivíduos acreditarem que por lerem notícias em cinco jornais, dez sites e ver globo news se tornam indivíduos que sabem de alguma coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O conceito de saber está meio confuso. Meu problema pessoal com o conhecimento é real, ainda que inócuo e irrelevante, já que conheço muito pouco. O que me acomete é a maldição dos olhos abertos, que impede o cidadão de se iludir com os “saberes” midiáticos, tornando-o um chato pessimista e implicante. Imagine, saem as notícias na internet, todos se emocionam, choram, ficam sabendo em tempo real e até acreditam. Enquanto o cidadão amaldiçoado vê aquela coisa toda e só consegue imaginar “quanta babaquice”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SuWMsRopgzI/AAAAAAAAALY/AJ0csqLJ2EQ/s1600-h/cazuza-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SuWMsRopgzI/AAAAAAAAALY/AJ0csqLJ2EQ/s320/cazuza-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Encerrando esse texto inútil, me lembro do saudoso Cazuza. Tinha uma perspicácia muito forte das coisas, de como as pessoas o usavam midiaticamente, da exploração da sua doença, da sociedade, dentre outras coisas (se visse o filme que fizeram sobre ele morria de novo!). Sempre acreditei que lhe faltava algum conhecimento sociológico, e que sua célebre afirmação &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;“Ideologia: eu quero uma para viver!”&lt;/b&gt; atrapalhava meus alunos a entenderem o conceito marxista de ideologia. Hoje eu vejo que Cazuza, talvez intuitivamente, sabia o que estava dizendo. Ele queria uma ilusão, algo para acreditar, que não fosse real, que mascarasse a realidade. Ele já estava cansado de realidade. O caso dele era ainda pior, pois tinha consciência clara da mais dura e concreta realidade que um ser humano pode ter, que é a própria morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SuWNJQJl8iI/AAAAAAAAALg/kcq4etOj6-k/s1600-h/1264264.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SuWNJQJl8iI/AAAAAAAAALg/kcq4etOj6-k/s200/1264264.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu também ando meio cansado de realidade. Mas fevereiro vem aí, para viver de ilusão durante quatro dias, oficialmente e de forma socialmente aceita (tem coisa melhor?). Depois de suportar a babaquice cristã do Natal que hoje em dia não ilude nem as criancinhas, eu mereço um momento de salvação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dingo bel, dingo bel, acabou a serpentina, a fantasia desbotou, mas o importante é que a cerveja não acabou!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Depois da quarta-feira tudo acaba. &amp;nbsp;A vida é assim. É a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8258682632295044374?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8258682632295044374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/cazuza-o-carnaval-e-as-ilusoes-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8258682632295044374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8258682632295044374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/cazuza-o-carnaval-e-as-ilusoes-da-vida.html' title='Cazuza, o Carnaval e as ilusões da vida.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SuWMsRopgzI/AAAAAAAAALY/AJ0csqLJ2EQ/s72-c/cazuza-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-6148784186286902031</id><published>2009-10-16T06:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T06:47:34.169-07:00</updated><title type='text'>O dia em que eu bati na porta do céu e do inferno e elas não se abriram...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Minha vida tem histórias excêntricas. Mas essa talvez seja a pior (ou a melhor) de todas. E nessa época é inevitável que eu me lembre desse fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Simplificando, na época eu e uns amigos tínhamos um conjunto musical, que tinha a ousadia de tentar fazer o que o Boca Livre fazia. Tínhamos aula de canto e eu, que nunca fui lá bom cantor de nada, fazia minha aula de canto extra separado. Até que a professora disse que eu tinha uns problemas na garganta que me atrapalhavam. Fui ao médico, realmente haviam algumas obstruções. Coisas simples de resolver com uma cirurgia &amp;nbsp;para corrigir desvio de septo e amígdala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Numa semana como essa de outubro, poucos dias depois do dia do professor, fui fazer a tal cirurgia simples. Como muitos sabem, durante a cirurgia tive uma parada cardíaca de cerca de 35 minutos. Para piorar, a notícia vazou antes da hora, e o tumulto foi generalizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Alguns amigos dizem que bati na porta do céu e não me deixaram entrar, porque eu iria atrapalhar a tranqüilidade do lugar, questionando as ordens divinas. Depois bati no inferno, e o diabo não queria polêmica lá dentro. Acabei ficando por aqui, para ver se eu canso de ser enjoado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Coincidências a parte, diz minha mãe que meu nascimento era previsto para o dia 18 de outubro. Parece que eu estava razoavelmente satisfeito na barriga dela, e só resolvi sair dia 04 de novembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Hoje estou por aí, nasci atrasado, morri antes da hora, fui devolvido pelo lado de lá. Alguns dizem que há um propósito divino nisso. Me parece que o único propósito divino é me agüentar menos tempo na eternidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A parte de toda ironia, acredito que fatos assim sejam importantes. Eles nos levam a pensar seriamente sobre o que é realmente importante na vida. Os amigos, os amores, a família. O que se vive é mais importante do que aquilo que se constrói. O que se leva é mais importante do que aquilo que se deixa na hora da partida. A vida é feita de encontros e despedidas, como já dizia Milton. Estamos sempre prontos para o encontro. Mas nunca preparados para as despedidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Lembro uma frase inesquecível do meu amigo Joao Nicolussi, em uma das memoráveis noites do nosso saudoso Café Filosófico: “não sei o que tem do lado de lá (eu não vi nada), mas sei que vou ser um defunto muito triste, porque eu amo a vida”. Faço minhas as palavras dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Amor a vida, mais do que amor a própria vida. Isso é que move o ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pensando melhor, não creio que Deus ou o Diabo tenham me rejeitado em seus reinos. Estou aqui porque eu quis viver mais do que aceitei morrer. E porque muitas pessoas queriam que eu vivesse. Estou aqui não por um propósito, mas por um sentimento. Amor a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;Em tempo: Sempre quando me lembro desse fato, me cabe agradecer ao meu amigo Anderson Raposo, que estava&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12px; font-weight: bold;"&gt;no hospital durante o episódio acompanhando o nascimento do seu primeiro filho, e deu muito apoio a minha família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=d-5JvACzGp8"&gt;Batendo a porta do céu....Bob Dylan....&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-6148784186286902031?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/6148784186286902031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/o-dia-em-que-eu-bati-na-porta-do-ceu-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6148784186286902031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/6148784186286902031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/o-dia-em-que-eu-bati-na-porta-do-ceu-e.html' title='O dia em que eu bati na porta do céu e do inferno e elas não se abriram...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8929637509056283287</id><published>2009-10-06T09:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T09:06:06.418-07:00</updated><title type='text'>Para mim é especial..os outros, são os outros, como as outras são as outras.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Drumond escreveu sobre fazer 90 anos, 70 anos, e outras idades bem avançadas. Afonso Romano escreveu sobre fazer 30 anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nos interessamos pelas datas redondas, que, na minha opinião são quadradas. O primeiro ano, depois os 15, 18, 25, 30, 35, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100, e depois sempre é motivo para comemorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas ninguém se lembra de comemorar o 13, 9, 27, 32, 44, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A atenção que damos as idades lembra um pouco a forma como tratamos as pessoas. Preferimos aquelas que achamos que resultam em uma conta exata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O ledo engano, é que não existe conta exata quando se trata de pessoas. E na verdade, nem quando se trata de idades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O dia 08/10/ 2009, uma pessoa especial faz 22 anos. Somando tudo, dá um número que eu não sei qual é. Para a humanidade, é uma idade qualquer, como 32, que vou fazer em 04/11/2009, também uma data sem relevância, a não ser pela proximidade com o dia dos mortos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sem datas comemorativas para comemorar idades comuns, de pessoas comuns e nada exatas, nos resta, pobres humanos que somos aquilo que de mais valor há na humanidade, o amor. Assim é a vida, onde os sinceros, e não os fortes, como já dizia parte do velho hino cristão que ouvia na minha infância, é que são sempre os grandes vitoriosos. Ainda que ninguém saiba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;À minha namorada Suéllen, que faz aniversário em 08/10/2009, uma data comum para muitos e especial para mim, minha admiração e carinho. E meu perdão pelas bobagens. Homenageio com um texto que escrevi nas noites de sua ausência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 20.0pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Existir e ser eu...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para não sentir seu cheiro, resolvi lavar as roupas de casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As roupas de cama e as sem cama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As que você usou, as que você tocou e as que nunca viu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tratei de lavar a roupa suja da minha alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Também fiz faxina na casa. Limpei cada canto onde&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;você passou e não passou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Troquei as coisas de lugar, mudei a cor da parede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para não ouvir sua voz, coloquei tampões de estopa nos ouvidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Assim, o som não se propaga, os martelos não batem e as lembranças não assombram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Revesti a casa de forro acústico, onde toda reverberação se encerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A ressonância não ressoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para não falar seu nome, costurei a minha boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Com cabos de aço, trançados em forma de cesta de palha de bananeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Anexei a língua ao céu da boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fechei a garganta por dentro, enforquei as cordas vocais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas de tudo, nada adiantou, pois seu cheiro não entra pelas minhas narinas, e sim sai por elas. Sua voz não entra pelos meus ouvidos. São ondas furiosas no mar dos meus fluídos cerebrais. Não é minha boca que grita seu nome, e sim todo meu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tirar seu cheiro de mim, sua voz de mim, e não gritar seu nome não são coisas as quais eu possa escolher. São coisas que me são. E se me são, só posso ser você, e sem você não existe ser eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;12/08/2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8929637509056283287?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8929637509056283287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/para-mim-e-especialos-outros-sao-os.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8929637509056283287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8929637509056283287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/10/para-mim-e-especialos-outros-sao-os.html' title='Para mim é especial..os outros, são os outros, como as outras são as outras.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8158652446465329642</id><published>2009-09-25T09:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T09:59:12.908-07:00</updated><title type='text'>Sobre DVD´s, vídeos e velhos conhecidos da política cachoeirense.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Democracia nunca foi o forte da experiência política brasileira. Oriunda de um sistema escravocrata, colonialista, a realidade do Estado sempre foi algo artificialmente imposto aos brasileiros. Um alienígena, com o qual convivemos, sem saber muito bem o que é ou para que serve.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A elite brasileira encontrou serventia no Estado. Ocupa os espaços e o usa abertamente para proteger suas atividades econômicas e manter os privilégios dos quais se acham dignos por não serem nem pretos e nem índios. No fundo, a própria elite não sabe exatamente o que seja ou para que sirva um Estado. Mas, a sua maneira, deu-lhe atribuições extras conforme seus próprios interesses.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sou cachoeirense, e, ainda que relativamente jovem, já vi muita coisa nessa cidade. Tenho convivido com a imprensa, com os meios políticos de vários lados, e presenciado situações cômicas, revoltantes, ridículas, e por aí. De bolsadas dentro do estúdio da Rádio Difusora a eventos no Palácio Anchieta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Trabalhei com Jathir Moreira, com Glauber Coelho, na época da Rádio Difusora. Trabalhei alguns anos com Ricardo Ferraço, na época da Agenda 21. Trabalhei um ano e sete meses na gestão de Valadão. Tenho bons amigos em todos os meios, em vários partidos. E, embora minha paixão desde pequeno pelo Pc do B e uma passagem estranha pelo PSDB, na época em que trabalhava na rádio Difusora (meus patrões eram desse partido – entenda-se), há quase dez anos sou filiado ao PT de Cachoeiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essa filiação foi algo de minha pura opção, sem nenhuma influência externa. E nunca escondi de ninguém minhas afinidades ideológicas. Dentro do partido, não sou de nenhuma tendência e minhas idéias costumam desagradar a todas elas. Liberais demais para umas, radicais demais para outras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Participei da primeira candidatura do Carlos a prefeito. Na época, ele trabalhava, se não me engano, no laboratório do Dr.Pierre. Estudamos, fizemos planos de governo, corremos atrás e conseguimos chegar &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em terceiro. Depois" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em terceiro. Depois&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; deputado e, agora prefeito. Não participei de todas efetivamente, como participei da primeira. Hoje estou no governo não tanto por questões políticas, e mais pela experiência profissional que acumulei nos últimos anos com estudo e trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Diante dos fatos que tenho presenciado, exclusivamente, em um jornal da cidade, creio que, depois de me identificar, possa apresentar minhas observações. Importante me apresentar, para que o julgamento de meus comentários seja justo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em primeiro lugar, os tais “vídeos” não dizem nada. Nem mesmo dão margem para nenhuma especulação como a que está sendo feita. Mas, ainda assim, cabem algumas questões:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O jornalista que gravou as “negociatas” sabia do      que estava acontecendo? Representava o Senador Magno Malta na campanha? Se      ele é assim tão ético, porque não interrompeu naquele momento? Porque não      saiu do recinto? Porque não se eximiu de participar do ato? Porque não      denunciou na hora? E, sendo assim, cúmplice e, aquele a quem representava,      também é cúmplice - Magno Malta. Se ele e seu partido discordam tanto do      que o tal representante do senador afirma com tanta certeza, creio que      seria ético da parte de todos os membros do partido do senador e do      vice-prefeito, renunciarem a seus cargos. Ou então, são cúmplices, ou      então, alguém está mentindo. Claro que o Senador não vai se manifestar      sobre isso. Está muito ocupado estuprando a sociedade com seu discurso      politiqueiro sobre pedofilia. Fica então, o tal jornalista, cúmplice da      suposta corrupção, que agora, se arrependeu e resolveu denunciar. O que      será que o levou a denunciar isso só agora?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="2" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É importante observar o histórico: Roberto      Bastos era aliado do tal jornalista, santo salvador da pátria. Eram do      mesmo partido. No início do governo Valadão, esse tal jornalista fez mil      denúncias e atormentou a vida do prefeito. No fim do governo, mesmo com      suspeitas graves e investidas da Polícia Federal, o tal jornalista      defendia abertamente Valadão. Como isso se deu? Porque foi assim? Existem      explicações?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="3" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Qual será a razão de tanta insistência nas denúncias?      Observando historicamente as capas do jornal que hoje acusa o prefeito,      perceberemos claramente que, depois de um período de graves denúncias, vem      um período de afagos e elogios ao mandatário municipal. O que será que      motiva essa mudança de postura? E porque será que esta mudança não está      acontecendo nesse episódio?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não dependo do PT para viver. Nunca dependi de político nenhum. Nunca recebi benefício nenhum de político. Nos anos que trabalhei com Ricardo Ferraço na Agenda 21, jamais pedi um favor que fosse para mim ou para quem quer que fosse. Nem&amp;nbsp; emprego para ninguém, nem&amp;nbsp; documento, nem&amp;nbsp; assinatura e nem nada. E desafio qualquer um a provar o contrário. Não sou santo, mas nunca aceitei ter rabo preso com ninguém. E os que conviveram e convivem comigo sabem como sou arrogantemente insuportável em relação a esse valor.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E, por isso falo com a consciência tranqüila. Conheço Carlos há mais de dez anos. Conheço os meus colegas de partido. E tenho observado na história recente de Cachoeiro quem são seus acusadores. Basta um breve olhar histórico nas capas de jornal para perceber seu “estilo” de atuação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As tais denúncias contra a campanha do PT foram rejeitadas em outras instâncias da justiça e a investigação atual foi aberta, não pelo mérito da denúncia, que não tem, mas, pela legitimidade do representante do partido derrotado ao solicitar investigação ao TRE. Tudo que se está fazendo nas capas do jornaleco, é tentativa de extorsão, de desestabilização do governo, mediante algum favorecimento ao “jornalista de Deus” por parte dos interessados na desestabilização dos planos do PT para as futuras eleições. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já passou da hora de a sociedade desmascarar esse bando de pilantras que usa o jornalismo e a religião para mascarar suas práticas imorais de extorsão e tentativa de usurpação do poder.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Carlos foi eleito, democraticamente, na terceira candidatura. Construiu um patrimônio político que se sustentou, principalmente, no cansaço do cachoeirense da mesmice e desse comportamento político arcaico e corrompido. Cresceu junto com o partido, se tornando prefeito quando o PT já era um dos mais importantes partidos do país, abrigando, inclusive, o Presidente da República, que tem a maior aprovação da população brasileira na história desse registro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sua chegada à prefeitura não tem nada de extraordinário ou surpreendente que justifique alguma desconfiança de manipulação eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não sabemos se terá total sucesso em implementar seus compromissos de campanha, pois assumiu a cidade com problemas seríssimos. Estamos trabalhando para que consiga.&amp;nbsp; Mas, quanto a sua integridade, com PT ou sem PT, com governo ou sem governo, EU E MUITAS PESSOAS NESSA CIDADE ASSINAMOS EMBAIXO.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, pergunto: quem assinará pelo caráter desses que denunciam o prefeito?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aguardo resposta.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8158652446465329642?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8158652446465329642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/sobre-dvds-videos-e-velhos-conhecidos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8158652446465329642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8158652446465329642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/sobre-dvds-videos-e-velhos-conhecidos.html' title='Sobre DVD´s, vídeos e velhos conhecidos da política cachoeirense.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-7848174871001071536</id><published>2009-09-14T05:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T06:00:06.027-07:00</updated><title type='text'>As contradições do amor que os poetas só complicam.</title><content type='html'>Outro dia fiz uns comentários sobre o poema de Vinícius de Moraes, “Para viver um grande amor”.&lt;br /&gt;De cômico a realista, revelava como a utopia do amor pode ser uma coisa ridícula. Mas, é possível que não acreditar na utopia é que seja realmente ridículo. E então, não sabemos se nos tornamos alcoólatras, poetas e apaixonados, ou seres racionais, que controlam suas escolhas emocionais com base em critérios de custo e benefício, mantendo firme o cabresto do coração.&lt;br /&gt;Segue uma análise de poema clássico de Luís de Camões sobre o amor. Que a ironia nos aponte um caminho, já que o discurso se perdeu no ar. Minhas libertinas interpretações seguem em vermelho.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O amor é fogo que arde sem se ver&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amor é fogo que arde sem se ver;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Considerando essa frase, acredito que Camões quis dizer que o amor é um raio laser ou raios ultravioleta do sol. Esse Camões era um vidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;É ferida que dói e não se sente;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Além de raio laser ou ultravioleta, o amor deve ser lepra. O doer aqui deve ser estético, dos pedaços caindo das feridas abertas. Mas a dor mesmo, não se sente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É um contentamento descontente;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Essa é fácil, o amor é um transtorno de personalidade bipolar boderline.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É dor que desatina sem doer;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Olha a lepra de novo....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É um não querer mais que bem querer;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;É o transtorno bipolar se manifestando de novo. A eterna dúvida de querer e mais querer, bem querer, querer de novo, mais uma vez querer, não querer e querer, assim, querendo não querer, quer querer, e eu não quero escrever mais nada nesse tópico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É solitário andar por entre a gente;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O amor é misantropo. Anda solitário por entre a gente. Ou ainda pode ser esquizofrênico, e não ver as pessoas que estão em volta. Talvez o amor seja a abstração não concreta da imaginação autopoiética da qual se auto co-produziu o Dr.House da televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É nunca contentar-se de contente;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Começo a achar que o amor seja realmente o House. Nesse tópico, nunca contentar-se de contente pode ser que o amor seja a depressão. (pelo amor de Deus, o amor é um caso psiquiátrico!!!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É cuidar que se ganha em se perder;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Esse tópico pelo menos não tem a ver com doença mental. É quando o Vasco perde para prejudicar o Flamengo. Essa foi uma metáfora futebolística a la Lula do Camões para definir uma das características redondinhas do amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É querer estar preso por vontade;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Nesse caso, é fato simples de entender. O amor é quando o bandido está com medo de morrer assassinado pelos outros bandidos, então se entrega para a polícia e pede para ir para a prisão de segurança máxima. Matei essa fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É servir a quem vence, o vencedor;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Semanticamente complicada. Quem vence o vencedor ou quem vence, o vencedor? Se viesse de outra língua poria a culpa na tradução caso eu errasse. Mas, como na cópia da internet veio com vírgula, que a vírgula nos aponte uma resposta sem ponto final. Sendo assim, creio eu que sempre sirvo o vencedor, porque os vencedores normalmente se tornam vencedores por meios cruéis. E para se manterem vencedores mantém o estilo cruel. Não servi-lo, pode nos tornar alvo da crueldade. Logo, o amor é um ditador filho da puta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É ter com quem nos mata lealdade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Não entendi esse verso, mas deve ser seqüência do anterior, o ditador filho da puta matando os sem lealdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas como causar pode seu favor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nos corações humanos amizade,&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Fudeu. Como um raio laser ou ultravioleta, um ditador filho da puta, uma personificação abstrata do House, a lepra, um conjunto mal fadado de doenças psiquiátricas, uma estratégia de marginal para não tomar tiro, uma sacanagem de vascaíno, pode causar amizade nos corações humanos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se tão contrário a si é o mesmo Amor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Finalizando. Por esse último verso entendo. O amor sou eu e todos nós.O amor é um ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Luís de Camões &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;(Com comentários de Marco Aurélio, nem imperador nem filósofo, mas, modéstia parte, um cachoeirense)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-7848174871001071536?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/7848174871001071536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/as-contradicoes-do-amor-que-os-poetas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7848174871001071536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7848174871001071536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/as-contradicoes-do-amor-que-os-poetas.html' title='As contradições do amor que os poetas só complicam.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-255774499037975247</id><published>2009-09-07T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T14:16:15.535-07:00</updated><title type='text'>A barbárie do trânsito....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SqV2VpahPiI/AAAAAAAAALQ/SPVauvTjy1g/s1600-h/acidentecarro1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SqV2VpahPiI/AAAAAAAAALQ/SPVauvTjy1g/s200/acidentecarro1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Correr de carro é legal. Chegamos mais rápido a vários lugares&amp;nbsp;diferentes ao mesmo tempo. Um pedaço para cada lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo que penso em escrever algo sobre o trânsito. O grande problema é quando percebo como eu mesmo me comporto diante das regras de trânsito, e me vejo preso a incoerências. Como a coerência absoluta não é algo que prezo, decidi, enfim, comentar esse tema. Coloco-me em análise, e vejo em mim o que percebo em todos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Algumas frases fazem parte de nosso imaginário como condutores de veículos nas ocasiões muito freqüentes nas quais desrespeitamos as regras de trânsito:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Meu carro é grande, ninguém vai querer enfrentá-lo”; “Meu carro é novo, ninguém vai querer bater nele. Se bater, tenho seguro”; “Meu carro é velho, não tenho nada a perder”; “Estou com pressa”; “Essa regra não tem fundamento, não tenho que cumpri-la”; “Ninguém está vendo, não haverão conseqüências”; “Cumprir a regra é coisa de otário”; “Todo mundo faz, vou fazer também”; “Não tem perigo, meu santo é forte”; “Se olhar direitinho não tem perigo”; “Esse horário não acontece nada”; “Não sou medroso”. São muitas e muitas frases presentes em nosso imaginário e invocadas como palavras mágicas para justificar a nossa não submissão às regras de trânsito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As regras de trânsito têm uma peculiaridade em relação a outros tipos de regras. Claro, como qualquer produção humana, prestigia uma classe mais forte, e atende a interesses financeiros. Mas tem como alvo produzir expectativas de comportamento padronizado para que haja coordenação nas ações dos diversos atores em pontos diferentes. Ou seja, o objetivo básico é tornar a ação dos motoristas previsível. Podendo prever a ação do outro motorista, oriento a minha pela regra, de forma que ele também possa prever como vou agir, e assim, as pessoas não colidam umas com as outras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ao transgredir as regras de trânsito, tudo vai a perder. Não há como adivinhar que o outro não vai parar no sinal, quando a expectativa padronizada é de que ele pare. Sem essa capacidade telepática desenvolvida, respeitar as normas de trânsito se torna algo essencial à sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sendo algo tão óbvio, tão racional, porque há tanta resistência em se submeter às normas? Em obedecê-las? Em respeitá-las minimamente?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma explicação é que o brasileiro não se dá muito bem com normas. Na verdade, a norma atinge algo caríssimo de nossa herança cultural, na qual aprendemos a basear nossas relações sociais pelos laços sociais próximos e não institucionais, distantes e impessoais. A regra de trânsito nos torna mais um. Ela nos torna indiferenciáveis. Por ela, nos perdemos na multidão. Perdemos nossa luz, e somos apenas mais um carro, mais um motorista. Com nossa autoestima baixa como sempre anda, precisamos de algo que nos torne diferentes, especiais. A transgressão é algo útil para isso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pense naquele jovem de classe média, que não é ninguém na escola, na empresa do pai é tratado como um incompetente privilegiado por ser filho do patrão. Não é nada em lugar nenhum. O carro é a chance de ele se vingar dessa sociedade hipócrita que não o aceita como é, e faz parte disso desafiar as regras de trânsito, desafiar a morte, se tornar temido pelos machos e desejado pelas fêmeas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Coloca equipamentos para diferenciar o carro e um som potente que usa em volume alto para chamar atenção. Porque no fundo, ele não é ninguém, senão um fracassado social. Esse é o único meio que vê para deixar de ser indivíduo e se tornar uma pessoa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Podemos dizer, também que há uma certa arrogância ou vitimização na forma de se lidar com as normas de trânsito. Pela primeira, acredita-se que por ocupar uma posição privilegiada na sociedade, as normas devem adaptar-se às nossas necessidades e urgências. Afinal, meu trabalho é muito mais importante do que essas regrinhas aí que inventaram. E além do mais, não acontece nada comigo porque eu sei como fazer as coisas sem gerar conseqüências. No segundo caso, é que sou tão fudido, ferrado, ando de carro velho, vivo trabalhando, sofro tanto, e ainda tenho que cumprir regras? E vê se com uma vida ferrada dessas, ainda vai acontecer alguma coisa para piorar? Acontece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu vejo que existe outra situação, ainda. A da ignorância cognitiva. Em alguns momentos, nos espantamos com a inocência de certas pessoas em situações de acidente. Parece mentira que aquele sujeito ignorou uma regra tão básica. Mas ele ignorou. Não por arrogância ou vitimização. Não para desafiar os poderes, a vida ou as leis. Simplesmente, ele vive em estado de alfa cultural. Tão distante da vida social urbana, mesmo estando nela, que não lhe ocorre que existe uma placa e que ela deva ser respeitada. Um dia ele estudou isso para tirar carteira (será?). Mas, isso é tão distante de sua rotina e do seu cotidiano, que ele simplesmente enxerga a placa mas não a vê. Sabe da regra mas não tem conhecimento dela.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aqui em Cachoeiro a situação está caótica. A malha urbana da cidade não ajuda. Algumas normas de condução são realmente estapafúrdias (trevo do IBC). Mas, pior do que qualquer coisa é o aumento da indiferença em relação às regras de trânsito. Não está longe o tempo em que vai se instalar a anarquia total, a guerra de todos contra todos. Espera-se qualquer coisa do outro condutor, e, para nos protegermos, nos preparamos para tudo de pior que pode acontecer. Durante a noite, os jovens da classe média, principalmente, cheios de seu vazio habitual e de algumas outras coisas, se tornam extremamente perigosos. Não têm sido poucos os relatos de acidentes nesse meio. O som alto e o carro “tunado” são o recado: EU SOU UM PERIGO. NÃO RESPEITO NORMAS. FAÇO O QUE EU QUERO. SOU UM SOCIOPATA E ME ORGULHO DISSO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os caminhoneiros são outro caso perigosíssimo. Montados em seus poderosos tanques, ninguém é párea para eles, e não é justo, aos seus olhos, compartilhar das mesmas regras que os veículos menores. Assim, seguem seja pelas estradas ou pelas vias urbanas de forma quase sempre agressiva, jogando suas máquinas em cima dos outros para que saiam da frente e dêem lugar ao rei da estrada e das ruas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O texto é longo. Mas o tema é complexo. A violência no Brasil não é culpa do tráfico de drogas. Vivemos uma falta total de civilidade. Os nossos valores humanos mais básicos, como ter consciência que aquele indivíduo na bicicleta atrapalhando o trânsito é um ser humano como eu desceram pelos ralos. No trânsito, não tem tráfico. É violência pura e simples.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando nos tornamos esses monstros? Quando abandonamos a humanidade que havia em nós? Somos originários de povos solidários e acolhedores, e, de repente, vemos nossa sociedade regredindo a estágios de profunda barbárie. E pior, sem motivos, pois não há disputas diretas envolvidas, seja de dinheiro, mercadorias, poder ou sexo. Apenas uma demonstração de poder vazia e perigosa, que nos torna pior do que qualquer gorila da selva africana, nossos parentes evolutivos próximos, que se envergonhariam de como nos comportamos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A humanidade nos foge atrás de um volante. Isso vai custar caro à nossa sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-255774499037975247?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/255774499037975247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/barbarie-do-transito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/255774499037975247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/255774499037975247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/09/barbarie-do-transito.html' title='A barbárie do trânsito....'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SqV2VpahPiI/AAAAAAAAALQ/SPVauvTjy1g/s72-c/acidentecarro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8825177996912076663</id><published>2009-08-30T11:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T11:34:16.956-07:00</updated><title type='text'>Vexames e cartas de amor...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SprFP6OksOI/AAAAAAAAALI/_oYvMqbT1So/s1600-h/24_MHG_freire.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SprFP6OksOI/AAAAAAAAALI/_oYvMqbT1So/s320/24_MHG_freire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ame e dê vexame, porque quem ama, dá vexame. Porque o amor é ridículo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 10px; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Roberto Freire&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia;"&gt;A idade chegando, eu, árduo defensor do sedentarismo, precisei ceder à necessidade de praticar um esporte. Dos muitos que não sei jogar, ou jogo muito mal, entendi que o tênis seria interessante. Só precisa de um parceiro, e de uma raquete, e de algumas bolinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De posse de minha raquete e indumentária adequada, segui para a quadra. Para as primeiras raquetadas, nada mal. Desde que não fosse diante de público tão seleto. Claro, tudo tem suas desvantagens. Praticantes e admiradores de tênis não tem aquele carinho e indolência dos “peladeiros”. Mas foram compreensíveis. Pude jogar com as crianças. Mas, o vexame, estava posto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um livro de Roberto Freire tem como título “Ame e dê vexame”. Trata de vários tipos de vexame vividos ou presenciados pelo autor, que defende uma vida totalmente entregue e sem submissão. Ninguém precisa seguir o saudoso anarquista ao pé da letra, mas uma coisa é certa: o que seria da vida sem alguns vexames para relembrar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O vexame incomoda mais quem mais o teme. Os que reprimem seus sentimentos, pensamentos, sacrificam seu ser em nome do atendimento das necessidades sociais, sejam elas de sobrevivência ou de preservação da “imagem”. Coisas do tipo homens não choram, não amam, sentimentos precisam ser dominados pela racionalidade, a empresa acima de tudo, a família acima de tudo, tudo em nome da coisa certa, etc. Quem muito diz frases dessa natureza, morre de medo de um vexame que negue totalmente suas afirmações rotineiras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas um dia ele chega. Em um descuido, uma pressão qualquer. Depois de uns goles a mais, a língua se solta e as atitudes já saem de controle. E pode ter certeza, a culpa não é do álcool. Depois vem a ressaca e o medo das conseqüências. Quem será que ficou sabendo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O vexame é coisa de nossa sociedade repressiva. Sem repressão, não haveria vexames. Quanto mais repressão, mais difícil lidar com o risco e o fato de um vexame. É fruto dessa sociedade chantagista, que condiciona nossa sobrevivência à submissão política, econômica, social e afetiva. Poderia até dizer, que ser livre é não temer o vexame. Mas, o fato, é que um vexame pode ter conseqüências sérias, já que esse mundo que vivemos tem extrema dificuldade de aceitar explosões repentinas de sinceridade e liberdade. Vai que isso se espalha e contamina a mais gente? Assim, os vexaminosos precisam ser punidos, estereopitados, desqualificados, marginalizados e excluídos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Posso dizer que havia um tempo em minha vida que eu não tinha muito medo dos vexames. Jovem, sem nada a perder, aprontei situações que poderiam estar até no livro do Roberto Freire. Atualmente, apesar de já contar com uma imagem social consolidada, razoavelmente conhecido na cidade onde moro, consegui manter um pouco de insegurança meu respeito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muitos ainda pensam que eu não tenho o juízo muito no lugar. Um rapaz inteligente, mas que não pode ocupar funções de muita visibilidade porque nunca se sabe quando vai ser a próxima crise de sinceridade, e perto de quem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essa é a verdade. Se para ser grande é preciso me privar de vez em quando deixar meu coração explodir, prefiro ser pequeno. Não quero fama, nem visibilidade. Estou mais preocupado em ser fiel a mim mesmo do que em ganhar eleições. Prefiro ser inteiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E aviso ao mundo e a cidade em geral, não se surpreendam com vexames meus. Se eles não saem no jornal porque não sou famoso e nem tenho nada para oferecer a algum jornalista que queira me extorquir, devem circular nas redes informais de comunicação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Isso, porque na verdade, vexames são como cartas de amor. Ridículos. E se não fossem ridículos, não seriam vexames. Mas, realmente ridículos, são aqueles que nunca deram um vexame.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8825177996912076663?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8825177996912076663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/vexames-e-cartas-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8825177996912076663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8825177996912076663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/vexames-e-cartas-de-amor.html' title='Vexames e cartas de amor...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SprFP6OksOI/AAAAAAAAALI/_oYvMqbT1So/s72-c/24_MHG_freire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3965551326523982631</id><published>2009-08-23T20:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T20:37:41.098-07:00</updated><title type='text'>Canções e pessoas são história...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SpIHRMC4C4I/AAAAAAAAAK4/owTfnsZzqLI/s1600-h/viaduto+frontin"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 168px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SpIHRMC4C4I/AAAAAAAAAK4/owTfnsZzqLI/s200/viaduto+frontin" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373365297278880642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Caia a tarde feito um viaduto, na tarde que caia um viaduto sobre a tarde.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Viaduto Paulo de Frontin - Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma tarde de sábado, em novembro de 1971. De repente, surpreendentemente, cai um viaduto sobre vários carros que transitavam por baixo dele. Vinte oito pessoas morreram, trinta feridos, carros esmagados, enfim, tragédia para se lembrar e se esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Essa tragédia, dias mais tarde, se torna “Caía, a tarde feito um viaduto, e um bêbado trajando luto, me lembrou Carlitos”, versos embalados em uma harmonia que inspirada em Smiles, de Charles Chapplin. Ouvi essa história entre um copo e outro, e um papo com os amigos de sempre. &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Fiquei pensando na genialidade de Aldir Blank, que fez a letra, na sensibilidade do João Bosco em musicá-la da forma como musicou.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Percebi que as músicas têm história como as pessoas. Algumas se tornam clássicos, a partir de despretensiosas crônicas do cotidiano inspiradas na tragédia que acontece na porta do prédio, no viaduto que desaba ao lado, na amiga encalhada, na imagem do cemitério que aparece na janela lateral do hotel. Outras, mesmo sendo inspiradas, permanecem desconhecidas até que algum intelectual alternativo a descubra e revele.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Outras são produzidas em laboratório, programadas e financiadas para fazerem sucesso. Nada dizem, sua história é ridícula e medíocre. Se resumem a pagar um compositor qualquer por uma musiquinha qualquer que toque bem na rádio e agrade aos ouvidos menos exigentes. Versos planejados, repetitivos, calculados segundo as emoções mais superficiais que um ser humano pode ter. Talvez, atender uma necessidade comercial, de uma abertura ou tema de novela ou um novo efeito, quando se tratam daquele barulho ensurdecedor feito de batidas estranhas que apenas provocam sensaçoes corporais e deteriorações mentais, muito tocadas em rádios e naqueles lugares cheio de luzes e nenhum conteúdo. &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; As pessoas são assim. Umas são a verdadeira crônica do cotidiano. Não se preocupam com o sucesso, e, se ele acontece, é até algo estranho de se lidar. Fazem sua história preocupando-se com o presente. Constroem seu presente enriquecendo-se com o passado. Se constroem no diálogo com o que há no mundo. Sofrem por coisas imbecis. Choram por filmes idiotas. Se interessam por coisas que ninguém se interessa. Mas não contam para ninguém. Porque isso é natural delas, e não uma estratégia para chamar a atenção. Não conseguem encenar para conquistar um rapaz ou uma garota. Simplesmente não sabem ser outra coisa. Se tentam, se tornam infelizes.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; São como uma canção que todos cantam sem saber que um viaduto caiu e matou 28 pessoas, ou que uma ditadura despachou as pessoas que lutavam por esse país, e, pelo visto, elas nunca mais voltaram.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Certas canções e pessoas não querem ser diferentes. Elas são.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Certas canções e certas pessoas, nascem do cotidiano, desse material que Rubem sempre disse ser a matéria prima ignorada pelos jornais, a vida.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Certas canções e certas pessoas não tem histórias, não tem história. Certas canções e certas pessoas são a história.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Tenho estado perto de pessoas assim. Tenho conhecido pessoas assim. E, sinceramente, é perto de pessoas que são história que eu quero estar. E ouvir canções que são história. Assim, sempre terei muitas histórias para contar.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal, o show tem que continuar....&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Smiles... &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b67uA_TZVVM&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=b67uA_TZVVM&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O bêbado e o equilibrista...&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VVLX4i5cNNU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VVLX4i5cNNU&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3965551326523982631?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3965551326523982631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/cancoes-e-pessoas-sao-historia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3965551326523982631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3965551326523982631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/cancoes-e-pessoas-sao-historia.html' title='Canções e pessoas são história...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SpIHRMC4C4I/AAAAAAAAAK4/owTfnsZzqLI/s72-c/viaduto+frontin' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-7154252930619548926</id><published>2009-08-20T18:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T18:57:28.231-07:00</updated><title type='text'>Queres ser profeta? Tome mais cachaça...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-yEkAX4I/AAAAAAAAAKw/x0XetHHhq4Q/s1600-h/nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 101px; height: 135px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-yEkAX4I/AAAAAAAAAKw/x0XetHHhq4Q/s200/nietzsche.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372230066694545282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-xnyD3-I/AAAAAAAAAKo/qDDQ0kp-rmQ/s1600-h/jesus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 85px; height: 129px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-xnyD3-I/AAAAAAAAAKo/qDDQ0kp-rmQ/s200/jesus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372230058968866786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-xORPhVI/AAAAAAAAAKg/wzWM04CPo-c/s1600-h/buda.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 88px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-xORPhVI/AAAAAAAAAKg/wzWM04CPo-c/s200/buda.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372230052120331602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Trio parada dura.....&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nietzsche, no caminho de ser um super-homem precisou passar pelo isolamento. No livro “Assim falou Zaratustra”, relata o caso do profeta-filósofo que intitula a obra, que só tinha como discípulo um cadáver. Haja nariz...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;Jesus passou pelo seu período de isolamento, no deserto, sendo tentado pelo diabo. Quarenta dias e noites sem comer nem beber, de acordo com o texto religioso. E sem fazer outras coisas que dizem que ele nunca fez. Depois, pessoas de todos os tipos, todos, repito, começaram a segui-lo até sua linda morte. Cruzes!!!&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;O famoso Buda Sidarta saiu do palácio de seus pais para buscar a iluminação. Peregrinou até sentar teimosamente por dias embaixo de uma árvore, ser tentado pelo demônio Mara. Enfim, depois de vencê-lo, se tornou o Iluminado. E abandonou o Nirvana para orientar os humanos.Viva Kurt Combain!!!&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De filósofos ateus a profetas e ícones da religiosidade humana, parece haver um tipo de arquétipo do isolamento como forma de se purificar e alcançar um patamar superior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E até hoje, nós, a quem Nietzsche provavelmente chamaria de Camelos, porque tentamos carregar essa merda de mundo nas costas, gostamos de justificar nossa incompetência em lidar com a realidade cruel seguindo para um pretenso isolamento santo. Arrogantemente, queremos alcançar algum tipo de iluminação maluca e ficar &lt;st1:personname productid="em alfa. Nem" st="on"&gt;em alfa. Nem&lt;/st1:personname&gt; sempre isso acaba bem, porque o sujeito chega à conclusão que alcançou um patamar superior e que agora deve conduzir as pessoas (a força se necessário) para o seu mesmo patamar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu não sou conselheiro, mas se você por acaso sofre dessa síndrome de deserto, gostaria de lhe dar algumas dicas da minha experiência pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Normalmente, o que nos faz querer o isolamento não é a crueldade do mundo, mas alguma frustração sexual ou de poder, ou seja, querer ser o que não se é na sociedade ou querer transar com quem não se deveria querer transar. Como isso é difícil de admitir, pois revelaria que não somos pessoas tão boas e santas e sábias quanto gostaríamos de parecer, é melhor colocar a culpa no mundo. Mas tudo bem, ele não vai reclamar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se de tudo não conseguir transar com quem quer transar ou não alcançar a posição social que deseja, e insistir em ir para o deserto, para evitar que no seu período de isolamento você perca o contato com a realidade e acabe se tornando mais um fanático perigoso para a sociedade, eu recomendo, pelo bem social e da história humana, que leve no alforje uma garrafa de Floresta. Se escolher enfrentar Mara debaixo de uma árvore, verifique antes a qualidade do material. Demônios normalmente aparecem sob a forma de bonitas mulheres (no caso de mulheres, bonitos homens). Então, aproveite, mas use camisinha. Nunca se sabe o que acontece no inferno até se chegar lá. Ah sim, leve camisinha para o deserto também. O diabo Hebreu é mais conservador, mas diabo é sempre diabo em qualquer cultura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se seu caso for mais filosófico, nietzschiano, a coisa se complica. Carregar defuntos é uma coisa desagradável, principalmente se o defunto estiver vivo. Se estiver morto, pode carregá-lo, só leve uma mascara para proteger seu nariz do cheiro, e, de tabela, da gripe suína. Se o defunto estiver vivo, eu sugiro matá-lo. Nada pior do que um morto que se recusa a morrer. Depois, a máscara. Mas leve também Floresta e camisinha. A Floresta eu sei por que, a camisinha não. Mas leve assim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; Seguindo esses conselhos, vai passar bem pelo seu deserto. E melhor, verá que se isolar é somente um remendo, um mal remendo, e que grandes nomes da história estavam equivocados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já disse Fernando Pessoa, ou algum dos que ele inventou para falar por ele e lhe fazer companhia... Queres ser grande? Sê inteiro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-7154252930619548926?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/7154252930619548926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/queres-ser-profeta-tome-mais-cachaca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7154252930619548926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7154252930619548926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/queres-ser-profeta-tome-mais-cachaca.html' title='Queres ser profeta? Tome mais cachaça...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/So3-yEkAX4I/AAAAAAAAAKw/x0XetHHhq4Q/s72-c/nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-2711230167854133562</id><published>2009-08-16T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T09:48:37.297-07:00</updated><title type='text'>Movidos pelo amor....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sog3rFV9MEI/AAAAAAAAAJk/FvW-WK43RXA/s1600-h/raz_o_e_cora_o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sog3rFV9MEI/AAAAAAAAAJk/FvW-WK43RXA/s200/raz_o_e_cora_o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370603768947486786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na minha época de faculdade, tínhamos um Café Filosófico. Nos reuníamos as quintas-feiras, depois da aula, para discutir filosofia. Sem rédeas acadêmicas. Um belo dia, um colega trouxe um novo autor para o debate. Humberto Maturana. Bom, mas ele não é filósofo. É biólogo. Em que nos interessava?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Basicamente, na parte que nos interessa, esse cara afirma, com base em pesquisas de muitos anos, que nossa tão propalada racionalidade é apenas um discurso, uma tentativa de justificar o que nossas emoções nos impõem. Por exemplo, eu quero aquela profissão porque gosto de dinheiro. Justifico que gostar de dinheiro é uma coisa boa por isso e por aquilo. Mas a minha decisão por aquela profissão não foi racional, foi emocional.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;A racionalidade veio depois. Nos apaixonamos, e criamos um discurso lógico racional poderoso e potente para tentar convencer aos outros que, na verdade, não é que estamos apaixonados, e sim que encontramos a pessoa certa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Perder o chão da racionalidade complica a vida de pessoas como eu. Depois de tantas desconstruções, o último refúgio que era o próprio instrumento da desconstrução, é desconstruído. Sem templos, sem paixões intensas, sem ideologias, e, agora, sem a própria razão que fez todas essas coisas perderem o sentido. Que será de seres como eu? Viraremos todos alcoólatras?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Minha experiência pessoal nesse sentido tem sido péssima. Me achando um ser racional, faço verdadeiras agressões criminosas contra minhas emoções. E depois pago caro por elas. Vivo ainda naquela maldita ideologia cristã, que depois foi absorvida pelo positivismo científico, de valorizar as coisas do espírito e mortificar as da alma. Pensamento verdadeiramente medieval.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Às vezes acho que sou o único idiota nesse mundo que ainda vive desse jeito. Em outros momentos, tenho certeza. Muito raramente parece que tem mais alguém no mundo que faz esse tipo de coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; O caso, é que nunca é tarde para mudar. Infelizmente, alguns frutos de nossos erros terão de ser colhidos. E estarão sempre lá na estante de casa para nos lembrar de nosso fracasso. Mas é bom que lembrem. Com a imagem deles, talvez possamos nos preocupar menos em fracassar, e mais em sermos mais felizes. Possamos reconhecer o papel das emoções em nós, e colocar a tão venerada racionalidade no seu devido lugar. A lata do lixo. Pois na verdade, como diz Maturana, o que nos move, em última instância, é sempre o amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-2711230167854133562?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/2711230167854133562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/movidos-pelo-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/2711230167854133562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/2711230167854133562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/movidos-pelo-amor.html' title='Movidos pelo amor....'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sog3rFV9MEI/AAAAAAAAAJk/FvW-WK43RXA/s72-c/raz_o_e_cora_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-87478482311847226</id><published>2009-08-09T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T15:48:21.478-07:00</updated><title type='text'>Sobre Sarney, Collor, Pantufas Azuis e outras coisas inametessíveis.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sn9PoxVHb5I/AAAAAAAAAJc/qVXdDB3B0VY/s1600-h/09082009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sn9PoxVHb5I/AAAAAAAAAJc/qVXdDB3B0VY/s200/09082009.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368096842704187282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sn9OJLi4-BI/AAAAAAAAAJU/ypS2IPq_tYY/s1600-h/09082009.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; font-weight: bold; font-family:Arial;"&gt;Elas estão meio sujinhas....muito usadas....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu ainda não sei por que me surpreendo com algumas coisas. Não deveria. Jesus um dia disse “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Parafraseando bem fora de contexto, vejo que o que realmente acontece é: “conhecereis a verdade, e a verdade vos atormentará”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; Conhecer a história do Brasil. Saber como foram as duas republiquetas brasilianas antes dessa, que já é a terceira. Saber como a elite se construiu nesse país, moendo carne de negros, índios, posteriormente imigrantes e nordestinos condenados pela aridez de sua terra. Não basta ter visto quando fui ao Pará como funcionam as coisas em certas “partes” do Brasil, ou mesmo olhar aqui, para os lados. Todos esses “conhecimentos”, ao invés de me libertarem de me aborrecer com o quadro atual, me atormentam ainda mais.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; Sociologizando, ou me esforçando muito para fazê-lo com um objeto que me afeta tanto (meu próprio país), acredito que um dos grandes problemas do Brasil se chama inadequação.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; Um modelo de estado que não respeita nossa cultura, gera sérios problemas de inadequação. Em outros lugares, o lugar onde se corrigiam essas inadequações entre o que se impunha sobre culturas dominadas era a escola. Mas aqui, até nisso a classe dominante é incompetente, pois essa também é inadequada, não sei se por resistência ou por incapacidade. Acho que pela última.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;Um país onde um senador mata um outro dentro do plenário (ainda errou o tiro e acertou o cara errado), e nada acontece. O indivíduo ainda se aposenta no cargo e por pouco ainda não vê o filho se eleger presidente da república, para depois ser cassado, e para depois ser senador. A lei existe mas não é adequada. É melhor retornar às leis tribais. Seria um estado mais adequado à nossa realidade e menos impune.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A inadequação é uma coisa séria. É ela, por exemplo, que explica o que meus amigos de Bar, inimigos do Sarney e da República, não entendem, acerca de meus hábitos caseiros de proteger os pés.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A história, afinal, é que certa vez fui morar em um apartamento. Algo inadequado para mim, que piso com passo de peão. Para evitar o despejo inevitável pelas queixas dos moradores do andar de baixo, providenciei um par de pantufas azuis para andar em casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, a pantufa é uma coisa que soluciona bem o problema da inadequação. Ela é bem aberta, confortável, quentinha, e se adapta bem aos meus pés sempre feridos pela minha onicofagia neurótico-psicótica-autodestrutiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minhas pantufas me fazem lembrar uma música do Cláudio Nucci e do Paulinho Tapajós muito famosa, chamada Sapato Velho. Um belo dia, o Nucci fez um show em Cachoeiro, e, depois do show, topei com ele em um bar da cidade. Estava acompanhado por aquela que sempre achei que fosse o sapato velho da minha vida (Não cheguei a experimentar o sapato, mas com certeza, mesmo velho ia apertar.). Fiz a bobagem de perguntar o significado da música para ele (sempre fazemos essa burrada diante de um compositor de uma música que gostamos muito). Resposta? Era apenas uma gozação com uma amiga, de nome Aracy não sei lá das quantas (ela era encalhada).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, não sei se Sapatos Velhos cumprem realmente o que a música promete. Mas minhas pantufas se adaptam bem aos meus pés. Talvez o problema do Brasil seja que o Sarney não usa pantufas, e o povo só calça sapatos velhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer forma, usar pantufas, azuis (escrito “Prince”) ser governado pelo Lula, ter o senado presidido pelo Sarney, ter tido Collor de presidente, esse texto e tantas coisas mais, são, como diria meu grande amigo Manoel Fernandes, coisas INAMETESSÍVEIS.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Obs. Dedico esse texto à Confraria do Dalto Rizzo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-87478482311847226?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/87478482311847226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/sobre-sarney-collor-pantufas-azuis-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/87478482311847226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/87478482311847226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/sobre-sarney-collor-pantufas-azuis-e.html' title='Sobre Sarney, Collor, Pantufas Azuis e outras coisas inametessíveis.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sn9PoxVHb5I/AAAAAAAAAJc/qVXdDB3B0VY/s72-c/09082009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3059321331104844102</id><published>2009-08-02T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T13:08:45.513-07:00</updated><title type='text'>Quando as máquinas param, revelam as verdades...que estamos fudidos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SnXvHXbLafI/AAAAAAAAAJM/oYQMkjTsnzM/s1600-h/Nicolussim%C3%B3vel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SnXvHXbLafI/AAAAAAAAAJM/oYQMkjTsnzM/s320/Nicolussim%C3%B3vel.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365457440907946482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mortim...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;Hoje de manhã o Nicolussimóvel me deixou na mão. Tinha um almoço comunitário no interior. Êta festa boa!! E, depois de meu nobre automóvel nunca ter dado nenhum problema, resolveu, hoje, me aprontar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Algumas pessoas rapidamente irão encontrar explicações espiritualistas para tal fato. Talvez Nicolussimóvel estivesse prevendo nossa desgraça nas curvas da estrada de Marapé. E imaginou que nós dois merecíamos fim de vida mais nobre. Resolveu parar (meu carro é vidente).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;O fato, é que quando as coisas são velhas, o acúmulo de sujeira nas mangueiras um dia acaba entupindo as artérias (Waguim que o diga). E o Nicolussimóvel não é nenhum carro zero, embora seja eficiente e nunca tenha me deixado na mão, até hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;O tempo não perdoa. Nem carros nem pessoas. E um dia, quando achamos que está tudo bem, ele cobra a fatura. Se existe o homem da foice ou o duendizinho vermelho de chifres que faz pactos sinistros, ele se chama tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Vejo que meu tempo está passando. Outro dia fazia as contas. Nicolussimóvel só estará quitado quando eu estiver beirando os quarenta anos. Algumas coisas pode se apreender dessa informação. Que fiz um financiamento gigante e cheio de juros, e que estou, endividadamente, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;ficando velho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Como de praxe a um Cientista Social, procuro perceber as tendências para minha vida futura. Pelas variáveis atuais, provavelmente, serei um coroa chato, misantropo, solitário, pobre e de difícil convivência. Eu e meu velho santanão. Talvez um cachorro mudo para fazer companhia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Considerando essa conclusão, talvez haja tempo de salvar minha alma mortal (já que a imortal é uma incógnita, deixa essa em segundo plano). Por outro lado, nem sempre é possível reverter certos quadros. Então, nos preparamos para o fato dado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Enfrentar as verdades da vida é meio doloroso. Mas necessário. Estou enfrentando minhas verdades. E me preparando para conviver com os fatos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Naturalmente, hoje estou melancolicamente influenciado pela falha mecânica de meu companheiro, que me fez perder a oportunidade de rever as beldades daquela comunidade interiorana onde estive ontem, e quem sabe lá reverter às tendências sombrias acerca da minha velhice.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Mas o fato, é que Nicolussimóvel, na sua qualidade de vidente, só fez lembrar-me da verdade que todos nós tentamos sempre ignorar: milagres não acontecem. O que acontece são desgraças, e o que chamamos de milagres são justamente as falhas das desgraças em nos atingir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Mas nem tudo é tragédia. Se não existem milagres, existe o trabalho duro, o esforço, o estudo, o auto-conhecimento, o empenho pessoal, coisas que, se continuarmos milagrosamente escapando das desgraças de todo dia, poderão contribuir para que eu seja um coroa cheio de amigos, feliz, menos pobre, realizado profissionalmente e quem sabe acompanhado por uma bela e definitiva cara metade. Pelo menos até que o Diabo do Tempo resolva acabar com a brincadeira, entupindo alguma artéria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;Obs. O nome do meu automóvel, um Santana 96, foi uma sugestão da Nevellyna, como forma de homenagear meu grande amigo João Nicolussi, que anda em um carro muito parecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3059321331104844102?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3059321331104844102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/quando-as-maquinas-param-revelam-as.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3059321331104844102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3059321331104844102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/08/quando-as-maquinas-param-revelam-as.html' title='Quando as máquinas param, revelam as verdades...que estamos fudidos.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SnXvHXbLafI/AAAAAAAAAJM/oYQMkjTsnzM/s72-c/Nicolussim%C3%B3vel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-7998658976279431615</id><published>2009-07-26T19:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T19:31:01.848-07:00</updated><title type='text'>Resumo da semana....daquelas comuns e rotineiras....</title><content type='html'>&lt;div&gt;Passo a relatar um resumo de mais uma semana na vida de mais um sujeito ferrado, fudido e sem dinheiro, residente em um paisinho desse mundo cão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um desses dias, dessa semana, depois de umas e outras, fui parar num daqueles lugares que pessoas de bem não devem ir (mas vão). Chegando lá, há de se dizer que não me utilizei de certos serviços do local, a não ser da cerveja e do bom papo das funcionárias. Confesso que fiquei sensibilizado com a situação social das funcionárias, e me senti um idiota sentimentalista. Mas ainda pior foi meu companheiro, que jamais direi o nome, que ficou fazendo terapia sentimental com a gerente do local. Fim de noite...fim de carreira....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sm0P7U1Z_6I/AAAAAAAAAI0/0wa1Ta3fT-c/s1600-h/25072009(003).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sm0P7U1Z_6I/AAAAAAAAAI0/0wa1Ta3fT-c/s320/25072009(003).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362960243147538338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;No sábado, fui visitar um Centro de Candomblé (purificar dos carregos da semana, inclusive esse último relatado). Foi a primeira vez que vi uma saída de santo. Já havia visto outros rituais, mas nenhum tão completo. Realmente é difícil entender como uma coisa tão bonita pode ser tão discriminada. Mas é. O que é mais interessante, das músicas em Iorubá (que não entendo nada), do tambor, dos cantos, dos santos, de toda a complexidade do ritual, é que pessoas simples, de classes sociais desprivilegiadas, conduzem com maestria e elegância um ritual complexo o suficiente para deixar qualquer doutorzinho no chinelo. Além de toda a fé que aquelas pessoas devotam aos seus santos, a reverência, e sendo pessoas sinceras, humanas, que não negam sua incompletude e imperfeição. Se fosse útil dizer, diria que o cristianismo tem muito a aprender com outras religiões. Mas é inútil, o sentimento de verdade absoluta nutrido pelos cristãos imperialistas é forte demais para que eles prestem atenção no que os outros tem a dizer. É mais fácil dizer que eles são do diabo, já que não se pode mais matá-los ou prendê-los.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, encerrei a semana vendo o filme “ A mulher invisível”. Nada muito inspirador. O cara, depois de se separar da esposa (nada a ver com  meu caso, diga-se de passagem), fica esquizofrênico, transando, saindo e passeando com uma mulher imaginária (e que mulher!!!). Às vezes preferiria ser esquizofrênico. Meu cérebro tem mais bom gosto do que juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que comece mais uma semana....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-7998658976279431615?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/7998658976279431615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/resumo-da-semanadaquelas-comuns-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7998658976279431615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7998658976279431615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/resumo-da-semanadaquelas-comuns-e.html' title='Resumo da semana....daquelas comuns e rotineiras....'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sm0P7U1Z_6I/AAAAAAAAAI0/0wa1Ta3fT-c/s72-c/25072009(003).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1460155975647035335</id><published>2009-07-20T08:22:00.001-07:00</published><updated>2009-07-21T19:58:25.030-07:00</updated><title type='text'>O cotidiano...e a falta de papel higiênico.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Existem poucas coisas tão desagradáveis como se esquecer de comprar papel higiênico. Raramente me alimento em casa, e quando acontece, minha comida vem da vizinha, que contratei para esse serviço alimentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; Logo, também não faço compras. A não ser as bobagens, do tipo lasaha (de microondas), pizza (de microondas), fandangos, salaminho, cerveja, e essas coisas. E, lógico, com minha boa memória, sempre faltam algumas coisas. As vezes descubro que acabou a pasta de dente, na hora de escovar os dentes. O sabonete. Mas de todos os esquecimentos, o mais desagradável é o do papel higiênico. Outro dia, depois de aborrecido, fiz um estoque razoável. Isso faz muitos meses. E, na minha tranqüilidade, não percebi que o estoque acabou, e novamente faltou. Diante da falta, substitui-se seu uso por um banho. Mas, o bendito faz falta, porque nem sempre o tempo permite um bom banho para limpar as partes não tão aprazíveis do corpo humano. Para alguns servem para outras coisas, fato que eu respeito, sem ter nenhuma atração por ele.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; O pior é que você passa em frente ao supermercado e se esquece novamente. Vai à casa da sua mãe, e esquece-se de furtar um rolinho que seja. E vai seguindo a vida, tendo que tomar banho depois daquele ato reflexivo porque se esqueceu do bendito e miseravelmente barato rolo de papel higiênico.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; O esquecimento de coisas simples e baratas e, aparentemente desprezíveis, pode nos levar a dispor de mais tempo para andar limpo. Ou então, se conformar em andar sujo. Viver de detalhes pode se tornar obsessão. Mas ignorar os detalhes é uma forma de desprezar a si mesmo. Uma forma de desleixo e irresponsabilidade para com a vida. Sem atenção nos detalhes, não teríamos Mozart, Bethovem, Einsten e tantos outros grandes gênios da humanidade. Sem atenção nos detalhes, não compreenderíamos as contradições da sociedade, e viveríamos sempre sob o julgo das ideologias massacrantes, mas com discurso efusivo e pretensamente convincente. Estaríamos até hoje sob o julgo impiedoso dos ignorantes, mas bons de retórica.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; A grande liberdade do ser humano não é estar livre das contradições. Mas compreendê-las. Não é estar livre das determinações sociais, mas saber quais atuam sobre si mesmo. E isso só é possível com atenção aos detalhes. Por que são os detalhes que os grandes “mensageiros” das mídias, das religiões, da própria ciência, da (des) educação querem esconder. Posso aceitar o errado por força das circunstâncias e da necessidade de sobrevivência. Mas não ignorar o erro vai contra minha consciência.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; Se eu sou detalhista? Nem tanto, esqueço sempre de comprar papel higiênico. Mas pago o preço de andar limpo, tomando banho depois. Outros que não se preocupam com detalhes, nem compram papel higiênico e nem tomam banho. Andam sujos pelas fezes da ignorância.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; Se isso me faz sofrer? Na verdade, gostaria de estar mais atento ao estoque de papel higiênico. Pois a falta dele me faz perder algo importante na minha vida....&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; O tempo.......&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1460155975647035335?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1460155975647035335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/o-cotidianoe-falta-de-papel-higienico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1460155975647035335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1460155975647035335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/o-cotidianoe-falta-de-papel-higienico.html' title='O cotidiano...e a falta de papel higiênico.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-1301901146903609892</id><published>2009-07-15T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T20:16:06.895-07:00</updated><title type='text'>Conflitos...e eu...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sl6bSdPpJBI/AAAAAAAAAIk/pfqPxKpC5YM/s1600-h/Gorilla+485077.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sl6bSdPpJBI/AAAAAAAAAIk/pfqPxKpC5YM/s320/Gorilla+485077.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358891348007658514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mais civilizado do que nós...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Particularmente, eu não gosto de conflitos. Quando era novo, se estava interessado em uma garota, e sabia de outro cara com o mesmo objetivo, me retirava da disputa. Gostava de jogar jogos pouco competitivos e de preferência daqueles que não se conta ponto. Algo do tipo frescobol. Sempre reclamaram de mim por isso. Eu não via muito sentido &lt;st1:personname productid="em ganhar. Em" st="on"&gt;em ganhar. Em&lt;/st1:personname&gt; perder, menos ainda. No futebol, saía realizado em acertar um golzinho ou com uma boa atuação (para os meus critérios). Não importava se havia perdido de goleada. Aliás, pela minha lembrança, um dos dias que mais me diverti em um jogo de futebol foi quando meu time perdeu por mais de vinte gols de diferença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Isso me rendeu várias reclamações, acusações e queixas durante a vida. Principalmente do pessoal que jogava no mesmo time que eu. Meus amigos me chamavam de covarde, fraco, medroso, etc, e etc. Bom, nunca me importei muito. Minha vaidade sempre esteve em outros campos, sem muita disputa. Afinal, não tem muita gente que disputa em livros e filosofia.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; A vida segue. Depois de uma vida longe das disputas, fui jogado no mundo. Tive de enfrentar juiz, advogados, pessoas querendo me prejudicar, competições doentias, disputas. E sempre pressionado por aquela mentalidade que a sociedade nos impõe, de que temos que ganhar, temos que mostrar força, não podemos nos mostrar fracos diante dos aliados e dos inimigos. Precisamos ganhar para sobreviver, para ter um bom emprego, para ter autoridade, para defender nosso espaço. Já sabemos dessa ladainha.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Talvez meu excesso de indisposição para com o conflito tenha sido um erro. Mas, entrar na neura de viver em constante guerra contra tudo e contra todos vai contra minha concepção de humanidade. E não vou fazer isso. E para falar a verdade, quando abandono minhas concepções é que a vaca vai para o brejo. E fica difícil desatolar.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; No fundo, eu não posso perder. E nem ganhar. Porque não entro no jogo. Não ganho, mas também não perco. E acredito que no final, as coisas se resolvem melhor. Se ninguém ganha e ninguém perde, o ciclo da revanche não se constitui. Isso não vai funcionar sempre e nem para sempre. Mas, na maioria das vezes, é o que funciona. Afinal, já saímos da selva há muito tempo para ficar disputando fêmeas, machos e coletas trombando o peito uns nos outros como fazem os chipanzés e os gorilas.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Encerro parafraseando José Martí:&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; É um criminoso aquele que faz uma guerra desnecessária. Mas também o é aquele que deixa de fazer uma necessária.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que tenhamos bom senso para saber quais guerras são realmente necessárias. A minoria delas, com certeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-1301901146903609892?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/1301901146903609892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/conflitose-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1301901146903609892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/1301901146903609892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/07/conflitose-eu.html' title='Conflitos...e eu...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sl6bSdPpJBI/AAAAAAAAAIk/pfqPxKpC5YM/s72-c/Gorilla+485077.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-8202608531337325201</id><published>2009-06-30T06:07:00.001-07:00</published><updated>2009-06-30T06:12:05.870-07:00</updated><title type='text'>Relatos pessoais da Festa de Cachoeiro 2009.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;i&gt;Sonho parece verdade, quando a gente esquece de acordar &lt;/i&gt;(Fernando Aniteli)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Eu me esqueço todos os dias. Detesto acordar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Um dia de junho de 1989 minha vida mudava radicalmente. Nascido em Cachoeiro, vinha aqui com freqüência devido aos laços familiares. Mas, passei minha infância em outra cidade, dos dois aos onze anos. E nesse junho de 2009, nunca mais veria meus amigos de infância. Sem chance de me despedir da escola ou das pessoas, voltei meio cabisbaixo para Cachoeiro. Ainda que fosse um desejo morar aqui, a forma como cheguei foi meio desalentadora para um garoto de onze anos com toda sua vida estabelecida em outro local. Alguns dias depois de me mudar, veio à festa de Cachoeiro. A primeira festa dessa nova fase não foi lá das melhores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; De lá para cá muitas coisas mudaram. Realmente, nunca mais revi meus amigos de infância. Mas os novos que fiz por aqui, já me acompanham a quase vinte anos. E iniciei uma trajetória nessa cidade.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; A festa desse ano teve um sabor especial para mim. Além de todo conteúdo político da primeira festa de uma nova fase nessa cidade, e que fez jus a esse início de mudança mentalidade cultural, social e política, eu pude vivenciar o ser cachoeirense com muita profundidade.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; Conheci pessoas que só conhecia pelos jornais ou pelas histórias. Ouvi histórias e mais histórias. Fiz uma experiência de imersão em cultura e história cachoeirense de sexta até segunda.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; A bem da verdade, quando surgiu o assunto de indicar &lt;st1:personname st="on"&gt;Michel&lt;/st1:personname&gt; Misse para Cachoeirense Ausente, só conhecia um grande intelectual que representaria bem a cidade e nos representaria enquanto uma mentalidade que busca políticas sérias para a cidade, e lhe tem muito amor. Não imaginava como isso repercutiria positivamente, pois não tinha ainda noção da pessoa que ele é. Assim, com sua forma simples de agir, &lt;st1:personname st="on"&gt;Michel&lt;/st1:personname&gt; deu o tom da festa.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; Não tivemos aqui grandes shows. Ainda bem. Mas tivemos aqui, como disse o professor David Lóes, um show de cidadania cachoeirense. E é isso que precisamos. Cidadania, apego ao chão, conhecimento de nossa história e de nossa realidade. Só sabendo quem somos, poderemos ser o que nós queremos ser.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; A festa terminou ontem (hoje de madrugada). E diante do fim da festa, vejo duas perspectivas: A de Vinícius, do tipo “...e tudo se acabar na quarta feira”. Mas, aqui em Cachoeiro, pudemos conhecer outra perspectiva, com a trupe de O Teatro Mágico, em um dos mais lindos shows de arte e música que já passaram por essa cidade: “sonho parece verdade, quando gente esquece de acordar”.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; E assim, ainda com O Teatro Mágico, digo, meus queridos amigos de todas as festas, “...só enquanto eu respirar, eu vou lembrar de vocês”.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-8202608531337325201?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/8202608531337325201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/relatos-pessoais-da-festa-de-cachoeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8202608531337325201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/8202608531337325201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/relatos-pessoais-da-festa-de-cachoeiro.html' title='Relatos pessoais da Festa de Cachoeiro 2009.'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3509429786224989335</id><published>2009-06-19T07:01:00.002-07:00</published><updated>2009-06-19T07:03:46.690-07:00</updated><title type='text'>A Besta do Apocalipse no judiciário brasileiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SjuahqomBXI/AAAAAAAAAIc/6NwhwP6kZU8/s1600-h/justi_a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SjuahqomBXI/AAAAAAAAAIc/6NwhwP6kZU8/s320/justi_a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349038885603509618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;A justiça é cega coisa nenhum. Ela é muito esperta, isso sim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;Peço licença aos meus alunos do curso de direito, na crença de que eles (pelo menos a maioria) muito me honrarão nas cadeiras que hão de ocupar nas esferas jurídicas desse país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Contaminados pelo bacharelismo histórico no qual os filhos dos senhores de engenho iam para Coimbra estudar Direito, e voltavam para serem chamados de “Doutor”, numa lógica sociológica muito próxima da que transformou fazendeiros sem formação militar em coronéis, criou-se isso que está aí, o sistema judiciário brasileiro.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Feito sob encomenda para ser ocupado por membros da elite economicamente em decadência e moralmente natimorta, o sistema judiciário incumbiu-se de se atribuir enormes salários e instrumentos infinitos de recursos para se safarem dos crimes &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que já sabiam de antemão que iriam cometer. Na verdade, crimes esses oriundos da necessidade de satisfazer uma ânsia de modernidade, onde haveria a necessidade de uma lei justa, igualitária e equilibrada, pautada nos valores da impessoalidade e outros, totalmente estranhos à elite patrimonialista, cunhadista e patriarcalista brasileira. Conciliam-se dois mundos inconciliáveis para se criar um país com um sistema jurídico que é uma aberração capitalista e uma deformação colonialista.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Confundidos, assim com a classe política, entre o que é público e o que é privado, com noções confusas sobre o que é o Estado Moderno e o que é uma República, embora conceitualmente pensem que entendem, os membros do judiciário ficam por aí, com suas operações fraudulentas, reveladas de quando em vez nas operações da polícia federal,e nas suas decisões descabidas, desconectadas do mundo. Comportam-se como se estivessem acima do bem e do mal, como se fossem a origem das leis, e não os deformadores delas.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; A última que me chama a atenção é do senhor (porque doutor jamais) Gilmar Mendes. Esse aloprado e desequilibrado social (um verdadeiro sociopata) vem surpreendendo o país com decisões cada vez mais estapafúrdias. A mais recente, prescindir do diploma de jornalista para se exercer a função de jornalista.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Essa decisão vai na contra mão do capitalismo. Nos tempos da racionalidade dos procedimentos, da técnica e da eficiência, colocamos enormes responsabilidades nas mãos de mal formados deformados. Não se trata da supremacia da ciência sobre o cotidiano. Mas se trata da alfabetização básica para se exercer certas funções importantes na pauta social.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; O jornalismo é dessas funções. Hoje, um jornalista mal (de) formado é um grande risco social. A imprensa se tornou uma empresa e a notícia um produto. Porém, não há nenhum controle social sobre esse “negócio”. Abdicar do diploma para jornalistas é assinar um cheque em branco para os empresários corruptos do setor seguirem fazendo uso da notícia como instrumento de chantagem e extorsão, como tanto vem acontecendo nos últimos tempos. Cachoeiro é um grande exemplo disso.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Em tempos atrás, ainda vá lá. Não haviam faculdades em bom número. Mas hoje, com a complexidade da comunicação social, os meios e técnicas de comunicação, enfim, com tudo o que temos visto na área de comunicação, fazer jornalismo sem formação é realmente deixar claro que não se quer fazer imprensa séria.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Bom, mas se escrever não é coisa séria que se justifique um diploma superior, julgar leis feita por semi analfabetos não carece de tanta formação. E com a sanha de concursos para a área de direito, em breve, um diploma de bacharel em direito não significará muita coisa.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-3509429786224989335?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/3509429786224989335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/besta-do-apocalipse-no-judiciario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3509429786224989335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/3509429786224989335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/besta-do-apocalipse-no-judiciario.html' title='A Besta do Apocalipse no judiciário brasileiro'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SjuahqomBXI/AAAAAAAAAIc/6NwhwP6kZU8/s72-c/justi_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-2916866798487016282</id><published>2009-06-04T10:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T10:15:44.134-07:00</updated><title type='text'>A hipocrisia da inclusão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sif_kKipA7I/AAAAAAAAAIU/17CQXRTlvRs/s1600-h/joao+super+homem+7.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sif_kKipA7I/AAAAAAAAAIU/17CQXRTlvRs/s320/joao+super+homem+7.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343520479668405170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Discutir inclusão social é um tema complicado e espinhoso. Porque na verdade, as pessoas dificilmente encaram a situação de frente, procurando subterfúgios voluntaristas e sentimentalistas para justificar situações injustificáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O politicamente correto que invadiu nossa sociedade nos últimos anos tornou qualquer um que enfrente o problema de frente um reacionário, desumano e cruel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O fato é que essa coisa de inclusão, no caso de pessoas com limitações físicas e mentais, é algo novo. Não faz muito tempo, essas pessoas não sobreviveriam, se sobrevivessem, ficariam escondidas em casa até morrer. Os índios eram mais humanos. Sacrificavam aqueles que não teriam condições físicas de conviver &lt;st1:personname productid="em sociedade. A" st="on"&gt;em sociedade. A&lt;/st1:personname&gt; nós, ocidentais, pretensamente humanos, soa crueldade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Li a entrevista do grande poeta Ferreira Goulart na Época dessa semana. Dois filhos esquizofrênicos, e uma luta contra a hipocrisia da não internação de doentes mentais graves. É bom quando alguém como Goulart se levanta contra a hipocrisia do politicamente correto, do pós-modernismo exagerado, das pretensões hipócritas de humanização que acabam &lt;st1:personname productid="em desumanização. A" st="on"&gt;em  desumanização. A&lt;/st1:personname&gt; boa vontade irresponsável é criminosa. E desagradável, porque a demagogia é irritante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não há que se negar. As limitações físicas, as doenças mentais, comprometem sim a vida social. Isso é fato. As limitações existem e sempre existirão, e não deixarão de ser reais por causa da boa vontade ou do discurso demagógico de algum aloprado. Negar isso e fingir que não existe, isso sim é desumanizar. Deixar um esquizofrênico dentro de casa, para tratamento “alternativo”, esperando que ele se mate, mate alguém ou fuja definitivamente para viver embaixo das pontes e viadutos, é o maior crime que a hipocrisia pós-moderna pode cometer com as pessoas com doenças mentais. E não adianta dizer que não sei nada do assunto. Entre outras coisas, eu também li Foucault e a História da Loucura. Mas parece que alguns leram de trás para frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fazer a alguém com grave deficiência acreditar que ela viverá em pé de igualdade com quem não tem limitações é enganá-la covardemente. Privá-la do conhecimento de sua situação é privá-la do direito de lutar pelo seu lugar, pela sua identidade, pelo seu próprio ser. É uma estratégia sutil de evitar o conflito dizendo que ele não existe. E ele existe sim. A sociedade “inclusiva” não é inclusiva coisa nenhuma. O capitalismo promove a exclusão. A seleção natural promove a exclusão. As pessoas com limitações lutam contra a natureza da própria natureza e da sociedade. E não é uma luta fácil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ferreira Goulart acusa os seus críticos de quererem amar os filhos dele mais do que ele. E isso é verdade. Nada mais ridículo do que algum desses “aloprados” virem querer nos ensinar como devemos amar e proteger nossos filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Posso falar “nos ensinar”, porque me incluo nessa exclusão. Tenho um filho com paralisia cerebral. Uma criança que impressiona pela beleza e pela simpatia. Mas que tem limitações e sempre as terá. Me cabe como pai, além de amá-lo profundamente e procurar oferecer-lhe os melhores tratamentos para minimizar suas limitações, como tenho feito, ensiná-lo a lidar com os conflitos e desafios com os quais vai ter que lidar na busca do seu espaço enquanto ser humano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não tenho dúvidas, que ele estará em uma faculdade, terá um emprego, e as pessoas lhe dirão hipocritamente que tudo é lindo, tudo é maravilhoso. Mas ele precisa saber que nem tudo é lindo, e que nem tudo é maravilhoso. Ele, com o meu apoio, de sua mãe e de sua família, terá de enfrentar desafios que outras crianças não enfrentarão, que outros jovens não enfrentarão. E certamente os vencerá, sem a necessidade de mais do que aquilo que lhe é justo pela sua condição. E que não lhe será dado sem luta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sinceramente, a última coisa que desejo na sociedade é igualdade. O discurso da igualdade, apregoado a partir do Iluminismo é uma das grandes enganações dos últimos séculos. Tanto que essa pretensa igualdade se manifesta apenas em textos enganadores como a constituição do Brasil. Na prática, não há igualdade. E nem deve haver. Os diferentes precisam ser tratados de acordo com suas diferenças. Sejam diferenças histórias, econômicas, sexuais, culturais, físicas ou mentais. E isso não é justificativa para a desigualdade social. Pelo contrário, o discurso da igualdade é que é trincheira da desigualdade social, que atribui à responsabilidade dos desníveis sócio-econômicos à preguiça dos pobres, já que todos são iguais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Negar os problemas, negar a doença, negar o comprometimento físico, assim como negar a desigualdade,negar as exclusões históricas, políticas, culturais, negar o sexismo, negar o racismo, todas as negações são formas de esconder os conflitos, para não ter que enfrentá-los. Claro, é melhor nos enganarmos que o mundo é bom, que nós somos bons, e que o mundo é que não presta. O diabo são os outros. A injustiça é o diabo, nunca a miséria de nossa condição animal, ambiciosa e brutalizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas já está na hora de enfrentar nossos “demônios”, e vencê-los. Vencer nossa própria hipocrisia e considerar os problemas de forma realista, para que possamos realmente superá-los, e não cultivá-los embaixo do tapete, achando que as visitas não verão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se precisar internar, interne-se. Nenhum pai ficaria feliz com isso, a não ser que também precisasse ser internado. Se precisar de cotas, que hajam cotas. Se precisar colocar rampas nos prédios, coloquem-se. E que se cumpra uma verdadeira inclusão social, não voltada para o conceito falso da igualdade, mas que contemple a igualdade de condições para pessoas de desiguais características.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Entrevista de Ferreira Goulart na revista Época. Vale a pena ler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75200-15257,00-NINGUEM+AGUENTA+UMA+PESSOA+BR+DELIRANTE+DENTRO+DE+CASA.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75200-15257,00-NINGUEM+AGUENTA+UMA+PESSOA+BR+DELIRANTE+DENTRO+DE+CASA.html&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-2916866798487016282?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/2916866798487016282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/hipocrisia-da-inclusao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/2916866798487016282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/2916866798487016282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/06/hipocrisia-da-inclusao.html' title='A hipocrisia da inclusão'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/Sif_kKipA7I/AAAAAAAAAIU/17CQXRTlvRs/s72-c/joao+super+homem+7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-7425489609971703941</id><published>2009-05-31T17:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T17:15:58.645-07:00</updated><title type='text'>solidariedade ao padre Rômulo Zagoto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Antes me estressava, agora dou risada. Está ficando cômico. Sindicato que pede 72% de aumento. Acusa o prefeito de se dar aumento, quando faz assinar a lei que os vereadores do mandato anterior (como acontece em todo fim de mandato) aprovaram em sessão (como todo ano também) quase secreta. Ora, perguntem para o Amaral. Ele estava entre os que aprovaram aumento para si mesmos e conseqüentemente para o prefeito. Mas eles sabem disso. Só querem é fazer baderna mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; E além do pagodeiro gospel, tem o jornalista gospel querendo brigar com padre. Enquanto uma parcela da cidade se orgulha da eleição de um grande sociólogo para Cachoeirense Ausente, representando a nata da intelectualidade brasileira em Cachoeiro, a outra se engalfinha em mediocridades politiqueiras, envoltando-as em discursos pseudo-religiosos. Digo pseudo-religiosos porque as pessoas que se envolvem nisso não sabem nada de teologia e muito menos de uma vida cristã verdadeira. Eu sigo precariamente (não abro mão de um samba, de uma morena, da cerveja e de um cigarrinho).&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; A coisa é tão vulgar e sem cabimento que ultrapassa os limites do ridículo. Infelizmente, com o nível de analfabetismo funcional construído nos últimos anos em Cachoeiro pela negligência dos governos, ainda existem pessoas que se deixam levar por esses discursos baratérrimos, sem fundamentação absolutamente nenhuma.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Basta olhar o histórico desse pessoal. Basta olhar o que dizia o Jornal Folha do Espírito Santo no início do mandato de Valadão:&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“A Câmara está submissa ao Chefe do Executivo e não cumpre com a sua obrigação, que é fiscalizar as ações do prefeito, que está aproveitando e fazendo da prefeitura um verdadeiro “Trem da Alegria”,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; (13/04/2005)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Mais pancada em Valadão&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Explicar o inexplicável é a chamada missão impossível. O prefeito de Cachoeiro, Roberto Valadão (PMDB) bem que tentou, falando somente para os vereadores da sua horta, porque os independentes só ouviram para não estão surdo nba última eleição. Contratar empresa sem idoneidade para um governante é o mesmo que chafurdar na lama de modo doloso, ainda mais por R$ 3,2 milhões sem licitação, eivado de erros jurídicos.&lt;/span&gt;’&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; (06/04/2005)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; De repente, não mais que de repente:&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;Depois de dois anos e meio, tenho a impetuosidade, sendo um dos maiores críticos da forma inicial de gestão pública - acertando muito e errando na mesma quantidade, talvez -, não me envergonho de remeter elogios ao Chefe do Executivo, mas para fazer justiça à mudança de mentalidade, de postura e de assessoria, numa reciclagem que rende frutos para a sociedade até mesmo fora da estação. Sabe-se que se está semeando. Fundamental que esteja.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: normal; font-family:Georgia;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Depois de vencer o tempo e suas próprias intempéries, de erradicar a ervas daninhas dentro do próprio canteiro, superar conspirações, reciclar secretariado, Roberto Valadão de hoje respira o que melhor sabe fazer: política pública com planejamento, para tanto conquistou tantos mandatos eletivos. Como prefeito, com temperança, imprime seu modelo de gestão, com perspectivas anunciadas de, agora, priorizar os descamisados da periferia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(27/04/2008)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Interessante desse último texto, é que Valadão saiu da prefeitura pelas portas do fundo, afastado, com inúmeras suspeitas de irregularidades, com os bens bloqueados, e etc e etc. O que mudou foi o governo ou a “relação” da imprensa com o prefeito da época?&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Mas sabemos qual o problema do rapaz:&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;este jornal não recebeu um tostão para apoiar a candidatura de Casteglione, nem antes, durante e posteriormente. E não precisa de dinheiro público para circular. Depende exclusivamente dos leitores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; (29/05/2009)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;Nossa. Com essa quantidade de leitores vai desbancar a Folha de São Paulo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;Em 29 de março de 2008, o referido Jornal apresenta uma denúncia ao atual presidente do SIndimunicipal, acusando-o de corrupção. Não teve as contas de 2007 aprovadas pelo próprio conselho fiscal, por falta de documentação. Sei lá o que deu depois. Nota fiscal é fácil de arrumar. O importante é que hoje eles são amiguinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;Mas tem mais. Também em &lt;st1:metricconverter productid="2005, a" st="on"&gt;2005, a&lt;/st1:metricconverter&gt; vítima era o hoje parceiro e aliado Glauber Coelho. Acusado de assédio sexual, Glauber virou prato cheio para o jornalzinho, que o espezinhou de todas as formas. Não sei quanto custou para o Glauber resolver esse problema. Mas hoje eles são amiguinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;Se formos resgatar as manchetes e matérias de jornal contraditórias desse “veículo de comunicação pessoal”, vai ser muito fácil perceber as constantes e repentinas mudanças de opinião. As denúncias rapidamente esquecidas. Mas, quem acompanha a história de Cachoeiro, os empresários, as pessoas que trabalham nessa cidade, já sabem com quem se está lidando. Portanto, pessoas sérias de Cachoeiro não devem se intimidar se virem seus nomes estampados na capa desse jornal como alvo de críticas. Perigo é ser elogiado por ele. Vão perguntar quanto custou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;Não sou católico e nem muito afeito aos discursos do Padre Rômulo. Mas sou solidário com ele nesse momento em que é acusado agressivamente por esse senhor. Digo ao Padre Rômulo, que duvidaria da moral dele se tivesse sendo elogiado pelo tal jornal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;E por mais que esse indivíduo tente colocar as questões em termos de uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos, é preciso que as pessoas percebam que isso é um absurdo. Uma tentativa de macular e manchar a nossa cidade, a nossa união, a convivência saudável entre as diversas culturas e religiões, vilipendiada de vez em quando por oportunistas e bandidos da estirpe dos bispos de Edir Macedo, visando manipular a ignorância alheia para amealhar seus castelos e fortunas. Nossa cidade deve estar unida pelo bem, pela construção da ética. E se o prefeito, o padre ou qualquer tiver de ser criticado, que seja, que responda pelos seus atos. Mas que isso não seja colocado em termos de guerra religiosa, e sim da falta de ética individual. Os maiores criminosos da história que tentaram vencer pela força de uma retórica que prega a morte em nome de um deus qualquer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-7425489609971703941?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/7425489609971703941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/solidariedade-ao-padre-romulo-zagoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7425489609971703941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/7425489609971703941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/solidariedade-ao-padre-romulo-zagoto.html' title='solidariedade ao padre Rômulo Zagoto'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4825421555988830267</id><published>2009-05-27T08:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T09:32:01.025-07:00</updated><title type='text'>MICHEL MISSE PARA CACHOEIRENSE AUSENTE 2009</title><content type='html'>Ano passado, pesquisando materiais para minhas aulas, me deparei com os artigos de um sociólogo, com os quais muito me identifiquei. O tema era uma sociologia voltada para a questão do direito, não como lei, mas como DIREITO, e, claro, focando a questão da segurança. O sociólogo era Michel Misse. Os textos, diálogos profundos baseados em anos de pesquisas empíricas e estudos teóricos, davam base para discussões de qualidade acadêmica inquestionável. Não era à toa. Seu autor é Doutor pela Universidade de Altos Estudos em Ciências Sociais da França, uma das mais importantes instituições da área no mundo. Além disso, coordena há anos o Núcleo de Estudos em Violência Urbana e Cidadania, na UFRJ, tendo como campo simplesmente o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso, fiquei sabendo por alguns amigos, que Michel era cachoeirense, amigo de meus amigos. Fiquei feliz e surpreso. Um conterrâneo que é referência na minha profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns motivos que nem eu sei explicar, acabei voltando meus trabalhos para a área de segurança. Na verdade, eu vinha com intenções de desenvolver meus trabalhos de pesquisa na área de religião. Meus alunos sabem minha paixão por esse tema. Minha intenção era aprofundar-me nas religiões afro brasileiras. De violência, só René Girard, a Violência e o Sagrado. Mas depois de uma conversa com Cel Guedes, me motivei a estudar a violência. E tenho trabalhado em alguns estudos, montamos um grupo de estudos na São Camilo, organizamos a conferência, sempre junto com o Comandante Guedes, o Antonio Fernando meu velho parceiro, meus queridos alunos e, agora, o secretário de Segurança Lugatto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sempre defendi a vinda do Michel Misse a Cachoeiro. Por ser cachoeirense e por ser o grande intelectual da área. Saí a campo. Com apoio do prefeito e da São Camilo, conseguimos. O professor Michel vai estar em Cachoeiro dia 05 e 06 de junho para falar sobre segurança pública. Teremos o prazer de ouvir o que França, México, Alemanha e Estados Unidos tem ouvido desse nosso grande pensador. E, nesse contato, por e-mail e por telefone, tenho visto o Michel típico Cachoeirense. Lembrança aos amigos, e um enorme carinho por sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas precisam ser ditas. Michel Misse se recusou a receber pró-labore para dar palestra em sua cidade. Quis estender sua estada para rever os amigos e familiares. E tem demonstrado grande satisfação em estar junto de seus conterrâneos, além de ter se disponibilizado para apoiar as nossas ações de segurança. Isso não é pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com justiça, algumas pessoas sugeriram o nome do Michel Misse para Cachoeirense Ausente 2009. Em abril tivemos o grande ídolo popular voltando a sua terra, a referência internacional em música e cultura, Roberto Carlos. E lhe fizemos uma bonita festa. Agora, teremos a grande referência internacional acadêmica, intelectual. Creio que seja momento sim de homenageá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa homenagem sem dúvida me motiva. E a muitos de meus alunos, que sonham um dia sair de Cachoeiro e se tornarem referências intelectuais ou acadêmicas. Voltarem e serem reconhecidos pelo seu trabalho. E mais que isso, manterem a simplicidade que caracteriza o nosso povo. Ser grande, sem deixar de ser quem se é. Isso vai na tradição de Rubem Braga e de tantos cachoeirenses que nos orgulham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e algumas pessoas assinamos a candidatura do Michel Misse a Cachoeirense ausente. Mas, sem dúvida, havendo tempo, muitos mais gostariam de ter assinado. Nesse momento, em que a eleição se realizará na próxima sexta feira, é a oportunidade de demonstrarmos ao conselho que votará, sem desmerecer os demais candidatos, grandes pessoas, que em 2009, Michel Misse é a cara de Cachoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço. Cachoeirense ausente ou não, todos estão convidados para ouvirem as palestras do Michel Misse no Centro Universitário São Camilo no dia 05 de junho a noite e dia 06 pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4825421555988830267?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4825421555988830267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/michel-misse-para-cachoeirense-ausente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4825421555988830267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4825421555988830267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/michel-misse-para-cachoeirense-ausente.html' title='MICHEL MISSE PARA CACHOEIRENSE AUSENTE 2009'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-346846841755877784</id><published>2009-05-25T09:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T10:07:16.898-07:00</updated><title type='text'>HOMENAGEM A PUTA MAIOR - PLIM PLIM</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShrQNOsrfTI/AAAAAAAAAH8/G8e0JMK55yM/s1600-h/globo+manipulado.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339809233903516978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShrQNOsrfTI/AAAAAAAAAH8/G8e0JMK55yM/s320/globo+manipulado.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uns dias atrás me revoltei com um evento da TV Gazeta sobre segurança pública. Sim, para mim, aquele era um evento caça níquel. Não tinha finalidade nenhuma a não ser usar a figura do secretário de estado de segurança, ansioso que está por divulgar seus resultados (pífios), para captar patrocínios oportunistas da prefeitura e de outros parceiros. E ainda forçaram os alunos a assistirem ao que, nos dizeres deles, foi uma perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no último sábado, movimentos sociais, policiais, estudantes e demais interessados se reuniram na Conferência Municipal de Segurança Pública para discutir políticas públicas para essa área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não houve cobertura da TV Gazeta. Nenhuma câmera, nenhuma nota, nada. Afinal, sem patrocínio não existe responsabilidade social, muito menos cobertura jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma imprensa podre no Brasil. Mas nenhum blog impresso, jornaleco que seja, se compara a podridão que é a TV Globo e suas máfias locais. Não precisa ir muito longe, como no debate do Collor, em eventos locais (cadê a história do grampo???? A TV Gazeta ficou amiga do Hartung de novo????). Nem precisa se recordar a postura da TV Globo na ditadura. Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política da Rede Globo não é extrema direita, é fascista mesmo. Manipula abertamente as pessoas, com suas armações pesadas, como Criança Esperança, e outras bobajadas que ela usa como propaganda de sua “responsabilidade social”. Parece até piada. Isso sem falar no resto, que não é responsabilidade social. Ela até faz algumas coisas boas de vez em quando, mérito de grandes profissionais que militam dentro dessa organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas repetidoras, a lógica se repete. E ainda pior, pois o impacto dessa praga nas mentes das pessoas é fortíssimo. E eles são extremamente irresponsáveis com isso. Fico surpreso com algumas situações que já vi aqui nessa cidade, de tamanha irresponsabilidade para com a verdadeira informação. Eu mesmo, e alguns colegas, “convidados” a dar opinião sobre algum tema, nos sentimos intimidados a dizer o que os repórteres queriam ouvir. Claro, eles são os donos da verdade. Nós somos apenas os imbecis que tem diploma que só servem para homologar suas verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nem me convidam mais. Sou persona non grata. Dou muito trabalho, pois não aceito matéria gravada (claro que eles manipulam), e muito menos assino com meu nome informação equivocada. E muitos de meus colegas, que se lixam para a publicidade global, estão tomando o mesmo caminho. E falo abertamente, gosto mesmo é do programa do Anselmo Scandiani na TV Sul. Lá existe debate de verdade. Lá existe discussão e se não se chega a conclusões enlatadas, se estimula o espectador a pensar. Quando o Anselmo me convida, me sinto orgulhoso. Sinto-me útil e faço esforços para adequar minha agenda e atendê-lo. Quanto a Globo, fujo. Estou cagando e andando para a audiência global. Gosto de audiência selecionada. E isso a Gazeta não tem. É mídia de massa. É mídia de merda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-346846841755877784?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/346846841755877784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/homenagem-puta-maior-plim-plim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/346846841755877784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/346846841755877784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/homenagem-puta-maior-plim-plim.html' title='HOMENAGEM A PUTA MAIOR - PLIM PLIM'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShrQNOsrfTI/AAAAAAAAAH8/G8e0JMK55yM/s72-c/globo+manipulado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-4760888815577586587</id><published>2009-05-18T05:19:00.001-07:00</published><updated>2009-05-18T05:42:23.153-07:00</updated><title type='text'>Sapato velho...isso que eu sou...</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFV2x-0ZvI/AAAAAAAAAHs/RIET_N3km0k/s1600-h/sapato4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFVVypY2XI/AAAAAAAAAHk/cn_PEB18KCU/s1600-h/sapato6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337140866271730034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFVVypY2XI/AAAAAAAAAHk/cn_PEB18KCU/s320/sapato6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;strong&gt;Você lembra, lembra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naquele tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu tinha estrelas nos olhos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um jeito de herói&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Era mais forte e veloz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que qualquer mocinho de cowboy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você lembra, lembra&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFWWBkHgZI/AAAAAAAAAH0/WreoGsWAYDM/s1600-h/sapato4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337141969787781522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFWWBkHgZI/AAAAAAAAAH0/WreoGsWAYDM/s320/sapato4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu costumava andar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bem mais de mil léguas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pra poder buscar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flores de maio azuis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E os seus cabelos enfeitar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei da canção Sapato Velho. Tive a oportunidade de conhecer um dos autores da música, o Cláudio Nucci, e discutir sobre essa letra com ele. Boa recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, é que sempre a achei linda, letra e harmonia. Mas nunca tanto como hoje, ela fez sentido para mim. Nesses últimos dias, tenho andado meio saudosista, sentindo não o peso da velhice, mas a responsabilidade de uma geração que deixou de ser um grupo de jovens sonhadores para se tornar homens e mulheres com responsabilidades para com o mundo, a sociedade e, principalmente, uma enorme responsabilidade com as palavras proferidas e as idéias defendidas na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, por exemplo, foi um momento especial. Nos reunimos a convite de nosso colega Pedro Ernesto para comemorar sua conquista, o título de Doutor em História pela UFRJ. Num primeiro momento, já me sentia participante da vitória do Pedro quando me vi citado nos agradecimentos de sua tese, juntamente com nossos colegas do colegiado de História do Centro Universitário São Camilo. E, nesse sábado, Pedro foi fiel as suas convicções comunistas. Evidenciou sua conquista como uma conquista coletiva. Seu discurso foi legítimo, e eu, e creio que a maioria, se sentiu realmente doutor junto com o Pedro naquele momento. Ainda virei para Fernando Bahiano e disse “isso deve ser o comunismo camarada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite, encontro com um amigo de adolescência. Na época, era o Toiço. Agora, é o cardiologista Luis Carlos Maciel Júnior. Fora os filhos dos meus amigos que agora são meus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me deparado com isso a todo o momento. Meus amigos de infância e adolescência, colegas de faculdade, agora são médicos, doutores, professores, empresários, estão na prefeitura administrando, enfim. E, até agora, não tenho decepções com minha geração. Sei que podemos errar. E provavelmente erraremos. Mas maior erro seria repetir tudo que já foi feito. Creio que de tanto ouvir e cantar Belchior, estamos vacinados contra ser e viver “como nossos pais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto feliz de estar nesse grupo. Mas, apesar dos 31 anos, ainda não sinto que tenha encontrado definitivamente meu caminho (se é que algum dia terei essa sensação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que por isso a música do Cláudio Nucci me sirva tão bem. Essa é a verdade, que talvez muitos de minha geração compartilhem calados. Nosso desafio é não deixar apagar o brilho nos olhos dos tempos que éramos mais fortes e velozes que mocinhos de cowboy. Nosso desafio é encontrar a fonte da juventude e beber sem medo suas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje, não colho mais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As flores de maio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem sou mais veloz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como os heróis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa terrível sensação de perda de juventude é um desafio a ser enfrentado por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar dessa sensação de ter perdido algo pelo caminho, sinto como se sempre tivesse sido um sapato velho. A idade só vem legitimar minha sensação de sapato velho. Algo que não tem valor pela sua beleza, marca ou estética. O valor de um sapato velho é sua capacidade de aquecer do frio, o seu valor simbólico, o valor de memória que ele possui na mente e no coração daquele que o preservou para os dias de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É talvez eu seja simplesmente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como um sapato velho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas ainda sirvo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você quiser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Basta você me calçar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que eu aqueço o frio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dos seus pés&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro de um tempo que eu não fosse um Sapato Velho. Nunca fui um sapato novo. Eu devo servir para alguma coisa além de preencher formulários, estudar teorias, ensinar teorias, discutir política, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo servir para aquecer pés frios. Afinal, é para que servem os sapatos velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapato Velho por Cláudio Nucci - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dGb6vwuvb2U"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dGb6vwuvb2U&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-4760888815577586587?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/4760888815577586587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/sapato-velhoisso-que-eu-sou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4760888815577586587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/4760888815577586587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/sapato-velhoisso-que-eu-sou.html' title='Sapato velho...isso que eu sou...'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/ShFVVypY2XI/AAAAAAAAAHk/cn_PEB18KCU/s72-c/sapato6.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-887177219927092389</id><published>2009-05-12T05:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T04:15:38.958-07:00</updated><title type='text'>AS PUTAS DA RUA VIRGÍNIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SglwCBepfoI/AAAAAAAAAHc/yuX0w3XmSPY/s1600-h/203_1732-amsterdam-red-light-district.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334918413656096386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SglwCBepfoI/AAAAAAAAAHc/yuX0w3XmSPY/s320/203_1732-amsterdam-red-light-district.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu estou tentando tornar meu blog bem popular. Depois que ele angariar muitos leitores, vou começar a ganhar um dinheirinho. Vou avisar: me dá dinheiro senão eu falo mal de você no meu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma estratégia interessante. Ainda mais se eu me colocar como um mártir da fé e da virtude. E preciso ser criativo com as manchetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que funciona a imprensa em Cachoeiro. Um dia ouvi de um empresário da cidade, meu amigo, acerca de um certo jornalista que todos devem imaginar quem é. De acordo com ele, o referido pediu “anúncios”, condicionando a umas denúncias que ele tinha para fazer sobre a empresa. O empresário deu o dinheiro, mas não quis o anúncio. Ser extorquido sim, mas assinar embaixo da extorsão não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não é assim, descarada, a extorsão se faz sob formas sutis, tentando dar algum ar de religiosidade, espiritualidade, messianismo ou ainda chamando de responsabilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só os jornalecos. Desde as grandes emissoras de TV, que fazem eventos caça níqueis chamando de “responsabilidade social”, aos jornaizinhos de fundo de quintal, que só servem para veicular as “idéias” do dono do jornal.  (Puta que pariu...e que idéias!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais, devido a sua falta de credibilidade e pouco apego da população a leitura, só fazem marola. Não tem grande influência na opinião pública. É um tipo de terrorismo que alguns donos de jornal fazem, propalando uma força que eles não tem, para conseguir recursos que não conseguem pela qualidade dos seus jornais, que na verdade não tem qualidade nenhuma. Desde erros crassos de português a textos horrorosos, cheios de personalismo charlatão e discursos inflamados e inchados de bobagens, claramente comprometidos com de onde vem o dinheiro. Basta uma análise histórica das manchetes de certos jornais para se ver claramente como que, abruptamente, se muda de idéia. Bom, sabemos como mudar as idéias de um jornalista corrupto. Basta dar um dinheirinho, em forma de anúncio ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece há mais tempo sabe que nunca engoli muito bem certos aspectos hipocritamente messiânicos da imprensa. Não é de hoje que critico abertamente a postura da TV Gazeta e dos jornais de Cachoeiro. Não me iludo que eles não sejam empresas, que usam a notícia como instrumento para o lucro pessoal e empresarial. Uns mais discretos outros mais descarados. Mas tudo bem. Empresa é empresa e nesse sistema, lucro é uma coisa legítima. Mas, por outro lado, nós precisamos é sair dessa hipocrisia que regulamentar e regular a prática da imprensa é colocar mordaças. Não podemos é deixar esses mercenários com jornais, rádios e tv´s nas mãos chantagearem o setor público e o setor privado com reportagens interesseiras e irresponsáveis, sob o pretexto da “liberdade de imprensa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a imprensa é de interesse exclusivamente público, então vamos acabar com o lucro dos empresários da imprensa. Se é atividade econômica por meio de prestação de serviço público, então vamos regular como a telefonia, como a energia, e fiscalizar. O que há de mal nisso? Vou dizer o que há de mal. Eles vão perder a capacidade de extorquir. Por isso, sob esse argumento fajuto, esse messianismo conveniente e hipócrita, ficam alardeando a liberdade de imprensa, como se os jornalistas fossem os arautos da liberdade nesse país. Basta ver na ditadura. Enquanto alguns enfrentaram a ditadura, a maioria se calou, fazendo bem seu trabalho, engolindo a censura, aceitando a opressão do sistema. Nada contra. Eu faria o mesmo. Preciso sustentar meu filho. Mas teria vergonha na cara de não me afirmar como herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver como agiu a rede globo na ditadura, na eleição do Collor, e tantos episódios claros de negociações e favorecimentos por debaixo dos panos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o jornalismo romântico já se foi faz tempo, como tantos outros romantismos de nossa nação. E hoje, a imprensa está muito mais para prostituta do que para heroína. Em alguns casos, prostitutas da rua Virgínia, como todo respeito as prostitutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomendo ler o blog do Jeferson. Traz uma outra visão, também crítica sobre a imprensa, que merece ser lida. &lt;a href="http://www.jefersonjm.blogspot.com/"&gt;www.jefersonjm.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2686462097913832812-887177219927092389?l=marcobcosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcobcosta.blogspot.com/feeds/887177219927092389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/as-putas-da-rua-virginia.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/887177219927092389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2686462097913832812/posts/default/887177219927092389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcobcosta.blogspot.com/2009/05/as-putas-da-rua-virginia.html' title='AS PUTAS DA RUA VIRGÍNIA'/><author><name>Marco Aurélio.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14922551628831792855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-2i-MOkBlwqI/ThTKVfFkoDI/AAAAAAAAAQs/3IxSfT4vJNA/s220/no%2Btrem%2Bpara%2BMariana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MuZBJC4TNmY/SglwCBepfoI/AAAAAAAAAHc/yuX0w3XmSPY/s72-c/203_1732-amsterdam-red-light-district.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2686462097913832812.post-3082385136972062557</id><published>2009-05-09T20:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T20:42:39.194-07:00</updated><title type='text'>Maio - O mês da amizade....</title><content type='html'>O mês de maio é para muitos o mês das noivas. Sinceramente não sei por qual motivo e nem quero saber. Da minha parte, chamo o mês de maio de mês da amizade. Sem desfazer dos demais, tão queridos quanto os aqui citados, nesse mês aniversariam três grandes sujeitos especiais na minha vida. Cronologicamente, primeiro vem o Nelson Miranda. Amizade das mais antigas, já a poucos meses de vinte anos. Ator de grande qualidade, pessoa de inteligência profunda, sensibilidade irônica e tantas qualidades e defeitos que o tornam um sujeito intenso, do qual me orgulho de me considerar amigo. Depois vem o Anderson. O irmão mais velho que eu nunca tive por ser o mais velho da minha casa. Duas décadas de amizade e histórias para contar por mais umas quatro décadas. Indecoroso, hoje mais sossegado. Um tipo de Midas que não transforma em ouro, mas onde pisa põe mais cor, torna o ambiente mais alegre. No fim da semana, Antonio Fernando completa mais um ano. Amigo de mais de década. Indivíduo que consegue conciliar as mais radicais convicções com a mais profunda sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se meus amores não são lá o melhor exemplo de sucesso e felicidade, quanto às amizades, tenho tido a grande sorte de ter grandes amigos. Existem, ainda, outros grandes amigos que não citei, que aniversariam, os dois, em dezembro. Seu Eli, meu pai, cuja amizade vem se tornando cada vez mais próxima nos últimos tempos, e o jovem  João Henrique, meu filho. E, claro, minha grande e eterna amiga, Maria Lúcia, minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tantos outros jovens amigos que tenho cultivado nos bares da vida (C3 mais especificamente), nas salas de aula, nos ambientes de trabalho, nos locais por onde passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os amigos são a família que se escolhe. Eu, sinceramente, discordo. As amizades, de sangue ou tornadas de sangue pelas batalhas da vida, são janelas fechadas do destino, nas quais se é jogado contra o vidro. Quando sobrevivemos, os cacos dão a forma e a história daquele encontro que a vida transformou em amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, tenho sido lançado contra muitas janelas, e sobrevivido a boa parte. E pretendo continuar quebrando vidros com a cabeça. Criando novas amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, depois desses anos de vida e morte, se eu morrer (de novo) antes de vocês, escrevam na minha lápide: Viveu e morreu duas vezes (por enquanto) ao lado de seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os meus amigos aniversariantes de maio e em homenagem a todos os outros, pelas aventuras em jipes amarelos da vida....Toninho Horta canta Manuel o Audaz....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xmEQk6bkeeo&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xmEQk6bkeeo&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt
